Entregadores querem taxa mínima de R$ 10 por corrida; entenda a greve
No segundo dia de manifestação contra as empresas de aplicativos, os entregadores mantiveram as exigências salariais
No segundo dia de manifestação contra as empresas de aplicativos, os entregadores mantiveram as exigências salariais
Nos últimos dias 31 de março e primeiro de abril, entregadores de aplicativos de todo o Brasil paralisaram seus serviços em reivindicação às condições das prestações de serviços para plataformas de delivery, como o iFood. Os movimentos populares que tiveram foco em SP exigiam ajustes nos valores pagos e corridas mais condizentes com cada modal de entrega.
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Segundo os trabalhadores, a greve dos entregadores tem como pautas principais: a taxa mínima de R$ 10 por corrida; o aumento da remuneração por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50; limite máximo de 3 km para as corridas feitas com bicicletas; e o pagamento integral de cada um dos pedidos, nos casos em que diversas entregas são agrupadas em uma mesma rota.
O iFood foi o principal aplicativo abordado pelos manifestantes, que o apontam como grande detentor do mercado de entregas por aplicativo.
Contra a exploração das empresas de aplicativo. Eu conto com todos vocês, amanhã não façam pedidos nos aplicativos. Colabore com a nossa luta. O iFood, que detém 80% do monopólio do mercado, vem explorando os trabalhadores e o nosso sangue tá sendo jorrado na avenida enquanto eles faturam muito.” afirmou Junior Freitas, um dos líderes do movimento, em manifestação no último domingo (30).
Antes da concentração no último dia de março, a plataforma respondeu os entregadores em greve com um e-mail direcionado aos líderes manifestantes. Na carta eles argumentaram que nos últimos três anos aumentos nos valores do quilômetro rodado e da taxa mínima paga foram realizados. Segundo o iFood essa elevaçaõ foi de R$ 5,31, em 2022, para R$ 6,50, em 2023.
O iFood segue ouvindo os entregadores e trabalhando continuamente para melhorar tanto os ganhos quanto o dia a dia desses profissionais, e de todo o ecossistema de delivery”, finalizou.
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como o iFood 99, Uber e Zé Delivery, também havia se posicionado a respeito da greve dos entregadores. Ela informou que respeita o direito de manifestação e mantém canais de diálogo com os entregadores.
Em entrevista a Band, publicada no perfil das redes sociais de Freitas, o líder manifestante afirmou que os valores de reajuste não são efetivos.
Durante o primeiro dia de greve, o iFood recebeu uma comissão de entregadores. Segundo os representantes, nenhum acordo foi realizado.
Não tivemos absolutamente nada das empresas de aplicativo. Não deram uma posição pra nós, então a gente vai continuar lutando.”, afirmou Freita durante o segundo dia de manifestação.
Hoje, dia 2 de abril, os entregadores voltaram às suas atividades, porém os líderes manifestantes enfatizam que as exigências permanecem até um acordo entre as partes. Eles ainda afirmam que vão recorrer às autoridades competentes.
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Daqui a pouco vai compensar mais ir de carro buscar o pedido do pagar motoqueiro pra levar.
Sempre foi mais barato…
Do mesmo jeito que também é mais barato rodar o próprio carro na rua, do que chamar um táxi ou um carro de aplicativo.
Comodidade tem preço! E quem fornece a comodidade têm os seus custos, e ainda precisa garantir a renda de cada dia.