Shineray é processada: Associação Brasileira alega irregularidades na montagem das motos

Averiguação preliminar foi instaurada em novembro de 2025, mas veio á tona após posicionamento público da Abraciclo

Shineray Iron 250 (19)
Acusações questionam o compromisso da marca com o cidadão e o meio ambiente (Foto: Shineray | Ricardo Henri)
Por Lucas Silvério
Publicado em 11/02/2026 às 12h00
Atualizado em 12/02/2026 às 09h17

A Shineray é alvo de um processo administrativo no Ministério da Justiça e Segurança Pública, instaurado ainda em novembro de 2025, mas que só veio a público em fevereiro de 2026, após a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo – divulgar um manifesto confirmando a denúncia apresentada contra a fabricante.

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O documento acusa a fabricante de possíveis irregularidades graves no processo de fabricação das motocicletas, que comprometeriam a saúde do condutor e as normas ambientais.

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Shineray fabrica moto
Fabricante é atualmente a 3ª maior comerciante de motos do país (Foto: Shineray | Divulgação)

O que diz a notificação da Abraciclo contra a Shineray

Segundo a notificação oficial, a averiguação foi instaurada com base no artigo 55, §4º, do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990), no Decreto nº 2.181/1997 e na Portaria MJ nº 905/2017.

A denúncia apresentada pela Abraciclo aponta supostas irregularidades graves no processo de fabricação de motocicletas da Shineray, que poderiam gerar:

  • Riscos ao consumidor;
  • Impactos ao meio ambiente;
  • Violação à concorrência leal; e
  • Comprometimento da segurança no trânsito.

De acordo com o documento, a entidade afirma ter recebido alertas de associadas sobre possíveis desconformidades técnicas nos produtos comercializados.

Irregularidades técnicas apontadas na denúncia

A Abraciclo apontou que os maiores problemas nos processos da Shineray estariam na ausência de catalisadores, canisters e ventilação do cárter. Itens que atualmente são muito importantes para manter os níveis de emissão de poluentes dentro do exigido.

“Com o fim de atribuir substância fática à denúncia, a Abraciclo pontuou que, no processo de fabricação das motocicletas, é possível observar: (i) a ausência de catalisador nos produtos, o que, supostamente, acarreta potencial descumprimento à norma que regulamenta os limites de emissão de poluentes; (ii) a ausência de cânister, o que, supostamente, coloca em risco o meio ambiente e a saúde pública, sem prejuízo da saúde e da segurança individual do consumidor; e (iii) a ausência de ventilação do cárter, o que, supostamente, externaliza riscos graves à saúde e à segurança do consumidor, bem como à coletividade e ao meio ambiente, tendo em vista a elevada exposição a compostos nocivos à saúde e ao meio ambiente”, destaca a notificação.

Shineray Denver 250 (12)
O Catalizador, dentro do escapamento, é um dos itens mais importantes contra a poluição em excesso (Foto: Shineray | Ricardo Henri)

Notificação formal à empresa

Com base na denúncia, a Senacon notificou oficialmente a Shineray para que apresente esclarecimentos técnicos no prazo de 20 dias corridos, contados do recebimento da intimação.

A empresa deverá se manifestar especialmente sobre:

  • Os supostos riscos à saúde e segurança do consumidor;
  • O eventual excesso de emissões de poluentes e ruído;
  • A conformidade dos produtos com as normas ambientais e técnicas vigentes;
  • A integridade das informações prestadas ao consumidor.

Caso a empresa não se manifeste, o processo poderá prosseguir com a continuidade da averiguação e eventual adoção de medidas legais cabíveis.

  • Questionamos a Shineray sobre a veracidade das acusações, qualidade de seus produtos e se já existe alguma resposta oficial contra as acusações. Em resposta a fabricante afirmou que “opta por não se manifestar sobre os questionamentos”, mas aproveitou o espaço para esclarecer “que os produtos da Shineray do Brasil seguem rigorosamente os padrões técnicos, normativos e legais exigidos pelos órgãos competentes, estando plenamente regulares.”
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25 Comentários
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Airton Junior 14 de fevereiro de 2026

Comprei uma iron 250 , há pouco tempo com finalidade de fazer viagens ; a primeira de Vitória-ES para o Rio de Janeiro foi uma boa experiência , e o que solicitei a Mega motos de Salvador , fui atendido , logo espero que no Rio de Janeiro consiga ter o mesmo atendimento que tive em Salvador- BA.

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Irineu você não sabe nem eu... 13 de fevereiro de 2026

Chineellay compllouu jáa ella, seemmm gaaalanntia, ppasteell de fllango kkkkkkk tenha uma também, oh sofrimento! Compleiiii já ella kkk rir para não chorar, há essa questão aí é briga pelo osso entre asa de frango e seus motores de plástico, xuxu trinca quadro instalação de mini game, e a shinerosa, eles não estão nem aí para gente, quem manda neles é o money.

