Modelos de grande motorização já passam facilmente dos R$ 60 mil; o que mais encarece as variantes é o preparo para off-road.
As motos big trail são a moda do mercado brasileiro já faz alguns anos. Ergonômicas e prontas para encarar qualquer desafio, elas ainda levam vantagem nas esburacadas estradas país afora.
Essa fama da categoria fez com que cada vez mais opções aparecessem, e hoje são poucas as marcas que não se arriscam nesse segmento. Com isso, a busca pelas big trails mais baratas se torna cada vez mais trabalhosa.
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Importante destacar que, para considerar a lista, classificamos apenas motos com motores de mais de 700 cm³ de deslocamento. Todas são multiterreno, se dando bem tanto no asfalto quanto no off-road. Também consideramos apenas modelos, e variantes das versões não foram listadas.

Por mais incrível que possa parecer, a italiana Ducati aparece dentre as 10 big trails mais baratas do Brasil, já que a DesertX consegue ser R$ 1.000 mais em conta que a queridinha BMW R 1300 GS.
Inspirada nas motos de enduro dos anos 1980, a big trail italiana aposta em um visual mais limpo e claramente voltado ao off-road, diferenciando-se das aventureiras mais focadas no asfalto.
Equipada com motor bicilíndrico de 937 cm³, que entrega 110 cv de potência e 9,4 kgfm de torque, a DesertX alia alto desempenho a uma ciclística preparada para terrenos difíceis. As suspensões de longo curso, a grande distância do solo e as rodas 21/18 polegadas reforçam o DNA aventureiro da moto big trail.
O pacote tecnológico inclui múltiplos modos de condução, controle de tração, ABS em curvas e conectividade, colocando a DesertX como uma das big trails mais completas da lista. Mesmo com preço elevado para os padrões gerais, ela entra entre as motos mais baratas quando comparada a outras big trails de alta cilindrada disponíveis no mercado brasileiro.

A Triumph Tiger 1200 Black Edition aparece entre as motos big trail mais baratas do Brasil como mais uma opção de alto nível dentro do segmento aventureiro. Mesmo sendo uma edição limitada (com as mesmas características da 1200 GT Pro), o modelo teve forte aceitação no mercado nacional, o que levou a Triumph a liberar um novo lote para atender à alta demanda, mantendo o preço competitivo dentro da categoria. Essa trilheira é a mais barata dentre as versões da 1200 da marca inglesa.
Equipada com motor tricilíndrico de 1.160 cm³, que entrega 150 cv de potência e 13 kgfm de torque, a Tiger 1200 combina desempenho elevado com melhorias voltadas ao conforto e à pilotagem em longas viagens. Atualizações no conjunto mecânico deixaram a entrega de torque mais suave em baixas rotações, característica importante para uma moto big trail de grande porte.
Além disso, a versão Black Edition se destaca pelo acabamento exclusivo e pelo pacote tecnológico completo, além de um intervalo de manutenções a cada 16 mil km.

Em oitavo lugar vem uma das mais desejadas de todo o mercado, afinal é a maior Honda própria para o off-road — mas também estendida ao asfalto.
A Africa Twin chega por R$ 85.500 em sua variante mais barata, disposta apenas de câmbio tradicional com embreagem deslizante. As variantes ES e Adventure Sport têm o sistema automatizado DCT, mas elevam o valor do modelo para R$ 96.346 e R$ 116.513, respectivamente.
Equipada com motor bicilíndrico em paralelo de 1.084 cm³, a Africa Twin entrega 102 cv de potência e uma resposta progressiva, favorecendo o controle em terrenos variados. Esse comportamento torna a big trail da Honda amigável para diferentes perfis de pilotos, desde quem está migrando para motos maiores até aventureiros mais experientes.
No pacote tecnológico, a japonesa conta com recursos como controle de tração, ABS em curva, controle de empinada e múltiplos modos de pilotagem.

A Triumph Tiger 900 GT Pro é uma das motos big trail que mais se destacam no segmento quando se baixa dos 1.000 cm³, unindo desempenho elevado, conforto e um pacote tecnológico robusto. No Brasil, o modelo mantém o motor tricilíndrico de 108 cv de potência e 9,18 kgfm de torque, configuração mais potente que a versão recém-apresentada na Europa, onde a marca reduziu a cavalaria para atender às normas da habilitação A2.
Voltada para uso misto, a Tiger 900 GT Pro se destaca pelo bom compromisso entre asfalto e estradas de terra leves (deixando o off-road mais pesado para a variante Rally), além da ergonomia pensada para longas viagens. O conjunto de suspensões Marzocchi, o assento redesenhado com ajuste de altura e o painel TFT de 7 polegadas com conectividade reforçam o perfil touring da moto big trail britânica.
Com preço na casa dos R$ 81.690, a Tiger 900 GT Pro talvez peque apenas na péssima característica de altas temperaturas entre as pernas, incomodando nas baixas velocidades em dias quentes.

