Renault entra na indústria de defesa e vai produzir drones militares na França

Montadora fecha acordo com a Turgis Gaillard para fabricar o modelo Aarok; projeto visa garantir soberania francesa em veículos não-tripulados

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O drone será capaz de realizar missões de longa duração com autonomia superior a 24 horas de voo (Foto: Turgis Gaillard | Reprodução)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 21/01/2026 às 14h00

Em um movimento estratégico curioso, a Renault confirmou uma parceria com a empresa de defesa Turgis Gaillard para a produção de drones militares na França. A iniciativa atende a uma demanda direta do Ministério das Forças Armadas, que busca assegurar a soberania nacional na fabricação de sistemas não-tripulados e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, como os Estados Unidos e Israel.

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O acordo prevê o uso da capacidade industrial da Renault para dar escala ao projeto, superando um dos gargalos tradicionais da indústria de defesa: o ritmo de fabricação. As unidades fabris de Le Mans e Cléon, historicamente ligadas à produção de automóveis e componentes, deverão ser adaptadas para montar as aeronaves sob a supervisão da Direção-Geral de Armamento (DGA).

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O drone Aarok e o desafio logístico

O foco da produção será o Aarok, um veículo aéreo não tripulado da classe MALE (Média Altitude e Longa Duração). O equipamento se destaca pelo porte robusto, comparável a aeronaves tripuladas: possui envergadura de aproximadamente 22 metros e peso máximo de decolagem de 5,4 toneladas. Sua capacidade operacional inclui o transporte de até 1,5 tonelada de carga útil — entre sensores de vigilância e armamentos — e autonomia de voo superior a 24 horas.

A aliança explora a complementaridade das duas empresas: enquanto a Turgis Gaillard fornece a engenharia de sistemas e a tecnologia aeroespacial, a Renault entra com o know-how de manufatura em massa e logística de cadeia de suprimentos.

Se as metas de desempenho e entrega forem atingidas, o impacto econômico será significativo. Estimativas do setor indicam que o contrato pode movimentar até 1 bilhão de euros (mais de R$ 6 bilhões) ao longo de uma década, consolidando a França como um polo exportador de drones de alto desempenho.

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