Stellantis tira de linha motor com correia banhada a óleo após falhas na Europa

Propulsor 1.2 PureTech, alvo de queixas por degradação prematura, será substituído gradualmente por motores da família Firefly com corrente metálica

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Modelos como o Peugeot 208 e o Citroën C3 europeu passarão a utilizar a motorização da Fiat (Foto: Reprodução)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 19/02/2026 às 13h00
Atualizado em 19/02/2026 às 13h57

Por conta de um problema bem conhecido no Brasil, a Stellantis decretou o fim da linha para o polêmico motor 1.2 PureTech na Europa. Afetado por falhas crônicas que arranharam a imagem de marcas como Peugeot, Citroën e Opel, o propulsor de origem francesa será substituído gradualmente pela família Firefly, usado por diversos Fiat nacionais. A decisão marca uma mudança drástica do grupo automotivo, que optou por abandonar a  correia dentada banhada a óleo em favor do sistema de corrente metálica. O objetivo é duplo: corrigir a crise de desconfiança do consumidor europeu e preparar os veículos para as rigorosas normas de emissões Euro 7 através de sistemas híbridos.

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O colapso da correia banhada a óleo

O ‘calcanhar de aquiles’ do PureTech reside em sua própria concepção: a correia dentada, projetada para trabalhar submersa no lubrificante do motor, sofre um processo de degradação prematura devido ao calor extremo e à contaminação química, sendo especialmente suscetível a óleos fora das especificações adequadas.

Ao esfarelar, os fragmentos plásticos da correia entopem o pescador da bomba de óleo, interrompendo o fluxo de lubrificação e causando o colapso imediato e irreversível do conjunto mecânico. A promessa original de fábrica era de uma durabilidade de até 240 mil quilômetros, mas a prática provou o contrário: os relatos apontavam falhas catastróficas antes mesmo dos 60 mil rodados. Diante de uma enxurrada de motores fundidos, extensões de garantia e uma reputação afetada, a Stellantis concluiu que apenas alterar a composição da correia não seria suficiente para apagar o estigma da tecnologia no mercado.

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A solução já testada no Brasil

Em vez de insistir em paliativos, o conglomerado recorreu a uma solução consolidada dentro de casa: a família Firefly e seus derivados turbo (GSE) trazem a robusta corrente de comando em aço, praticamente isenta de manutenção. O conjunto já tem sua confiabilidade atestada na Europa em modelos eletrificados, como o Alfa Romeo Tonale e o Fiat 500 Hybrid.

No Brasil, tais propulsores também são usados nos Fiat Argo, Pulse, Mobi, Toro e Fastback — além de modelos da Jeep, Citroën e Peugeot.

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