Motoristas relatam sustos e prejuízos com quebra espontânea da janela traseira; veja os modelos afetados e a resposta da marca
A Nissan tornou-se alvo de uma ação coletiva nos Estados Unidos devido a um suposto defeito de fabricação no SUV Rogue (equivalente ao X-Trail em outros mercados). Segundo o processo protocolado no Tennessee, os vidros traseiros de unidades produzidas entre 2021 e 2025 apresentam risco de estilhaçamento espontâneo, sem que haja qualquer impacto externo.
Os autores da ação, movida no tribunal federal de Nashville, argumentam que a montadora japonesa tinha conhecimento do vício oculto, mas optou por omitir a falha dos consumidores, expondo-os a riscos de segurança e prejuízos financeiros.
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A petição destaca que os incidentes ocorrem prematuramente, muitas vezes dentro do período de garantia padrão de 36 meses ou 36.000 milhas. O caso de um dos demandantes ilustra o problema: o vidro traseiro de seu Rogue 2021 explodiu com apenas 9.400 milhas rodadas (aproximadamente 15.100 km).

A principal queixa dos proprietários refere-se à postura da Nissan no pós-venda. Segundo os relatos, a empresa tem recusado sistematicamente a cobertura dos reparos, alegando que a quebra seria fruto de “impacto externo” — e não defeito do produto —, forçando os clientes a arcarem com a substituição. O processo busca indenização por fraude, omissão e violação de garantias expressas e implícitas.
Além do prejuízo material, o defeito impõe riscos à segurança viária. O estilhaçamento súbito gera um estrondo capaz de assustar e distrair o motorista em movimento, aumentando a probabilidade de acidentes, além de projetar fragmentos de vidro no interior da cabine. A falha também deixa o veículo vulnerável a furtos e intempéries.

Especialistas citados na ação sugerem que a origem do problema pode estar na fragilidade estrutural do vidro. Fatores como erros no processo de temperagem ou tensão excessiva na instalação tornariam a peça suscetível a quebras diante de variações térmicas, uso do desembaçador ou até mesmo pela pressão do ar ao fechar a porta.
O processo agrava o momento da Nissan nos EUA, que já enfrenta recalls recentes envolvendo falhas em motores e pneus. Até o momento, a montadora não emitiu comunicado oficial sobre a ação coletiva.
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