O mito da bateria viciada: estudo mostra a real durabilidade dos carros elétricos

O estudo no Reino Unido analisou 8.000 veículos e comprovou que a saúde média das baterias permanece acima de 95%, mesmo após anos de uso

Padrões de autonomia do carro elétrico são uma bagunça
Baterias de EVs duram mais do que a estrutura do veículo em si, indica estudo (Foto: Reprodução)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 24/02/2026 às 11h00

A durabilidade das baterias, um dos principais temores de quem considera comprar um carro elétrico, pode ser muito maior do que o senso comum sugere. Um novo estudo britânico com dados reais de uso revelou que o desgaste dessas peças é significativamente menor do que se imaginava, desmistificando a ideia de que a substituição precoce é uma regra no segmento.

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A pesquisa, conduzida pela empresa de diagnósticos Generational, analisou mais de 8.000 veículos elétricos e comerciais leves de 36 fabricantes diferentes no Reino Unido. Com unidades de até 12 anos de uso e quilometragens que chegam a 256 mil km, o levantamento apontou que o estado médio de saúde das baterias permanece em expressivos 95,15%.

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Índices de saúde da bateria por idade e uso

Os dados mostram que a perda de capacidade ocorre de forma bastante lenta. Entre os veículos com quatro a cinco anos de uso, a capacidade média registrada foi de 93,53%. Já em modelos com oito a nove anos de estrada, o índice de saúde manteve-se na casa dos 85%. Surpreendentemente, mesmo os automóveis que já superaram a marca dos 100 mil quilômetros rodados apresentaram uma saúde entre 88% e 95%.

Esses números superam com folga a margem de 70% — limite mínimo geralmente adotado pelas montadoras para considerar a bateria eficiente. Na prática, muitos desses carros poderão chegar ao fim de sua vida útil estrutural ainda com a bateria original em boas condições operacionais, garantindo maior segurança na compra e revenda de seminovos.

Avanços que garantem a longevidade tecnológica

Essa longevidade é fruto de mais de uma década de avanços contínuos na engenharia automotiva. A evolução nas composições químicas das células, aliada a sistemas sofisticados de gerenciamento térmico e softwares que otimizam os ciclos de carga e descarga, reduziu drasticamente a degradação e protegeu o hardware contra desgastes desnecessários.

Hoje, as montadoras confiam tanto na tecnologia que oferecem garantias de oito a dez anos para os componentes. Segundo a tendência apontada no estudo, a expectativa prática é que os veículos elétricos modernos possam permanecer operacionais por 15 a 20 anos com uma capacidade de bateria significativa, dependendo apenas dos hábitos de recarga e manutenção adequados.

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