Stellantis vai produzir SUVs da Leapmotor no Brasil com gerador flex

Produzidos em Pernambuco, SUVs chineses vão usar etanol para recarregar a própria bateria em movimento, eliminando a ansiedade de autonomia

Leapmotor B10 (1)
O Leapmotor B10 chega em breve e será um dos pilares da marca no Brasil (Foto: Julia Vargas | AutoPapo)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 09/04/2026 às 16h00

A Stellantis confirmou o desenvolvimento de um sistema híbrido flex inédito para a marca chinesa Leapmotor no Brasil. A tecnologia, batizada de REEV flex (sigla em inglês para ‘veículo elétrico com extensor de alcance flex’), utiliza um motor a combustão bicombustível exclusivamente como gerador de energia para a bateria, enquanto a tração do veículo é feita de forma integral pelo propulsor elétrico.

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O projeto é liderado pela engenharia sul-americana do grupo automotivo e será aplicado aos SUVs B10 e C10, que terão produção nacional no Polo Automotivo de Goiana (PE). A estratégia busca unir a entrega de força linear e silenciosa da condução elétrica à extensa infraestrutura de abastecimento já existente no país, utilizando o etanol como fonte renovável para mitigar a “ansiedade de autonomia” atrelada aos veículos elétricos puros.

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Como funciona a arquitetura REEV flex

Diferentemente dos híbridos convencionais ou plug-in, nos quais o motor a combustão pode atuar mecanicamente sobre o eixo motriz, o sistema REEV opera como um híbrido em série. O propulsor térmico não tem ligação mecânica com as rodas; ele funciona em rotações otimizadas apenas para recarregar o pacote de baterias quando o nível de carga cai. É a bateria que fornece energia ao motor elétrico traseiro, que no caso do SUV C10 entrega 218 cv e 32,6 kgfm.

leapmotor b10 lancamento no brasil

Essa configuração permite que os modelos alcancem médias elevadas de rodagem utilizando o tanque de combustível como reserva de energia. Enquanto a versão a gasolina do B10 na Europa homologa cerca de 900 km de alcance, a adoção do sistema flex no Brasil projeta uma autonomia total próxima a 1.000 km para a linha.

A nacionalização dessa tecnologia consolida o polo pernambucano como centro de desenvolvimento global da Stellantis, adaptando a plataforma da parceira chinesa às exigências de infraestrutura e aos biocombustíveis locais.

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