Multa por buzinar em apoio a político vira ação na Suprema Corte

Motorista foi multada na Califórnia que estabelece regras para o uso do acessório; veja quando buzina pode ser acionada no Brasil

mulher buzinando
Para mulher, buzinar em protesto político faz parte da 'liberdade de expressão' (Fotos: Shutterstock)
Por AutoPapo
Publicado em 20/11/2023 às 19h03
Atualizado em 02/05/2024 às 21h39

Já recorreu de uma multa que considerou injusta? Xingou o Detran quando ele indeferiu seu recurso? Uma mulher foi além: ela recorreu a Suprema Corte por ter sido multada por buzinar!  De acordo com o o jornal USA Today, o argumento de Susan Porter e seus advogados é que buzinar o carro é uma forma de liberdade de expressão e que os motoristas não deveriam ser multados por isso.

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Porter foi multada nos Estados Unidos em 2017, quando por buzinar em um comício de seu congressista. As leis da Califórnia, onde o fato aconteceu,  proíbem buzinar – a não ser para avisar outro motorista. Mas para Porter, desde o surgimento do automóvel, as buzinas dos carros às vezes serviram como forma de expressão.

“A buzina do carro é o som da democracia em ação”, escreveram os seus advogados no apelo.

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Uso da buzina no Brasil

mao feminina acionando a buzina no volante de carro
Legislação brasileira estabelece quando a buzina pode ser utilizada

No Brasil, o Código de Trânsito Brasileiro traz as condições quando a buzina do carro pode ser usada. O artigo 41 indica que o condutor de veículo só poderá fazer uso de buzina, desde que em toque breve, para fazer as advertências necessárias a fim de evitar sinistros; fora das áreas urbanas, quando for conveniente advertir a um condutor que se tem o propósito de ultrapassá-lo.

Multa por buzina

Já o artigo 227 do CTB enumera quando o uso da buzina é infração (leve com perda de 3 pontos e multa no valor de R$ 88,38)

  • Em situação que não a de simples toque breve como advertência ao pedestre ou a condutores de outros veículos;
  • prolongada e sucessivamente a qualquer pretexto;
  • entre as 22h e as 6h;
  • em locais e horários proibidos pela sinalização;
  • em desacordo com os padrões e freqüências estabelecidas pelo Contran, que proíbe de padrão de buzina assemelhado a alarme sonoro (sirene de viatura) e a limitação de 104 decibéis como pressão sonora máxima (e, para os veículos produzidos a partir de 2002, o limite mínimo de 93 decibéis), o que exige, para a fiscalização, a utilização de equipamento (decibelímetro, também denominado de sonômetro).
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