Montadora reforça que a introdução de humanoides visa eliminar tarefas monótonas, insalubres ou perigosas, sem a intenção de substituir postos de trabalho
A BMW está expandido o uso de inteligência artificial em seu sistema de produção ao introduzir, pela primeira vez na Europa, o uso de robôs humanoides. Após o encerramento de uma fase de testes bem-sucedida na planta de Spartanburg, nos Estados Unidos, a fabricante agora concentra esforços na unidade de Leipzig, na Alemanha, para validar a viabilidade dessa tecnologia em solo europeu.
Diferente da automação robótica tradicional (fixa e limitada a movimentos repetitivos simples), os novos modelos são projetados para operar em ambientes industriais reais, simulando a destreza humana para realizar tarefas de alta complexidade. O objetivo central é otimizar processos logísticos e de fabricação que exigem versatilidade motora.
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A planta de Leipzig utiliza agora o robô Apollo, desenvolvido pela parceira Apptronik, do Texas (EUA). O modelo destaca-se por sua estrutura bípede e braços articulados que permitem a manipulação de componentes variados, desde peças metálicas até módulos de baterias de alta tensão. A fase atual de testes foca na entrega de peças para as linhas de montagem e na verificação da precisão do robô em tarefas ergonomicamente desgastantes para humanos.
A viabilidade técnica dessa integração foi pavimentada na unidade da Carolina do Sul (EUA) ao longo de 2025. Na ocasião, o robô Figure 02 operou em turnos contínuos na produção do BMW X3, movimentando milhares de componentes de chapa metálica com precisão milimétrica. Em Leipzig, o Apollo deve subir um degrau na complexidade, auxiliando diretamente na montagem de componentes elétricos.
A implementação faz parte da estratégia BMW iFACTORY, que utiliza o conceito de “gêmeos digitais” para treinar a inteligência artificial em ambiente virtual antes de sua aplicação física. Essa metodologia permite que o robô aprenda a navegar pelo chão de fábrica e a interagir com objetos sem oferecer riscos à operação.
A montadora reforça que a introdução de humanoides visa eliminar tarefas monótonas, insalubres ou perigosas, sem a intenção de substituir postos de trabalho. Segundo a empresa, o diálogo prévio com as equipes garantiu uma recepção positiva da tecnologia, consolidando os robôs como assistentes colaborativos no cotidiano industrial global da marca.
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