Irreconhecível e barato: novo Honda Fit muda visual e preço cai para menos de R$ 60 mil

Com frente que lembra rivais da Toyota e interior simplificado, hatch tenta sobreviver na China com oferta inédita de garantia para o motor

Novo Honda Fit (18)
O novo design frontal do Honda Fit chinês adota faróis de LED mais finos e uma grade redesenhada (Foto: Honda | Divulgação)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 19/01/2026 às 20h00

Pressionada pelo avanço avassalador dos carros elétricos no mercado chinês, A joint-venture GAC Honda lançou uma atualização exclusiva do Honda Fit com preço reduzido para aproximadamente R$ 56 mil, na conversão direta. A medida é uma resposta direta à crise de vendas da marca: em dezembro de 2025, o hatch registrou números críticos, caindo para a casa dos dois dígitos em emplacamentos mensais.

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Para tentar estancar a sangria frente a rivais como o BYD Seagull, a montadora aposta em um lote limitado a 3.000 unidades, focado no custo-benefício.

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Design polêmico e cortes de custo

A atualização estética distanciou o modelo de sua identidade global. A dianteira ganhou faróis de LED divididos e afilados, além de um para-choque com linhas angulares que remetem à identidade visual da concorrente Toyota. As alterações fizeram o carro crescer ligeiramente, totalizando 4,17 m de comprimento.

Para viabilizar a etiqueta de preço abaixo de US$ 10 mil, a tesoura passou pelo interior. O acabamento é espartano: bancos em tecido simples, freio de mão mecânico e um sistema de som básico com apenas dois alto-falantes. Embora conte com uma central multimídia de 10,1” e painel digital de 7”, o modelo perdeu itens de assistência à condução (ADAS). A presença dos famosos “Magic Seats”, sistema modular de bancos que consagrou o Fit, ainda não foi confirmada nesta versão de entrada.

Mecânica confiável como trunfo

Se o pacote tecnológico foi reduzido, a mecânica aposta no conservadorismo. O hatch mantém o motor 1.5 i-VTEC a gasolina (sem eletrificação), entregando 122 cv e 14,8 kgfm de torque, acoplado ao câmbio CVT. A Honda promete autonomia superior a 700 km com um tanque, um diferencial prático contra a ansiedade de autonomia dos elétricos urbanos.

A cartada final para atrair o consumidor desconfiado é a garantia: a GAC Honda oferece cobertura vitalícia para motor e câmbio nesta série limitada. Resta saber se a medida será suficiente para reverter o declínio dos modelos a combustão no maior mercado do mundo.

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