Menos da metade dos trabalhadores de apps contribui para o INSS, aponta estudo

Estudo aponta que instabilidade de renda e falta de políticas públicas deixam 4 em cada 10 profissionais de mobilidade sem qualquer proteção social

mão de pessoa boa clicando em celular acom logotipo da Uber afixado em painel de carro lista de carros Uber Black Uber Comfort 2025
A maioria dos motoristas e entregadores utiliza as plataformas como fonte de renda complementar e temporária (Foto: Shutterstock)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 17/03/2026 às 14h00

Menos da metade dos motoristas e entregadores de aplicativo no Brasil contribui regularmente para a Previdência Social. Segundo levantamento inédito da startup GigU, em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação, apenas 43,3% desses profissionais mantêm pagamentos ao INSS, evidenciando a fragilidade da proteção ao trabalhador em um setor que cresce de forma acelerada, mas à margem de garantias básicas.

AutoPapo
NÃO FIQUE DE FORA do que acontece de mais importante no mundo sobre rodas!
Seguir AutoPapo no Google

O estudo revela um cenário de alto risco financeiro: 38,1% dos trabalhadores nunca contribuíram para o sistema e 12,3% interromperam os pagamentos ao longo do tempo. Outros 4,6% realizam contribuições de forma ocasional, enquanto uma pequena parcela (1,7%) afirma sequer saber como ingressar no regime previdenciário para garantir benefícios como auxílio-doença ou aposentadoria.

VEJA TAMBÉM:

Horizonte de incertezas

A baixa adesão ao sistema formal reflete a percepção de transitoriedade do trabalho por aplicativo. Apenas 20,7% dos entrevistados enxergam o trabalho por plataformas como carreira principal, enquanto 38% utilizam o serviço apenas para complementar a renda. O levantamento aponta que a instabilidade dos ganhos e a falta de políticas públicas adaptadas ao modelo de “gig economy” funcionam como barreiras estruturais para a regularização.

Para Luiz Gustavo Neves, CEO da GigU, o cenário desafia tanto as plataformas quanto os formuladores de políticas. “O futuro do trabalho em aplicativos depende de mecanismos de proteção que equilibrem flexibilidade e segurança”, afirma o executivo. Atualmente, a GigU reúne uma comunidade de 250 mil usuários em busca de soluções de segurança e rentabilidade.

Os dados concluem que a promessa de autonomia convive com um vácuo de seguridade. Sem uma reforma que considere a volatilidade desse mercado, o setor caminha para um impasse social, onde a expansão econômica da mobilidade não se traduz em estabilidade para quem opera o sistema no asfalto.

Newsletter
Receba diariamente notícias, dicas e conteúdos exclusivos que foram destaque no AutoPapo.

👍  Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.

TikTok TikTok YouTube YouTube Facebook Facebook X X Instagram Instagram
Siga no

Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:

Podcast - Ouviu na Rádio Podcast - Ouviu na Rádio AutoPapo Podcast AutoPapo Podcast
0 Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Comentários com palavrões e ofensas não serão publicados. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Avatar
Deixe um comentário