Sistema ‘Olho de Deus’ da BYD apresenta falhas e causa sustos em motoristas

Sistema de direção autônoma apresenta guinadas bruscas e acelerações involuntárias, expondo imaturidade da inteligência artificial da BYD

Byd god’s eye em crise: falhas no software e queda de 36% nas vendas marcam o início de 2026
O Yangwang U8 utiliza três sensores LiDAR para tentar garantir uma visão 360º de alta precisão (Foto: BYD | Divulgação)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 27/03/2026 às 19h00

A BYD enfrenta uma crise de confiança em relação à sua mais avançada tecnologia de direção autônoma, o sistema “God’s Eye” (Olho de Deus). Proprietários de veículos de altíssimo luxo, a exemplo do utilitário Yangwang U8 — avaliado em cerca de R$ 840 mil —, têm reportado sustos reais e falhas graves de software, como acelerações fantasmas e guinadas bruscas na direção, colocando a segurança dos motoristas em xeque.

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Nas redes sociais asiáticas, os relatos expõem um preocupante descompasso entre o hardware de ponta e a imaturidade da inteligência artificial do sistema. Motoristas descrevem situações crônicas de perda de controle, com veículos saltando subitamente para 93 km/h em vias de baixa velocidade. Há também registros frequentes de panes operacionais em praças de pedágio e em saídas complexas de rodovias, além de manobras repentinas de direção que quase resultaram em colisões frontais.

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O abismo de dados e os níveis do sistema

Apesar de o “God’s Eye” já estar rodando em cerca de 2,5 milhões de automóveis, a fabricante lida com um forte gargalo no treinamento de sua inteligência artificial. Relatórios de mercado apontam que a BYD coleta menos da metade dos dados críticos necessários para o aprendizado de máquina em comparação aos concorrentes estadunidenses, limitando significativamente a precisão do software em prever e reagir a cenários atípicos no trânsito.

Para tentar democratizar a tecnologia, a montadora estruturou a assistência em três divisões de hardware:

  • Tier C (DiPilot 100): voltado a modelos de entrada (como Dolphin e Seagull), restrito ao uso de câmeras e radares.
  • Tier B (DiPilot 300): presente nas linhas intermediárias, adicionando a precisão de um sensor LiDAR.
  • Tier A (DiPilot 600): o topo da gama, que equipa a linha Yangwang com robusto processamento de 600 TOPS e três sensores LiDAR.
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1 Comentário
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Santiago 27 de março de 2026

Não ofendam Deus, e não tentem suplantar os reflexos humanos!
Tirem essas porcarias dos automóveis!!!
O Mundo vai agradecer!

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