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Ivaldo 12 de fevereiro de 2026

Isso se chama a concorrência sentido o golpe.
Mexendo com gente grande acomodada, que oferece produto defasados com preço absurdo.
Se segue o Procomve, que regulamenta junto ao Procon . Quem faz a denuncia é a associação dos produtores de motocicletas, ou seja, o sindicato de fabricantes, deixando claro que o mercado mudou de dono

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David 12 de fevereiro de 2026

Comeco o lobby… FZ25 quebrando quadro e Crosser S quebrando cubo e desgastando caixa de direção prematuramente ninguém vê. Inclusive, eu msm senti o bolso o quanto a Crosser S 2023 é frágil. Cubo quebrado me custou R$ 3 mil. Um parafuso do sistema de freio traseiro que a concessionária espanou me cobraram R$ 50. A tampa do tanque de combustível já começou a enroscar. O botão de seta já está falhando. Por causa do cubo, depois ainda tive que trocar o kit transmissão com meia vida. Yamaha só oferece garantia de câmbio e motor, mas no reclame aqui não falta reclamações de que nem isso cumprem. Mas nada disso ninguém vê. Agora, a marca que mais cresce no Brasil, aí eles vêm… Deve estar incomodando alguém.

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David 12 de fevereiro de 2026

Esqueci de comentar, peça TB não tem. O disco de freio fui que que tive que correr atrás, senão seria mais de 30 dias na oficina. Kit transmissão original, TB n tem, só tinha paralelo. Mas se eu quiser original, é mais de 30 dias parado na oficina pq não tem. E não achei que vão encomendar assim Q vc solicitar. Não… Demora mais de 30 dias pq só vão encomendar quando acharem que tem pedidos o bastante para pagar apenas um frete, e vc Q se f#

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David 12 de fevereiro de 2026

Esqueci de comentar, peça TB não tem. O disco de freio fui que que tive que correr atrás, senão seria mais de 30 dias na oficina. Kit transmissão original, TB n tem, só tinha paralelo. Mas se eu quisesse original, teria que esperar mais de 30 dias na oficina. E não vai achando que encomendam assim que vc requisita… Não. Só vão encomendar quando acharem que tem pedidos o bastante para pagarem apenas um frete, e vc Q se f#. E parte do problema está na lei Ferrari, uma lei de antes da constituição de 88. Mas ninguém vê problema em nada disso, só na marca que mais cresce no Brasil

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Marcelo 12 de fevereiro de 2026

Quanto mais ajeito mais problema aparece, até eu iria querer entrar nesse processo…. Mano a moto tem muito problema crônicos, a minha em particular , com 1 ano e 9 meses de uso já vai no segundo estator, motor começou a dar problema no motor com um barulho de coisa quebrada, o dono da concessionária falou da seguinte forma: vá em nossas oficinas Shineray, que nossos mecânicos são especializados na mecânica delas….
Ainda pago 3 parcelas dessa desgraça para finalizar e de reposição já foi mas de 4 mil … Sempre troquei o óleo corretamente, não vivo andando agrupado e etc.

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Edgard 12 de fevereiro de 2026

6 consumidores, aqui nos coments, com problemas não solucionados pelos chineses. É um número pra lá de considerável. As Royals são bem confiáveis e as bajajs não tem muitas reclamações e o preço delas é bem convidativo.

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Lincoln Carvalho 12 de fevereiro de 2026

Não tenho Shineray, porém acho engraçado o fato dessa denúncia só porque a marca conquistou o terceiro lugar em vendas esse ano, a concorrência é cruel.

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OSMAR 12 de fevereiro de 2026

A MINHA MOTO E UMA IRON, VEIO CHEIA DE PROBLEMAS, MOTO ZERO PARECIA SUCATRA. NÃO TINHA PEÇA, ASPEÇAS FORAM RETIRADAS DE OUTRAS MOTOS, ESTOU COM O CABO DE VELOCIDADE EMENDADO, INVENTARAM QUE EU TINHA PERDIDO A GARANTIA, NEM DO MOTOR FIZERAM. UMA PUTA SACANAGEM

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QUIRIATE 12 de fevereiro de 2026

A minha é uma jet 125, igual a biz….antes de ir ao procom eles tentaram resolver, depois que eu fui ao procom eles pediram mãos 15 dias aí eu deixei mais uns 25 dias lá e eles não conseguiram resolver nem a pau, da pra ver que é um vício crônico sem solução e eles não sabem o que é….

