Incidente técnico obrigou comitiva a desembarcar e usar avião reserva; presidente discursa hoje em meio a tensões com a Otan e a Europa
A chegada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Fórum Econômico Mundial em Davos, nesta quarta-feira (21), foi marcada por um incidente técnico que expôs as fragilidades da frota presidencial americana. O Air Force One, um Boeing 747-200B, precisou realizar um retorno de emergência à base aérea de Andrews, em Maryland, pouco depois da decolagem, devido a uma falha no sistema elétrico.
O problema foi detectado cerca de 45 minutos após a partida, quando a aeronave sobrevoava o Oceano Atlântico, na altura de Montauk, Nova York. Segundo relatos de jornalistas a bordo, as luzes da cabine de imprensa piscaram e chegaram a apagar momentaneamente. Diante do diagnóstico de um “problema elétrico pequeno” pela tripulação, optou-se pelo retorno “por excesso de cautela”, conforme declarou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.

O pouso ocorreu em segurança às 23h07 (horário local) de terça-feira (20). Sem tempo hábil para preparar o “Jumbo” reserva, a solução logística foi transferir Trump e sua comitiva reduzida para um C-32A. Trata-se de uma versão militar do Boeing 757, consideravelmente menor e com menos autonomia que o 747, geralmente utilizada pelo vice-presidente ou para pousos em aeroportos domésticos menores. A nova decolagem ocorreu pouco depois da meia-noite, gerando um atraso de cerca de três horas na agenda.

O incidente traz à tona novamente a discussão sobre a idade avançada dos atuais aviões presidenciais, em serviço desde o início dos anos 1990, e os sucessivos atrasos no programa de substituição pela Boeing, cujos novos modelos só devem ser entregues no final da década.

Politicamente, o contratempo aéreo adicionou tensão a uma viagem já delicada. Trump desembarcou na Suíça com a missão de confrontar aliados europeus sobre o financiamento da Otan e disputas comerciais. Horas antes do voo, ele havia utilizado a rede social Truth Social para criticar a aliança militar, afirmando que “sem ele, a Otan não existiria mais”.
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Em Davos, espera-se que o discurso do republicano foque na defesa do protecionismo econômico “America First”, enquanto líderes como Ursula von der Leyen, da Comissão Europeia, tentam blindar o bloco contra novas tarifas e a tentativa de anexação da Groenlândia.
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