O “código secreto” da F1: o que significam as novas luzes nos carros de 2026?

Regulamento técnico introduz esquema com cinco pontos de luz para ampliar a sinalização em meio à maior eletrificação dos motores

F1 Grand Prix Of Australia Qualifying
Novas luzes passam a indicar condições do carro, gestão de energia e situações de pista (Fotos: Mark Thompson | Getty Images)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 09/03/2026 às 20h15

A temporada de 2026 da Fórmula 1 trouxe uma mudança visual sensível para o público e estratégica para os pilotos: a introdução de um novo sistema de iluminação nos carros. A novidade integra o aguardado regulamento técnico da categoria, que também prevê veículos menores, mais leves e com maior protagonismo da energia elétrica no conjunto híbrido.

AutoPapo
NÃO FIQUE DE FORA do que acontece de mais importante no mundo sobre rodas!
Seguir AutoPapo no Google

Até 2025, a comunicação luminosa resumia-se basicamente a uma luz vermelha intermitente na traseira — ativada na chuva ou durante a colheita de energia — e LEDs nas extremidades da asa. Com as novas diretrizes da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o esquema passa a contar com cinco pontos de luz estrategicamente distribuídos: dois na dianteira e três na traseira.

VEJA TAMBÉM:

Sinalização frontal e código de cores

F1 Grand Prix Of Australia Qualifying
MELBOURNE, AUSTRALIA - MARCH 07: Liam Lawson of New Zealand driving the (30) Visa Cash App Racing Bulls VCARB 03 RB Ford in the Pitlane during qualifying ahead of the F1 Grand Prix of Australia at Albert Park Grand Prix Circuit on March 07, 2026 in Melbourne, Australia. (Photo by Mark Thompson/Getty Images) // Getty Images / Red Bull Content Pool // SI202603070257 // Usage for editorial use only //

Na dianteira, duas luzes de tom âmbar foram acopladas aos espelhos retrovisores, garantindo visibilidade lateral e frontal. Elas acendem automaticamente quando o carro trafega abaixo de 20 km/h, está imobilizado na pista ou durante o procedimento de largada, com o câmbio em ponto morto. O sistema também muda de cor caso o monoposto seja conduzido por um piloto sem a Superlicença completa da FIA.

Na seção traseira, o tradicional módulo retangular foi substituído por uma luz central ovalada em leds, montada na estrutura de impacto e integrada à câmera e ao microfone. O componente indica cenários críticos da corrida, como a presença do safety car, trechos de baixa aderência e o acionamento do limitador de velocidade.

A inovação mais tática, porém, está na leitura do sistema híbrido (MGU-K). A luz traseira, em conjunto com duas faixas verticais nos suportes da asa, passa a detalhar a situação da bateria. Um piscar único avisa que o carro entrega potência reduzida; dois flashes indicam ausência de fornecimento elétrico; já piscadas rápidas revelam que o veículo está regenerando energia enquanto o propulsor a combustão opera em carga máxima.

Newsletter
Receba diariamente notícias, dicas e conteúdos exclusivos que foram destaque no AutoPapo.

👍  Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.

TikTok TikTok YouTube YouTube Facebook Facebook X X Instagram Instagram
Siga no

Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:

Podcast - Ouviu na Rádio Podcast - Ouviu na Rádio AutoPapo Podcast AutoPapo Podcast
0 Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Comentários com palavrões e ofensas não serão publicados. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Avatar
Deixe um comentário