Mundial de Motovelocidade não acontece no país desde 2004; Diogo Moreira reacende paixão do brasileiro pela MotoGP
O MotoGP do Brasil aconteceu no último domingo (22), no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia (GO). O GP do Brasil, que não vinha ao país desde 2004, lotou o autódromo com mais de 140 mil pessoas. Além do jejum de 22 anos sem a MotoGP no Brasil, também havia 19 anos — desde Alex Barros — que um brasileiro não corria na elite, espera que foi saciada com o campeão da Moto2 2025 e novo piloto da categoria principal, Diogo Moreira. O problema é que toda essa empolgação com o MotoGP foi ofuscada pelo asfalto, que se soltou em algumas partes e chegou a abrir um buraco durante as sessões classificatórias do GP do Brasil.
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Durante a corrida da MotoGP, quem venceu mais uma vez — duas de duas neste início de temporada — foi o italiano Marco Bezzecchi (Aprilia), seguido de Jorge Martín (Aprilia) e Fabio Di Giannantonio (VR46). Porém, o grande destaque do GP do Brasil, infelizmente, foi o asfalto.
Ainda no sábado (21), as classificatórias do MotoGP foram adiadas por causa de um buraco que surgiu na reta principal da pista. As chuvas intensas dos dias anteriores foram apontadas como causa e, no momento da prova, a organização realizou um reparo emergencial, cortando um pedaço de asfalto novo e aplicando-o no local com secagem rápida. Com o ocorrido, as classificatórias da Moto2 e Moto3 foram transferidas para a manhã de domingo, e a corrida Sprint da MotoGP começou com mais de uma hora de atraso no GP do Brasil.
Após isso, a insegurança dos pilotos da MotoGP atingiu o ápice e, com o fim das corridas, as reclamações vieram em peso durante as coletivas.
Pedro Acosta (KTM) foi um dos que criticaram o asfalto do MotoGP no GP do Brasil. “O asfalto estava saltando. Quando você passava, ele subia”, disse.

Joan Mir (Honda) afirmou que, durante o warm-up da MotoGP, estava atrás de Marc Márquez quando uma pedra grande acertou seu joelho. Já Álex Márquez (Gresini) disse que o asfalto estava se soltando entre as curvas 10 e 11.
Maverick Viñales (KTM Tech3) foi um dos mais prejudicados no MotoGP do Brasil. “Fui atingido por um monte de pedras. Quebraram minha viseira e eu estava tentando desviar delas. Uma acertou meu pescoço”, relatou.
O brasileiro Diogo Moreira também deu seu depoimento sobre o MotoGP e criticou as condições da pista no GP do Brasil.
Fui atingido [por pedras] durante a corrida inteira. Como eu vinha recuperando posições, sempre tinha alguém na minha frente e acabei terminando com o corpo cheio de pedrinhas”, disse.

Porém, mesmo com todos os problemas no MotoGP do Brasil, alguns pilotos, como o campeão Marc Márquez, que terminou fora do pódio, declararam que a pista estava “aceitável”.
Moreira não descarta o GP do Brasil no calendário da MotoGP, mas reforça a necessidade de melhorias.
“Acho que é normal, vimos no warm-up que tinha um pedaço da curva faltando, mas é bom para mostrar que, para o ano que vem, tem de melhorar nessa questão”, afirmou.
A presença do GP do Brasil no calendário da MotoGP para 2027 já é tratada como parte do planejamento da categoria após o retorno ao país. No entanto, os problemas estruturais vistos nesta edição acendem um alerta importante: para que o MotoGP se consolide novamente no Brasil, será fundamental garantir padrões internacionais de segurança e qualidade no asfalto. Caso contrário, o sucesso de público do GP do Brasil pode não ser suficiente para assegurar a permanência da etapa no calendário nos próximos anos.
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