Instabilidade política nos EUA e Europa trava avanço global de carros elétricos

Em Davos, executivos chineses e analistas alertam que 'ziguezague' regulatório afugenta investimentos de longo prazo

carregadores de carros elétricos mão de pessoa plugando um carregador em carro elétrico ou híbrido plug in branco. autonomia carro elétrico
O recuo de metas de proibição de motores a combustão na Europa gera insegurança para as montadoras (Foto: Reprodução)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 23/01/2026 às 21h00

A instabilidade política e a falta de clareza nas regras governamentais tornaram-se os maiores obstáculos para a transição global rumo aos veículos elétricos. O alerta foi dado por executivos e economistas durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. O consenso é que, sem previsibilidade, torna-se inviável para as montadoras planejarem cadeias de suprimentos complexas e investimentos bilionários de longo prazo.

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O painel destacou que a “dança das cadeiras” regulatória no Ocidente contrasta com a consistência asiática, criando um cenário de insegurança jurídica que freia a produção em massa.

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O custo da incerteza

Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, foi categórica ao apontar a oscilação das políticas nacionais como o principal gargalo para a injeção de capital. Para a executiva, a indústria automotiva opera em ciclos longos e necessita de diretrizes perenes. O sucesso da China, segundo a análise em Davos, deve-se justamente a anos de políticas estatais consistentes, que permitiram o desenvolvimento de uma infraestrutura de recarga robusta e o barateamento da tecnologia.

No Ocidente, o cenário é oposto. Na Europa, a discussão sobre o adiamento ou revisão da proibição de motores a combustão (prevista inicialmente para 2035) gera dúvidas nas fabricantes. Nos Estados Unidos, a alternância de poder e a retórica contra subsídios verdes em administrações republicanas, como a de Donald Trump, desestimulam o planejamento industrial.

Elaine Buckberg, ex-economista-chefe da General Motors e pesquisadora da Universidade de Harvard, reforçou que incentivos previsíveis são a espinha dorsal da transição energética. “As empresas precisam saber qual será a regra do jogo daqui a cinco ou dez anos”, argumentou.

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