Citroën Aircross é o SUV de sete lugares com menor preço do mercado e versão Shine se qualifica para convencer o consumidor
Se a prioridade em 2026 é comprar um carro de sete lugares gastando o mínimo possível, não há muito espaço para discussão: o Citroën Aircross é hoje a opção mais acessível do mercado brasileiro. Seu concorrente direto, o Chevrolet Spin, parte de valores significativamente mais altos (R$ 154 mil, na varsão LTZ de sete lugares), enquanto o modelo francês começa em torno de R$ 128 mil, podendo cair para menos de R$ 123 mil em compras diretas do estoque da fábrica.
Avaliado aqui na versão Shine, intermediária entre as configurações de sete lugares (abaixo apenas da aventureira XTR), o Aircross tem preço sugerido de R$ 153 mil, mas aparece no varejo por cerca de R$ 130 mil em ações promocionais, como pedidos diretamente do estoque de fábrica, na cor Vermelho Rubi. Nesse cenário, fica difícil justificar financeiramente a escolha pelo rival da GM.
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O grande trunfo do Citroën Aircross está justamente onde importa: a terceira fileira de bancos. O modelo entrega homologação completa para sete ocupantes, todos com cintos de três pontos e encostos de cabeça, como determina a lei.

Na prática, porém, é preciso alinhar expectativas. A terceira fileira é indicada para crianças. Adultos até conseguem se acomodar, mas apenas por trajetos curtos. O acesso exige paciência, o espaço para pernas é limitado e a sensação é claustrofóbica. Em compensação, a Citroën adicionou porta USB-C e um sistema de ventilação auxiliar, que ajuda a amenizar o desconforto de quem vai no fundão.

Com os sete bancos em uso, o porta-malas praticamente desaparece, com a redução de 493 para 42 litros (na medida VDA). Ou seja, sobra espaço apenas para pequenos volumes. A boa notícia é a versatilidade: os bancos traseiros podem ser rebatidos ou totalmente removidos, permitindo transformar o carro em um bom transportador de bagagens quando necessário.
O Aircross Shine 2026 tenta agraciar o cliente com itens que não figuram nas versões de entrada como:
Ainda assim, o carro segue uma proposta clara dentro da estratégia da Stellantis: a Citroën ocupa o degrau de entrada do grupo. Isso explica a ausência total de assistências avançadas de condução. Não há alerta de colisão, frenagem autônoma, monitoramento de ponto cego ou qualquer outro recurso de segurança ativa. É uma lacuna que pesa frente a concorrentes mais modernos.
Sob o capô do Citroën Aircross está o já conhecido 1.0 turbo T200, compartilhado com outros modelos do grupo. São 20,4 kgfm de torque, entregues cedo, o que garante:
O consumo é compatível com a proposta de um SUV compacto familiar, maior e mais pesado que um hatch, e os números oficiais seguem dentro da média da categoria.
| Combustível | Urbano | Rodoviário |
|---|---|---|
| Gasolina | 11,2 km/l | 13,0 km/l |
| Etanol | 7,9 km/l | 9,1 km/l |

Dirigir o Citroën Aircross lembra bastante o C3, do qual ele deriva. A posição de dirigir é mais alta e vertical, favorecendo a visibilidade e o conforto urbano. O espaço interno é bem aproveitado graças às boas soluções de ergonomia.
Por outro lado, o carro ainda sofre com:
Nada disso inviabiliza o uso, mas são fatores que podem pesar para quem está disposto a investir mais em troca de sofisticação.
O Citroën Aircross Shine 2026 não tenta ser o sete lugares mais tecnológico, mais confortável ou mais refinado do mercado. Ele quer ser o mais acessível. E consegue.

Para famílias com crianças, necessidade real de sete assentos e orçamento controlado, não existe opção mais barata. Seu principal rival está mais caro e defasado, enquanto o Aircross ainda tem fôlego e espaço para evoluir.
Falta um pouco mais de conteúdo? Falta. Mas se o argumento é preço, somado aos dois bancos extras, o francês entrega exatamente o que promete. E você, apostaria no Aircross para levar a família inteira?
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