Escolha da primeira moto exige mais razão e menos emoção

Ainda que a legislação brasileira permita, a motocicleta de grande porte exige muito mais do que o piloto imagina

Avaliação Honda CG 160 Titan
Pegar um modelo até 160 cm³ é razoável para um iniciante (Foto: Honda | Divulgação)
Por Lucas Silvério
Publicado em 30/01/2026 às 15h00

Para os apaixonados por motos, o sonho quase sempre é uma “mil cilindradas”, independentemente do estilo: sport, naked, big trail. Ou seja, quanto maior, melhor. Porém todos têm um início e este deve ser respeitado por questões de aprimoramento e segurança do piloto.

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Segundo o especialista em motos Teo Mascarenhas, os motociclistas têm que respeitar fielmente a hierarquia do tamanho do deslocamento volumétrico do motor.

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Motos intermediárias e grandes, aqueles modelos acima de 400 ou 500, costumam exigir muito mais do piloto (Foto: BMW | Divulgação)

Para Mascarenhas, mesmo que no Brasil não exista limitação para que recém-habilitados pilotem qualquer moto a partir de 50 cm³ (o que é diferente na Europa e Japão, por exemplo), vários fatores recomendam que o motociclista comece com motos pequenas e evolua para as maiores.

“Curiosamente, com os veículos de quatro ou mais rodas, existem as categorias B, C, D e E, para os diversos graus de aptidão do piloto e complexidade de cada tipo de veículo”, questiona o especialista.

Qual moto escolher?

O primeiro ponto para quem está iniciando no mundo das motos optar por uma pequena, geralmente fica no bolso. Além do custo da aquisição e impostos acompanhar o tamanho do modelo, a manutenção também é proporcional ao valor da motocicleta escolhida.

É interessante que o motociclista tenha um modelo mais econômico e simples, conheça o modelo e entenda na prática quanto e como uma moto pode impactar no orçamento.

Habilidade do motociclista

Independentemente da condição financeira do motociclista, quanto maior a moto, mais habilidade na condução ela exigirá. Motocicletas grandes costumam ser mais velozes, pesadas, brutas e fáceis de perder o controle. Diferentemente de um carro, não basta apenas apertar os freios, parar e se acalmar. Nas duas rodas, a falta de capacidade geralmente resulta em queda.

Honda CG 160 Titan
Uma moto menor é mais fácil de conduzir (Foto: Honda | Divulgação)

Moto para cada condição

Téo Mascarenhas também alerta para o ambiente no qual a moto será mais utilizada. “Se o foco for rodar nas cidades, não adianta desfilar com uma moto enorme e potente, que beira os 300 km/h de velocidade final, e ficar encalhado no trânsito, vendo as menores e mais adaptadas, desaparecerem na frente. As motos menores são os melhores e mais eficientes meios de transporte”, explica.

O motociclista deve realmente pensar qual será o propósito da sua moto. Por exemplo, uma viagem de moto pode não ser a melhor das opções para quem é recém habilitado. Modelos urbanos e pequenos não são os mais indicados para rodovias, já que são muito leves e pouco potentes (o que pode colocar o piloto em enrascadas em meio ao trânsito de alta velocidade). Esperar e adquirir experiência e habilidade para conduzir uma moto maior é bem-vindo.

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