Breque dos Apps: iFood e aplicativos de entrega param no Brasil

Organizada por lideranças dos próprios entregadores, a greve tem previsão de acontecer nesta segunda-feira (31) e terça (1)

iFood bag mochila
A paralização pretende ser a maior da história do país para a categoria (Foto: Shutterstock )
Por Lucas Silvério
Publicado em 31/03/2025 às 11h07

Entregadores de aplicativo em todo o Brasil anunciaram a paralisação de seus serviços em reivindicação por melhores condições de trabalho. O ato que iniciou hoje (31) pretende durar até o dia de amanhã (1) e se concentra – na capital paulista – às 10h, na Praça Charles Miller, Pacaembu, com destino à sede do iFood. A greve também é esperada em outras 60 cidades de todo o país, a maioria capitais estaduais.

  • O movimento, denominado de Breque dos Apps, pretende ser a maior paralisação do tipo na história do país.

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Segundo os trabalhadores, a greve dos entregadores tem como pautas principais: a taxa mínima de R$ 10 por corrida; o aumento da remuneração por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50; limite máximo de 3 km para as corridas feitas com bicicletas; e o pagamento integral de cada um dos pedidos, nos casos em que diversas entregas são agrupadas em uma mesma rota.

A maior queixa dos líderes manifestantes é a precarização deste trabalho, além dos riscos enfrentados todos os dias durante a jornada.

Contra a exploração das empresas de aplicativo. Eu conto com todos vocês, amanhã não façam pedidos nos aplicativos. Colabore com a nossa luta. O iFood, que detém 80% do monopólio do mercado, vem explorando os trabalhadores e o nosso sangue tá sendo jorrado na avenida enquanto eles faturam muito.” afirmou Junior Freitas, um dos líderes do movimento, em manifestação no último domingo (30).

  • O Breque dos apps está previsto para ocorrer hoje em ao menos 19 capitais nacionais, sendo elas: São Paulo, Maceió, Manaus, Belém, Salvador, Fortaleza, Goiânia, Distrito Federal, Belo Horizonte, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba, Porto Velho, Cuiabá e São Luís.

Em resposta à greve dos entregadores, o iFood enviou um e-mail aos líderes manifestantes, argumentando que nos últimos três anos vem aumentando os valores do quilômetro rodado e da taxa mínima paga à categoria – elevada de R$ 5,31, em 2022, para R$ 6,50, em 2023.

O iFood segue ouvindo os entregadores e trabalhando continuamente para melhorar tanto os ganhos quanto o dia a dia desses profissionais, e de todo o ecossistema de delivery”, finalizou.

  • Embora o aplicativo de entrega iFood seja colocado como alvo principal desta reivindicação, os entregadores em greve também se manifestam contra as condições de outras plataformas como 99, Uber e Zé Delivery.

Também em resposta, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como o iFood e as demais citadas, informou que respeita o direito de manifestação e mantém canais de diálogo com os entregadores.

A associação ainda divulgou dados do Cebrap, que apontam um aumento de 5% na renda média dos entregadores entre 2023 e 2024, atingindo R$ 31,33 por hora trabalhada.

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8 Comentários
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Alguém 1 de abril de 2025

Greve de autônomo… a cara do país onde o poste mija no cachorro.

Um tanto de gente vai viver de entregas porque considera vantajoso de algum modo (nem que seja a vantagem de simplesmente ter uma renda, que é melhor do que ficar sem trabalho e sem renda), mas depois vai reclamar das condições e fazer paralisação.

Ué, tá achando ruim, sai do aplicativo e vai fazer outra coisa. Não conseguem nem entender que se acabar o excesso de oferta de entregadores as condições melhoram para os que ficam.

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Antônio Pereira 1 de abril de 2025

Exatamente, não esta bom vá embora.
Não vão fazer nenhuma falta.

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Santiago 31 de março de 2025

Demorou!
Já era hora de se organizarem.
Sabemos que esses aplicativos faturam rios de dinheiro, e que as jornadas dos prestadores de serviço são pra lá de corridas e cheias de riscos.
Quem sabe aqueles que trabalham com automóveis de aplicativo se inspirem nos moto-entregadotes, e também passem a reclamar remunerações e condições .mais condizentes..

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Antônio Pereira 31 de março de 2025

Ué, quando estavam na CLT era ruim, agora são “autônomos” e querem direitos da CLT?
Taxa mínima para entrega? Valor mínimo por quilometragem? Logo pedem convênio médico, vale refeição e alimentação, descanso remunerado, férias e 13° salário e férias e piso salarial.
Já deu certo, confia….🤣

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Flávia Novais 31 de março de 2025

Estudar para fazer concurso público não querem, mesmo porque não tem capacidade cognitiva para tanto, agora infernizar a vida dos outros com escapamento aberto e empinando aí sabem.
Realmente concordo, já conseguiram, confia…kkkk

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Otávio Franco 31 de março de 2025

Isso sem contar o dialeto que alguns deles falam que parece um pouco com o português em algumas palavras, porque o resto é só maloqueires (dialeto inteligível usado por eles)
🤣

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José Rodrigues 31 de março de 2025

Maloqueires 🤣🤣🤣🤣🤣
O idioma usado na Maloqueirolandia…kkkkk

Morri 😂🙀😂🙀

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Paulo 31 de março de 2025

Já trabalhei de moto na rua por 10 anos no exporadico e sei o quanto é ruim correr o dia todo faça chuva ou faça sol no perigo do trânsito principalmente de São Paulo e só ganhar para sobreviver e manter a ferramenta de trabalho (moto). Essas paralisaçoes tem todo o meu apoio. Deveriam fazer as vésperas de pagamento e de preferência no final de semana.

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