Moto usada com manutenção pendente ou nova pelo dobro do preço?
Se o consumidor verificar o valor final gasto no produto, ter um pouco de paciência com uma moto mais velha pode ser a boa
Se o consumidor verificar o valor final gasto no produto, ter um pouco de paciência com uma moto mais velha pode ser a boa
Desde a pandemia que o preço dos veículos aumentou exponencialmente. Até para as mais baratinhas motocicletas a adesão de uma usadinha passou a ser comum dentre os brasileiros. Porém as preocupações do condutor agora vão além do valor do modelo, pois uma seminova com manutenção também pode levar muito dinheiro e aí vem a questão: qual vale mais a pena? Uma usada com manutenção ou uma nova pelo dobro do preço?
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Para esta pergunta, a resposta que nosso querido publisher Boris Feldman adora. Depende!
Quando falamos de carros ou motos de valores mais expressivos, as condições de um usado devem ser vistoriadas com mais cuidado, já que as manutenções acompanham o preço do modelo.
Um exemplo contemporâneo é o Chevrolet Onix, modelo que parte de R$ 93.77 e atualmente enfrenta vários problemas com o consumidor em relação a sua famosa correia banhada a óleo. A manutenção de troca desta pode chegar a RS 4.000 e caso necessário uma manutenção corretiva atinge até R$ 11.000.
Já uma motocicleta mais simples, como a famosa Honda CG 160, a troca de praticamente todas as peças de revisão fica em menos de R$ 1.700, incluindo a mão de obra.
Analisamos os preços das manutenções mais comuns com a rede Honda Blokton. Segundo o grupo, os seguintes valores são cobrados atualmente pela fabricante em suas lojas.
O valor percentual da manutenção da moto em questão fica mais elevado do que o do automóvel, e isto é fato. Esta mesma Honda CG 160, em sua variante top de linha Titan, e em sua versão mais antiga fabricada em 2016, tem o preço tabelado pela Fipe de R$ 12.800. O valor de R$ 1.700 representa mais de 13% do valor da motocicleta.
Comparando com o Chevrolet, que as manutenções seriam entre 4% e 11%, a conta não fecha. Porém, pensando no valor a sair do bolso do consumidor, gastar R$ 1.700 é muito mais em conta do que R$ 4.000 ou mais.
Analisando a mesma Honda CG 160 Titan, uma de ano/modelo 2025 custa R$ 23.884 (considerando a Fipe). Mesmo que o consumidor tenha que dar uma revisão completa e até trocar o motor (o qeu não é muito comum), o valor de uma usada ainda sai mais em conta do que uma nova.
Ainda segundo a Honda Blokton, um motor 160 custa em média, hoje, R$ 5.000. No mercado de usados da internet é possível achar alguns por menos de R$ 4.000.
No fim das contas, o consumidor muito provavelmente gastará menos dinheiro comprando uma moto usada e dando as manutenções necessárias, do que comprando uma moto zero quilômetro. Nestas contas uma moto usada sairia no máximo a R$ 19.478, considerando todas as manutenções e um motor novinho.
O grande ponto em gastar muito em uma usada é que, mesmo que ela fique boa, os valores gastos nela não influem tanto na hora da revenda. Para quem estiver procurando numa moto usada para ficar, pode sim ser uma boa saída, mas para quem pretende revender não é vantagem.
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