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Julio 12 de fevereiro de 2026

Ha ha ha…olha a preocupação da Honda perdendo mercado, a concorrência chegou, se a Shineray SBM está a muito tempo vendendo motos no Brasil, pq só agora veio aparecer essa situação? Pra mim tem dedo podre das outras montadoras, afinal estão entregando motos muito mais baratas que as concorrentes, o que aumentou suas vendas no Brasil, no nordeste ela já vendia bem, principalmente os modelos de baixa cilindrada, agora estão ameaçando as mais potentes com preços mais justos, casa um sabe onde o bolso pode chegar e se a Shineray está crescendo em vendas e modelos é pq as pessoas estão consumindo, fica a dica para as gigantes, abaixa a porra do preço!!!!

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Daniel 12 de fevereiro de 2026

Queria saber onde a Abraciclo estava que não fez questionamento semelhante às demais marcas que dominam o mercado sobre os motivos de terem protelado tanto a adoção de ABS/CBS e ainda usarem freios a tambor em motos de maior volume de vendas…

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claudio 12 de fevereiro de 2026

Tenho uma Shi 175, carburada, 2024. Realmente não tem catalizador, que é obrigatório no Brasil.

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Davi 12 de fevereiro de 2026

Para a moto, ou qualquer outro veículo entrar no no nosso mercado eles passam por um periodo de testes para omologação do órgãos competentes. Por que esses órgãos não identificaram esses “problemas” durante a fase de omologação?
Está parecendo mais preocupação dos concorrentes, que não estão crescendo tanto quanto a marca Shynerai, do que realmente esses problemas citados.

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Itallo 12 de fevereiro de 2026

Sou um consumidor da Shineray, e realmente a moto tem muitos problemas fabrica. É a corrente caindo, é problema na parte elétrica, problema na montagem e na pintura.

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Marcos André 12 de fevereiro de 2026

Isso é as concorrentes

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Betto 12 de fevereiro de 2026

Estava quase batendo o martelo, ia comprar uma SHI175, mas vou aguardar mais um pouco…

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Júnior 12 de fevereiro de 2026

Enquanto isso milhares de motos com escapamento aberto continuam estourando os tímpanos e poluindo o ar sem nenhuma fiscalização.
E é fácil coibir.

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Gusmar 12 de fevereiro de 2026

Começou a incomodar a concorrência, vendendo muito, trazendo motos superiores ao que é ofertado pela concorrência, aí já viu, né.. As que se dizem donas do mercado se coçando. Estão perdendo mercado rapidamente, e ao invés de baixarem seus preços e trazerem produtos novos, querem continuar com os preços nas alturas e continuar vendendo motos de plástico, com projetos antigos e sem atualização a preço de ouro. Tem motos aí, que não recebem nenhuma atualização, só maquiagem com projetos do século passado.

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Marcos 12 de fevereiro de 2026

É só aparecer um concorrente com produto e preço competitivo no mercado, o que só traz benefícios para o consumidor, que começa a palhaçada de quem já domina, faz o que quer e cobra o quanto quer…

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José Pereira 12 de fevereiro de 2026

Tradução: a shineray adotou uma construção de motor de 26 anos atrás quando os motores nacionais eram fortes e inquebraveis apesar da baixa cc, essas normas ambientais destruíram o consumo, a potência dos motores e consequentemente sua durabilidade já que principalmente os cabeçotes tiveram sua vida útil reduzida( é só pesquisar sobre o cabeçote da Twister 2006-2008 após a inclusão de um sistema de canister) depois de determinado tempo a moto começa a fumar do nada pois o óleo tá descendo para a câmara de combustão por ressecamento de um oring. Sendo que no projeto original(sem normas de emissão) isso nunca aconteceria.

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Wesley 12 de fevereiro de 2026

Espero mesmo que a Shineray se regularize e corrija seus erros se necessário, para o bem do mercado de motos e do consumidor, estou com um processo com eles por que me venderam uma moto toda danificada, com ferrugem e erros na parte elétrica que mesmo depois de 4 tentativas não conseguiram arrumar, ai a marca fica marcada e o consumidor (infelizmente nesse caso: eu) fica se sentindo lesado.

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QUIRIATE 12 de fevereiro de 2026

Eu tô na mesma situação, a minha moto só fica com a luz da injecao acesa, eles não conseguiram apagar a luz, a moto falha muito, engasga não responde aceleragem rápida as vezes ela morre no meio da rua andando do nada., buzina só funciona quando quer, moral da história…fui no Procon o Procon multou eles e ainda assim não devolveram meu dinheiro, tive que ir para o especial cível que o próprio Procon me encaminhou

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Wesley 12 de fevereiro de 2026

Caaaaara estamos exatamente na mesma então KKKK fiz os mesmos passos que você e tive os mesmos problemas também, a sua é uma Free 150 também?

Eu mandei pra consertar umas 4 vezes e nunca voltou funcionando perfeitamente, sempre o mesmo problema sem solução, uma vez ficou 3 dias completos la cara.

Estou entrando em casa cível agora também, vai demorar por que é defensoria pública mas, paciência.

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