Mesmo com juros altos e mercado retraído, marca aposta R$ 2,5 bi para manter hegemonia do modelo FH 540 e expandir tecnologias
A marca prevê uma retração no mercado ao longo desse ano, mas, mesmo assim, a Volvo anunciou o maior investimento financeiro de sua história no Brasil. A montadora sueca investirá R$ 2,5 bilhões no ciclo entre 2026 e 2028, reforçando sua operação local mesmo diante de um cenário adverso para a venda de pesados.
A decisão ocorre em um momento delicado: a estimativa da própria fabricante é que o mercado de caminhões encolha entre 5% e 10% neste ano, pressionado pelos juros altos que encarecem o crédito e dificultam a renovação de frotas. Contudo, a estratégia da companhia mira o longo prazo, utilizando o capital para atualizar suas fábricas, expandir a rede de concessionárias e acelerar o desenvolvimento de tecnologias de descarbonização e segurança.
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Segundo Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina, o Brasil permanece como um mercado estratégico, justificando a manutenção dos aportes independentemente da “conjuntura desfavorável”. O executivo ressalta que o foco será ampliar a produtividade e a competitividade dos transportadores, blindando a operação das oscilações imediatas da economia.
A confiança da matriz sueca é sustentada pelos números de 2025. Mesmo com a instabilidade do setor no ano passado, a Volvo manteve a liderança isolada no segmento de caminhões acima de 16 toneladas, emplacando 20.053 unidades — o equivalente a 23% de participação de mercado.
O destaque individual ficou novamente com o Volvo FH 540, que garantiu o posto de caminhão pesado mais vendido do Brasil pelo sétimo ano consecutivo, com 5.403 unidades licenciadas. A “dobradinha” foi garantida pelo modelo FH 460, vice-líder da categoria. No segmento de semipesados, o VM 290 também liderou as vendas.






O desempenho sólido se repete nos vizinhos sul-americanos, onde a marca lidera no Peru e ocupa a vice-liderança no Chile. Além disso, a operação brasileira começou a exportar para o México, enviando um lote inicial de 80 veículos em 2025, sinalizando que a fábrica de Curitiba (PR) deve ganhar ainda mais relevância como hub de exportação nos próximos anos.
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