Estudo prático prova que manter o pé embaixo no SUV elétrico pode, na verdade, atrasar sua chegada ao destino; entenda o cálculo
Um experimento prático realizado pelo canal Carwire com um Tesla Model Y detalhou a relação inversamente proporcional entre velocidade e autonomia, apontando o “ponto de equilíbrio” para viagens de longa distância. O teste, que comparou o desempenho do SUV elétrico em quatro faixas de velocidade distintas, concluiu que a pressa excessiva na rodovia pode, paradoxalmente, aumentar o tempo total de deslocamento devido à necessidade de recargas extras.
O teste consistiu em percorrer trechos de 50 km para aferir o consumo médio em velocidades de 81 km/h, 96 km/h, 113 km/h e 129 km/h. Com base em uma bateria de 75 kWh e um trajeto hipotético de 320 km, os dados revelaram que dirigir à velocidade máxima permitida em muitas rodovias estrangeiras (129 km/h) reduz a autonomia para apenas 328 km. Essa marca é perigosamente próxima do limite do trajeto, deixando o motorista vulnerável a variações externas como vento frontal, uso de ar-condicionado ou mudanças de relevo.
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O estudo aponta que a condução a 113 km/h representa o melhor equilíbrio entre agilidade e eficiência energética. Nessa velocidade, o Model Y completa o percurso em pouco menos de 3 horas, mantendo uma autonomia projetada de 400 km. O ganho de tempo em relação a velocidades menores é significativo, enquanto a reserva de energia permanece segura para evitar paradas forçadas em carregadores rápidos, que poderiam atrasar o cronograma total da viagem.
| Velocidade | Tempo (p/ 320 km) | Eficiência | Autonomia Estimada |
|---|---|---|---|
| 81 km/h | 4h 00min | 224,7 Wh/mi | 536 km |
| 96 km/h | 3h 20min | 249,9 Wh/mi | 483 km |
| 113 km/h | 2h 51min | 302,2 Wh/mi | 400 km |
| 129 km/h | 2h 30min | 366,2 Wh/mi | 328 km |
Segundo a análise, o custo energético de subir para 129 km/h é desproporcional devido ao arrasto aerodinâmico, que cresce de forma não-linear. Embora a velocidade maior economize 21 minutos de estrada em relação aos 113 km/h, o consumo salta de 302,2 Wh/mi para 366,2 Wh/mi. Na prática, qualquer parada técnica de apenas 20 minutos para recarga anula completamente o tempo ganho na pista, confirmando que a gestão de energia é o fator determinante na logística de viagens com veículos elétricos modernos.
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