Mais uma vez os modelos intermediários reinaram no econômico e barato modal de transporte que mais cresce no país
O ano de 2025 já representa uma curva crescente no número de comercializações de motocicletas no Brasil, uma vez que bateu recorde de emplacamentos mesmo sem, fatidicamente, ter chegado ao fim.
Ao longo dos doze meses, fabricantes apostaram em novos modelos, atualizaram linhas consolidadas, elevaram o nível tecnológico das motos vendidas no país e ampliaram a diversidade de segmentos disponíveis ao consumidor. De scooters híbridas e elétricas a big trails premium, passando por médias motorizações cada vez mais sofisticadas, 2025 redesenhou o cenário das duas rodas no Brasil.
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O calendário de lançamentos de motos em 2025 começou cedo. Logo em janeiro, a Shineray apresentou a Iron 250 EFI, custom de entrada que chamou atenção por oferecer ABS, refrigeração líquida e visual clássico, embora tenha chegado ao mercado por R$ 21.990, acima do valor inicialmente prometido. Ainda no início do ano, a marca confirmou reajustes em outros modelos da linha 250, antecipando uma tendência que se repetiria ao longo de 2025: aumentos de preços mesmo em motos recém-lançadas.
Ainda em janeiro, a Yamaha Fluo ABS Hybrid Connected marcou um passo importante na eletrificação acessível. A scooter híbrida leve trouxe sistema Power Assist, Stop & Start e promessa de economia de combustível, custando R$ 16.690, reforçando a aposta da Yamaha em soluções intermediárias entre o motor a combustão e o elétrico.

Em fevereiro, o mercado passou a receber modelos de maior valor agregado. A Triumph Trident 660 2025 chegou com pacote eletrônico reforçado, enquanto a Yamaha confirmou o preço da Neo’s Connected, a primeira scooter elétrica no Brasil, por R$ 33.990 — valor que gerou debates sobre custo-benefício no segmento elétrico.
O mês também marcou o lançamento da Royal Enfield Shotgun 650, bobber baseada na plataforma 650 da marca, com preços entre R$ 33.990 e R$ 34.990, ampliando a presença da fabricante indiana no segmento custom intermediário.

Se há um período que simboliza 2025, ele é março. A quantidade e a relevância dos lançamentos fizeram do mês um dos mais movimentados do ano. A Triumph Speed Twin 1200 2025 chegou em duas versões, elevando o patamar tecnológico da linha clássica da marca.
Na sequência, um dos lançamentos mais aguardados do ano finalmente se concretizou: a Royal Enfield Himalayan 450 estreou no Brasil com motor inédito, novos recursos eletrônicos e preços a partir de R$ 29.990, tornando-se rapidamente um dos modelos mais comentados de 2025.

A Honda também movimentou o mercado ao confirmar oficialmente a CB 500 Hornet, resgatando um nome histórico e sinalizando a renovação de sua linha de médias. Ainda em março, a Suzuki GSX-8R chegou como uma esportiva de proposta sport-touring, enquanto a Yamaha apresentou as novas MT-03 e MT-07, alinhadas ao padrão global da marca, com conectividade e melhorias de ciclística.






Fechando o mês, a Triumph Tiger Sport 800 reforçou o segmento sport touring intermediário, consolidando março como um divisor de águas no calendário de lançamentos.
Em abril, o destaque absoluto foi a chegada da BMW R 1300 GS Adventure, lançada com preços entre R$ 136.500 e R$ 154.500. A big trail redefiniu o patamar tecnológico do mercado nacional ao introduzir câmbio automatizado, suspensão eletrônica avançada e um dos pacotes de assistências mais completos já oferecidos no Brasil.

Já em maio, o foco voltou às motos menores. A Haojue DL 160 foi lançada por R$ 21.470, destacando-se por oferecer ABS nas duas rodas em um segmento ainda dominado por soluções mais simples.
O segundo semestre começou com importantes reposicionamentos. Em junho, a Kawasaki Ninja 500 substituiu oficialmente a Ninja 400, enquanto a Honda apresentou a NX 500, sucessora da CB 500X, reforçando a estratégia de atualização de nomes históricos. Vários desses modelos já haviam sido apresentados no Festival Interlagos, mas tiveram lançamento comercial confirmado posteriormente.

Em julho, as esportivas ganharam protagonismo com a chegada da Kawasaki ZX-4RR, que chamou atenção pelo motor de quatro cilindros e alto nível de desempenho. No mesmo período, a CFMoto 450CL-C ampliou a diversidade do mercado ao oferecer uma custom de média motorização com preço competitivo, reforçando o avanço das marcas chinesas no Brasil.
Já em agosto, o segmento premium voltou ao centro do noticiário com atualizações como a nova BMW S 1000 RR e o fortalecimento da Ducati Multistrada V4S 2025, modelo que consolidou o avanço de tecnologias como radar adaptativo e assistências avançadas à pilotagem.

A partir de setembro, o ritmo de lançamentos diminuiu, mas o mercado entrou em fase de consolidação. Foi nesse contexto que a Royal Enfield oficializou a Guerrilla 450, sua nova roadster urbana, lançada por R$ 28.990. Derivada da Himalayan 450, a Guerrilla chegou com a mesma base estrutural e motorização de 452 cm³, porém com ergonomia mais baixa, proposta mais urbana e ajustes que privilegiam o torque em uso cotidiano. O modelo também marcou a consolidação do sistema de reservas por lotes da marca, estratégia adotada para evitar atrasos nas entregas.
Em outubro, outro lançamento aguardado finalmente se concretizou: a Bajaj Dominar NS 400z chegou oficialmente ao mercado brasileiro por R$ 26.900, com preço fixo em todo o país. Apesar de manter o motor de 373 cm³ — ainda sem a atualização de 43 cv disponível na Índia —, a naked trouxe pacote tecnológico robusto, com acelerador eletrônico, controle de tração, quatro modos de pilotagem e bom nível de equipamentos ciclísticos, reforçando a ofensiva da Bajaj no segmento de médias cilindradas.

Em novembro, a Honda também dominou o mercado, trazendo de volt dois nomes muito fortes para o mercado, Hornet e Transalp, ambas 750 e bicilíndricas. Já dezembro marcou o fechamento do ciclo, com as marcas antecipando movimentos estratégicos e preparando o terreno para 2026.




Mais do que uma sequência de lançamentos, 2025 representou um amadurecimento do mercado brasileiro de motos. O consumidor passou a aceitar motos mais caras e sofisticadas, desde que oferecessem evolução técnica real, uma vez que os carros também estão muito acima do valor. As médias ganharam protagonismo, a eletrificação avançou de forma gradual e o nível tecnológico médio das motos vendidas no país subiu de forma consistente.
Ao final do ano, ficou claro que 2025 não apenas apresentou novos modelos, mas preparou o terreno para uma nova fase do motociclismo nacional.
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