A BMW F 900 GS se destaca dentre a fabricante alemã e aposta em mais desempenho e aptidão off-road, sem se afastar da proposta de custo mais contido frente às rivais maiores. Com um motor de 895 cm³, ajustado para 90 cv de potência e 9,4 kgfm de torque, a big trail também chama atenção pela redução de peso em relação à geração anterior, o que melhora a ciclística e a pilotagem fora do asfalto.
Entre os destaques estão o pacote eletrônico avançado, com modos de pilotagem, controle de tração, quickshifter, controle de cruzeiro e painel TFT com conectividade. Vendida a partir de R$ 78.900, a F 900 GS figura entre as big trails mais baratas de média-alta motorização, sendo uma opção para quem busca uma moto big trail mais esportiva e preparada para aventuras fora da estrada.

A Suzuki V-Strom 1050 segue como uma das referências entre as motos big trail do mercado brasileiro e também figura na lista como a maior de 1.000 cm³ mais barata.
A japonesa é equipada com motor V-twin de 1.037 cm³, capaz de entregar 107 cv de potência e 10,5 kgfm de torque, números que garantem bom desempenho em viagens longas e uso rodoviário.
A proposta da V-Strom 1050 é claramente voltada ao asfalto, priorizando conforto, estabilidade e autonomia. Os interessados em uma variante mais off-road podem gastar um pouco mais com a V-Strom 1050/XT, que tem rodas maiores e melhores ajustes para terrenos acidentados.

A Yamaha Ténéré 700 foi uma das motos big trail mais aguardadas dos últimos anos no Brasil. Anunciada oficialmente por R$ 72.990, a T7 é comercializada desde outubro, encerrando uma espera que se arrastava desde 2019 entre os entusiastas da marca.
O modelo conta com o consagrado motor bicilíndrico CP2 de 690 cm³, agora com acelerador eletrônico, e aposta em uma ciclística claramente voltada para terrenos difíceis, afinal é a moto oficial de competições de rally da japonesa. As suspensões de longo curso, com ajustes completos, o chassi reforçado e a ergonomia pensada para pilotagem em pé reforçam o DNA aventureiro da moto big trail japonesa.
Mesmo com foco fora de estrada, a Ténéré 700 evoluiu em tecnologia, trazendo painel TFT com conectividade, controle de tração e ABS comutável.

A BMW F 800 GS é uma das big trails mais baratas do Brasil e representa a porta de entrada da marca alemã no segmento. Equipada com motor bicilíndrico de 895 cm³, o modelo entrega 87 cv de potência e 9,2 kgfm de torque, combinando bom desempenho com proposta versátil para uso urbano, rodoviário e estradas de terra leves.
Mesmo sendo a opção mais acessível da marca, a moto big trail traz um pacote tecnológico consistente, com painel TFT colorido, conectividade, iluminação full LED, controle de cruzeiro, manoplas aquecidas e sistema de partida sem chave.
Com preço a partir de R$ 69.900, a F 800 GS se destaca entre as motos mais baratas do Brasil.

A Honda XL750 Transalp marcou o retorno de um nome histórico e acertou ao apostar em uma proposta equilibrada entre estrada, terra e viagens. A nova geração evoluiu no visual e na ciclística, agradando o público ao se posicionar como uma moto big trail versátil, sem o apelo radical das trilheiras mais focadas no off-road extremo.
Equipada com motor bicilíndrico de 755 cm³, que entrega 69,3 cv de potência e 7,04 kgfm de torque, a Transalp oferece uma condução progressiva e previsível, funcionando bem tanto no asfalto quanto em estradas de terra leves. As suspensões de longo curso, rodas 21/18 polegadas e a ergonomia bem resolvida reforçam a sensação de controle, característica valorizada em uma big trail desse tamanho.
O pacote tecnológico inclui modos de pilotagem, controle de tração e ABS comutável, além de painel TFT colorido. Com preço público sugerido de R$ 65.545, a XL750 Transalp se destaca entre as motos mais baratas do segmento de moto big trail e é uma opção para quem não quer pagar tanto em uma Africa Twin.
Mas atenção: não se assuste se encontrar o modelo na casa dos R$ 70 mil; afinal, R$ 65.545 é apenas o preço público sugerido.

A Suzuki V-Strom 800 é a big trail mais barata do Brasil. Com preço sugerido na faixa dos R$ 63.800, o modelo atrai quem quer uma trilheira grande, mas ainda não pretende gastar tanto nem passar dos 1.000 cm³.
Equipada com motor bicilíndrico em linha de 776 cm³, capaz de entregar 84 cv de potência e 7,95 kgfm de torque, a big trail japonesa aposta em uma entrega progressiva e eficiente, principalmente em baixas rotações. O conjunto ciclístico reforça o apelo aventureiro, com suspensões Showa de longo curso, rodas 21 e 17 polegadas e boa distância do solo, permitindo encarar trajetos mistos com segurança.
No pacote tecnológico, a moto big trail traz controle eletrônico de pilotagem, modos de condução, controle de tração com função específica para cascalho, quick shifter bidirecional e painel TFT colorido.
Assim como sua irmã maior de 1.050 cm³, a V-Strom 800 tem uma variante melhor preparada para o off-road. A Suzuki V-Strom 800 DE parte de R$ 67.500.
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