Modelos considerados intermediários podem facilmente atingir o preço dos veículos mais populares, e alguns até ultrapassam o valor de carros de luxo.
Para os mais antigos ou leigos no assunto, moto sempre foi sinônimo de preço baixo, porém a evolução do mercado, somada à alta dos preços, transformou os veículos de duas rodas em um alto investimento — ao menos no Brasil.
Claro que a grande massa das motos populares continua com preços bem abaixo dos automóveis, variando na casa dos R$ 20 mil. O que muitos não sabem é que motos com um pouco mais de sofisticação já atingem o preço dos carros mais baratos do mercado e as topo de linha chegam a R$ 100 mil, R$ 200 mil e até R$ 300 mil.
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Para inteirar o leitor de quanto custam algumas das motocicletas do mercado brasileiro, trouxemos aqui 10 motos que custam o preço de um carro. Ainda que existam modelos muito mais caros, foram considerados veículos com valores próximos do Renault Kwid, o carro mais barato do Brasil, que custa R$ 78.690. Uma representante de cada uma das principais fabricantes do país foi escolhida para compor a lista.

Começando pela japonesa Kawasaki, quem não se lembra das clássicas Ninjas? Essas carenadas esportivas fizeram muito sucesso no início dos anos 2000, tudo por sua esportividade e preços que, embora não tão baratos, eram acessíveis para quem quisesse pagar um pouco mais.
A Kawasaki Ninja ZX-6R representa muito bem essa esportividade. Afinal, diferente das Ninja tradicionais, ela é uma 600 projetada para o alto desempenho. Dotada de um motor quatro cilindros de 636 cm³, ela é capaz de entregar 129 cv de potência e 7 kgfm de torque.
Também com tecnologias avançadas como quick shifter, controle de tração, freios de alta precisão, conectividade com smartphone, entre outros, o modelo é muito utilizado para treinamentos em pistas fechadas.

Se aproximando mais do carro mais barato do Brasil, a mais clássica das motos Triumph, a Bonneville. Ainda que não seja uma das antigas dos anos 1960, a Bonneville Bobber mantém a elegância da marca, incrementando tecnologia.
Com recursos que integram controle de tração, embreagem assistida e até piloto automático, essa clássica moto que tem preço de carro conta com um propulsor bicilíndrico de 78 cv e 11 kgf.m.
Assemelhando-se a um carro, a moto tem um intervalo de 10.000 km entre manutenções, além de luzes em LED, DRL, disco duplo de freios na roda dianteira, ABS e acelerador eletrônico. Se o intuito é chamar atenção, pode ser feliz com o modelo.

Ainda na casa dos R$ 70 mil, a aclamada T7 se destaca. Essa moto poderia até ser considerada um grande SUV off-road, se fosse um carro, mas, como é uma moto, pode ser definida como a rainha dos terrenos acidentados da japonesa Yamaha.
A moto oficial de competições de rali da japonesa foi apresentada oficialmente ao público brasileiro durante o Festival Interlagos de 2024 e chegou às lojas no fim de 2025. Ela chegou ao país com importantes atualizações em tecnologia, ergonomia e desempenho off-road, destacando o painel TFT colorido de 6,3 polegadas com conectividade via Y-Connect, tomada USB tipo C, novo design com quatro projetores de LED em formato de “Y” e carenagens redesenhadas.
No conjunto ciclístico, a moto vem equipada com suspensão dianteira invertida de 43 mm totalmente ajustável, curso de 210 mm e distância livre do solo de 240 mm. Atrás, o sistema de link progressivo oferece regulagens sem ferramentas. O chassi foi reforçado e a ergonomia aprimorada para pilotagem em pé, característica valorizada em aventuras fora de estrada.
Na parte motora, o consagrado CP2 de 690 cm³ garante ao modelo 68,9 cv de potência (enfraquecida no Brasil pelas leis de emissão) e 6,6 kgf.m de torque.

