Phantom Arabesque, encomendado por cliente de Dubai, exigiu cinco anos de desenvolvimento para aplicar técnica de arte tecnológica na carroceria
A Rolls-Royce revelou o Phantom Arabesque, um modelo único encomendado pelo escritório privado da marca em Dubai, que marca um precedente técnico na indústria de luxo. O veículo presta homenagem à herança arquitetônica do Oriente Médio introduzindo uma inovação global: é o primeiro carro do mundo a apresentar um capô com gravação a laser diretamente na pintura. O projeto demandou cinco anos de desenvolvimento pelo Centro de Superfícies Exteriores da fabricante britânica para viabilizar o artesanato sobre o metal sem comprometer a integridade da carroceria.
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A complexidade do projeto reside na adaptação da técnica de arte clássica conhecida como esgrafito — historicamente usada na cerâmica e arquitetura —, que consiste em remover camadas superficiais para revelar cores contrastantes. No Phantom, o processo é cirúrgico: sobre uma pintura bicolor em tons de preto, aplica-se uma camada espessa de verniz formulado especificamente para essa finalidade.
Em seguida, um laser de alta precisão remove seletivamente o verniz e parte da tinta para criar um padrão geométrico tridimensional. O desafio técnico foi calibrar o laser para atingir a profundidade exata sem queimar a pintura adjacente. O resultado é um relevo tátil que, posteriormente, recebe polimento manual para garantir uniformidade visual e proteção contra intempéries.












O design gravado remete diretamente ao mashrabiya, as tradicionais treliças de madeira que adornam janelas e sacadas na arquitetura árabe. Historicamente, essas estruturas servem para resfriar os ambientes e garantir a privacidade — permitindo ver o exterior sem ser visto.
A Rolls-Royce replicou essa filosofia de “arte funcional” no interior: o padrão geométrico se repete na marchetaria do painel, nos bordados dos encostos de cabeça e até no famoso teto estelar da marca. O modelo Bespoke (feito sob medida) ainda conta com uma linha de cintura pintada à mão com o motivo árabe e a estatueta do Espírito do Êxtase iluminada, consolidando o veículo não apenas como um meio de transporte, mas como uma peça de colecionador.










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