Trump muda tom e convida marcas chinesas para os EUA — com uma condição

Contrariando retórica anterior, presidente diz que aceita rivais asiáticas se elas cumprirem uma exigência específica de produção

Donald trump reitera abertura para fábricas estrangeiras com mão de obra americana durante passagem por Detroit
A nova diretriz econômica busca atrair investimentos externos para gerar empregos diretos nas comunidades americanas (Foto: Anna Moneymaker | Reprodução)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 15/01/2026 às 11h00

Em discurso no Clube Econômico de Detroit, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou uma abertura pragmática para a indústria automotiva asiática. O republicano afirmou que permitirá a operação de montadoras chinesas no país, desde que elas construam fábricas em solo americano e utilizem mão de obra local. “Deixem a China entrar”, disse Trump, condicionando a entrada à geração direta de empregos.

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A declaração tenta equilibrar a guerra comercial travada por sua administração com a necessidade de reindustrialização. Segundo Trump, as pesadas tarifas impostas sobre veículos importados não visam apenas bloquear produtos estrangeiros, mas forçar as empresas a transferirem suas linhas de montagem para os Estados Unidos.

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Protecionismo e tensão na vizinhança

Apesar do otimismo do presidente, que citou investimentos recentes das “Três Grandes” de Detroit (GM, Ford e Jeep-Chrysler) como prova do sucesso de sua política, o setor enfrenta turbulências. Executivos da indústria alertam que a instabilidade nas taxas de importação de aço, alumínio e componentes elevou os custos de produção, encarecendo o preço médio dos veículos novos em cerca de US$ 3.000 (R$ 17.500) e dificultando o planejamento a longo prazo.

Donald Trump discursa em Detroit e condiciona entrada de chinesas à produção local
Foto: Ben Solis | Michigan Advance | Reprodução

Além das tarifas, Trump mirou nas regulações ambientais e nos acordos comerciais. O governo propõe afrouxar as metas de eficiência energética para 2031, reduzindo a exigência de 21,5 km/l para 14,7 km/l, sob o argumento de baratear os carros para o consumidor final.

Em um tom mais agressivo, o presidente também sugeriu a possibilidade de retirar os EUA do USMCA (acordo comercial com México e Canadá) caso os parceiros não colaborem com sua visão de concentrar a manufatura internamente. Enquanto aguarda um parecer da Suprema Corte sobre a legalidade de suas tarifas, Trump assegurou que buscará “outras autoridades” para manter as barreiras comerciais, caso sofra um revés judicial.

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