Participação de carros chineses no Brasil deve dobrar e chegar a 18% em 2030, diz estudo

Paridade de preços com veículos a combustão e tecnologia embarcada aceleram a "invasão" asiática, superando marcas tradicionais

Linha de montagem da GWM em iracemápolis primeiro carro produzido haval h6 gt
Diminuição nos custos das baterias foi um dos principais trunfos dos chineses (Foto: GWM | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 21/01/2026 às 20h00

Impulsionadas pelas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia, as montadoras chinesas elegeram o Brasil como mercado prioritário e devem dobrar sua presença no país nos próximos anos. Segundo estudo da Bright Consulting, encomendado pela Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores), a participação dessas marcas nas vendas nacionais deve saltar dos atuais 10% para 18% até 2030.

AutoPapo
NÃO FIQUE DE FORA do que acontece de mais importante no mundo sobre rodas!
Seguir AutoPapo no Google

Embora o mercado ainda seja liderado por gigantes tradicionais como Stellantis e Volkswagen, o avanço asiático é consistente. Em 2025, as associadas da Abeifa comercializaram cerca de 137 mil veículos. O volume representa um crescimento expressivo sobre o ano anterior, sustentado pela demanda por modelos eletrificados.

VEJA TAMBÉM:

Para Murilo Briganti, analista da Bright Consulting, a China deixou de ser uma tendência de nicho para se tornar um “player sistêmico”. A nível global, o país já responde por 25% das vendas automotivas. Na América Latina, esse domínio é ainda maior em mercados sem indústria local forte, como o Peru, onde a fatia chinesa chega a 33%.

Dois fatores econômicos explicam essa projeção para o Brasil. O primeiro é a viabilidade técnica: na virada de 2025 para 2026, o custo das baterias rompeu a barreira simbólica dos US$ 100 por kWh, permitindo preços mais competitivos frente aos carros a combustão. O segundo é a percepção de valor. Segundo Marcelo de Godoy, presidente da Abeifa, a desvalorização dos elétricos seminovos já se equipara à dos veículos convencionais, reduzindo o receio do consumidor na hora da troca.

Apesar do otimismo a longo prazo, o cenário imediato para 2026 exige cautela. A entidade alerta que o segmento de importados puros, especialmente os de luxo, pode enfrentar estagnação devido a incertezas econômicas que levam o consumidor de alta renda a adiar a renovação da frota. O crescimento, portanto, dependerá cada vez mais da nacionalização da produção, apoiada pelo programa Mover.

Newsletter
Receba semanalmente notícias, dicas e conteúdos exclusivos que foram destaque no AutoPapo.

👍  Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.

TikTok TikTok YouTube YouTube Facebook Facebook X X Instagram Instagram

Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:

Podcast - Ouviu na Rádio Podcast - Ouviu na Rádio AutoPapo Podcast AutoPapo Podcast
0 Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Comentários com palavrões e ofensas não serão publicados. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Avatar
Deixe um comentário