Fabricante chinesa, que atualmente é a terceira maior do país, respondeu ao AutoPapo a respeito da acusação judicial sofrida
A fabricante chinesa de motos Shineray se manifestou sobre a acusação de graves irregularidades no processo de fabricação de suas motocicletas, feita pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo. Em comunicado, a marca afirma a qualidade de suas motocicletas, o compromisso com a legislação, e a clareza de informações de seus processos e modelos.
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Na última quarta-feira (11), veio à tona uma notificação feita pela Abraciclo direcionada à Shineray. O documento, promulgado no fim de 2025 (que ganhou relevância após uma declaração pública da Associação), afirma que a entidade coletiva “recebeu alertas de suas associadas sobre possíveis irregularidades graves em motocicletas de fornecedora inserida no mercado. As suspeitas envolvem riscos ao consumidor, ao meio ambiente, à concorrência leal e ao trânsito seguro”.
A acusação ainda especifica que itens para a equipagem das motocicletas e para minimizar a emissão de gases poluentes, como catalisadores e canisters, estariam fora do processo de fabricação da marca.

Em meio à notícia, o AutoPapo entrou em contato com a Shineray, questionando a veracidade das informações contidas na notificação, a qualidade dos produtos da marca e solicitando um parecer formal.
Sobre a notificação registrada no Ministério da Justiça e Segurança Pública e as perguntas encaminhadas, a Shineray afirmou que “opta por não se manifestar sobre os questionamentos”.
Ainda que não tenha se posicionado sobre o processo que corre contra si, a Shineray reforçou seu compromisso e afirmou que todos os detalhes técnicos de seus veículos estão de livre acesso em seu site.
Reforçamos que os produtos da Shineray do Brasil seguem rigorosamente os padrões técnicos, normativos e legais exigidos pelos órgãos competentes, estando plenamente regulares.
Esclarecemos que todas as informações oficiais relativas ao portfólio da marca, incluindo modelos comercializados e respectivas especificações técnicas, encontram-se publicamente disponíveis e atualizadas no site oficial da montadora.”
A fabricante tem 20 dias corridos para apresentar esclarecimentos oficiais e técnicos, contados do recebimento da intimação.
A empresa deverá se manifestar especialmente sobre os supostos riscos à saúde e à segurança do consumidor; eventual excesso de emissões de poluentes e ruído; conformidade dos produtos com as normas ambientais e técnicas vigentes; e a integridade das informações prestadas ao consumidor.
Caso a empresa não se manifeste, o processo poderá prosseguir com a continuidade da averiguação e eventual adoção de medidas legais cabíveis.
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