A linha V-Strom da Suzuki caracteriza uma família de aventureiras, que até conta com motos mais baratas e intermediárias, mas é a 1050 que se destaca como verdadeira big trail.
Em sua variante mais simples, mais voltada para o asfalto, ela parte de R$ 77.600 e pode, sim, ser considerada uma moto que tem preço de carro hoje em dia. Dotada de um motor bicilíndrico em V (inspirando o nome), ela é capaz de entregar 107 cv de potência e 10,5 kgf.m de torque, atingindo excelentes velocidades na estrada sem perder o conforto de uma estradeira.

Até as scooters podem ter preços elevados. É o caso da Kymco AK550 Premium, modelo da chinesa que esbanja tecnologia e conforto para quem quer conduzir na posição sentada.
Esse modelo pode ser um dos que mais se aproximam de um carro, afinal, é o único da lista com bagageiro capaz de carregar até dois capacetes. Ela também é recheada de tecnologias, como dois modos de pilotagem (Standard e Rain), freios ABS, painel digital TFT, chave presencial e aquecimento nos punhos.
O motor bicilíndrico com duplo comando de válvulas e refrigeração líquida gera até 50 cv de potência e 5,3 kgfm de torque, fazendo com que o modelo funcione bem nas cidades e até em viagens.

A maior fabricante do mundo não poderia ficar de fora e, embora vários modelos da marca tenham valores iguais ou superiores ao de um carro — como a Gold Wing, que ultrapassa os R$ 300 mil —, sua única 1000 esportiva do mercado foi a escolhida.
Em uma pegada estilo café racer, a Honda CB1000R não está entre as motos mais faladas da marca, mas certamente está entre as mais elegantes. Seu farol arredondado e banco de rabeta curta fazem o modelo ter classe sem perder a esportividade. Afinal, trata-se de uma quatro cilindros de 998,4 cm³, com 142,8 cv e 10,2 kgfm de torque.
Dotada de tecnologias como ABS em ambas as rodas, conectividade com o celular, controle de tração, embreagem deslizante, entre outros, essa estilosa serve muito bem para pegar a estrada, mas também para um passeio curto no final de semana, característica que a Honda vem trazendo para seus modelos serem tranquilos de conduzir, independentemente do ambiente.

Representando a alemã BMW na lista, a F 900 GS é a big trail pensada para quem quer desempenho elevado fora do asfalto sem abrir mão de tecnologia e conforto. Renovada recentemente, ela chegou ao mercado brasileiro no fim de 2024 com uma proposta mais agressiva no visual e, principalmente, no off-road.
A BMW F 900 GS é equipada com motor bicilíndrico em linha de 895 cm³, capaz de entregar 90 cv de potência e 9,4 kgfm de torque. Além do ganho de desempenho em relação à geração anterior, o propulsor se destaca pela entrega de torque mais linear, favorecendo tanto o uso em estrada quanto a pilotagem em terrenos irregulares.
No pacote tecnológico, a big trail alemã traz itens dignos de um carro moderno, como controle de cruzeiro, modos de pilotagem, controle de tração, controle de pressão dos pneus, painel TFT colorido com conectividade via BMW Motorrad Connected, iluminação full LED, manoplas aquecidas, partida sem chave (keyless) e assistente de troca de marchas Pro, dependendo da versão.
Com preço que já encosta no dos carros mais baratos do país, a BMW F 900 GS mostra como a alemã praticamente coloca as tecnologias de um automóvel de luxo nas motos maiores.

Aqui já chegamos a um patamar que supera o carro mais barato do Brasil, mesmo que estejamos falando de uma das motos mais baratas da luxuosa italiana Ducati.
A marca vermelha puro-sangue, análoga à Ferrari no mundo das motos, tem como um de seus ícones a Ducati Monster, que chegou à linha 2026 reafirmando por que é uma das motos mais desejadas do mundo — e também uma das que já custam o preço de um carro.
Revelada durante o Ducati World Premiere 2026, na Itália, a nova geração aposta em uma evolução profunda, sem abandonar a essência que marcou sua estreia em 1992.
A principal novidade veio com o motor V2 com sistema IVT (Intake Variable Timing), que ajusta o tempo de abertura das válvulas de admissão para melhorar desempenho e eficiência. O propulsor entrega expressivos 111 cv de potência e 9,3 kgfm de torque, números que colocam a Monster no patamar de muitos automóveis compactos. Além disso, o motor é mais leve — cerca de 5,9 kg a menos que o anterior — e tem manutenção espaçada, com intervalo de até 45.000 km para regulagem de válvulas.
No visual, a Ducati buscou inspiração direta na Monster original de 1992. As linhas clássicas foram reinterpretadas em um conjunto mais compacto, musculoso e aerodinâmico.
A ergonomia também evoluiu. O assento ficou mais estreito e 5 mm mais baixo, facilitando o controle e o conforto no uso diário. O chassi monocoque utiliza o motor como elemento estrutural, garantindo rigidez e leveza, resultando em um peso total de 175 kg.
Completam o pacote suspensões Showa, freios Brembo M4.32 com discos duplos de 320 mm e pneus Pirelli Diablo Rosso IV.

Assim como a Ducati, a Harley-Davidson Street Bob é uma das motos mais “acessíveis” dentro de uma marca tradicionalmente conhecida por seus preços elevados — e ainda assim custa o mesmo que muitos carros populares no Brasil. Com visual minimalista e postura agressiva, essa cruiser representa muito bem o estilo e a filosofia da marca estadunidense.
A Street Bob é equipada com o motor Milwaukee-Eight 114, um V-twin que entrega um forte impulso de torque desde baixas rotações, além do barulho praticamente patenteado pela marca. São 89 cavalos de potência e 15,7 kgfm de torque. É certo que não é uma moto tão potente assim, mas é o que caracteriza esse tipo de custom.
O design da Street Bob é fiel ao espírito “bobber”: linhas limpas, guidão alto “mini-ape”, tanque estreito e elementos escurecidos compõem um visual clássico e, ao mesmo tempo, intimidador.
No quesito tecnologia, a Street Bob traz itens como freios ABS de série, modos de pilotagem e um painel digital simplificado com conectividade para smartphone via sistema opcional, entregando o essencial sem exageros, exatamente como espera quem procura uma cruiser tradicional.

Fechando a lista, decidimos exagerar, repetir uma marca e trazer a moto mais cara do Brasil. O motivo é mostrar que, apesar de parecerem muito caras, em 2026 ter uma moto do valor de um carro não é algo tão surreal.
Custando a bagatela de R$ 319.900, a BMW K 1600 GTL é praticamente um carro sem teto e portas. Essa touring é voltada para quem quer viajar com grande estilo, conforto e segurança.
Seus recursos são inúmeros e destacam-se: assistências eletrônicas avançadas como ABS Pro em curvas, controle de tração dinâmico, modos de pilotagem, suspensão eletrônica ESA, controle de cruzeiro e assistente de partida em rampa, bancos e manoplas aquecidos, para-brisa elétrico, travamento central das malas, chave presencial e até marcha a ré.
O modelo ainda aposta forte em conectividade, com painel integrado ao smartphone via Bluetooth, sistema de som e rádio, GPS com indicação da velocidade da via e iluminação full LED com farol direcional adaptativo.
Seu motor é maior que o de um carro convencional. Seis cilindros em linha, quatro tempos e refrigeração líquida compõem os 1.649 cm³ do conjunto, que atinge potência de 160 cv a 6.750 rpm e torque de 17,8 kgfm a 5.250 rpm.
Os que acharem que ainda está barato e quiserem uma cor diferente podem levar a variante azul Gravity metálico por R$ 324.900.
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