Jeep Commander Blackhawk 2026 chega com poucas mudanças, como seletor de marchas eletrônico e suave plástica nos faróis e lanternas
O Jeep Commander passou por sua primeira atualização visual desde o lançamento em 2021. A linha 2026 trouxe mudanças discretas, mas suficientes para atualizar o modelo diante da concorrência, especialmente na versão Blackhawk, que segue como a topo de linha e principal vitrine tecnológica e mecânica do SUV nacional.
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As mudanças externas do Commander 2026 são sutis. O para-choque dianteiro foi redesenhado, assim como a grade, que agora adota um formato com inclinação negativa, deixando a parte superior mais pronunciada. O conjunto segue alinhado à identidade recente da Jeep, sem romper com o visual já conhecido. Na traseira, o destaque fica para as novas lanternas com assinatura em LED interligada.
O principal atrativo do Jeep Commander Blackhawk está sob o capô. A versão é equipada com o motor 2.0 turbo Hurricane 4, que entrega 272 cv e 40,8 kgfm de torque. Esse conjunto transforma o SUV de sete lugares em um dos mais potentes do segmento.
Com esse motor, o Commander supera rivais diretos como Caoa Chery Tiggo 8, Toyota SW4 e Chevrolet Trailblazer, além do estreante GWM Haval H9, em potência máxima. Enquanto os concorrentes utilizam motores diesel entre 185 e 210 cv, o Jeep aposta em um conjunto a gasolina focado em respostas rápidas e acelerações mais vigorosas.
A transmissão automática de nove marchas foi mantida, mas a linha 2026 estreia um novo seletor eletrônico do tipo joystick, similar ao utilizado nas picapes da Ram. Na prática, a mudança é funcionalmente neutra para o motorista, mas contribui para padronização e redução de custos industriais.

O sistema de tração integral conta com 4×4 reduzida, utilizando a primeira marcha como relação curta, solução já conhecida nesse conjunto mecânico. O Commander Blackhawk permite encarar trechos de baixa aderência com segurança, embora seu foco principal seja o uso rodoviário.
Na estrada, o motor Hurricane 4 se destaca nas retomadas e ultrapassagens. O torque disponível em baixas rotações garante respostas rápidas, mesmo com o veículo carregado. A tração integral atua principalmente como aliada em pisos molhados ou escorregadios, aumentando a estabilidade direcional e a sensação de controle.

Apesar de não ter estrutura de chassi sobre longarinas como SW4,H9 e Trailblazer, o Commander entrega um equilíbrio entre conforto, desempenho e capacidade de enfrentar situações fora do asfalto com moderação.
O acabamento do Commander Blackhawk é um dos mais sofisticados da linha. O painel traz revestimentos em camurça, diferentes opções de couro nos bancos, quadro de instrumentos digital e central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay.

O SUV oferece ainda climatização digital, carregador por indução, freio de estacionamento eletrônico com função Auto Hold e conectividade com internet embarcada, mediante contratação de pacote de dados.
No quesito segurança, o modelo conta com um pacote completo de assistentes à condução, incluindo controle de cruzeiro adaptativo (ACC), alerta de colisão com frenagem automática, monitoramento ativo de faixa e diversos recursos eletrônicos de auxílio.
O Jeep Commander acomoda cinco ocupantes com alto nível de conforto. A terceira fileira segue o padrão do segmento: adequada para crianças ou trajetos curtos com adultos. O acesso é facilitado, mas o espaço é limitado, característica comum entre SUVs médios de sete lugares.
O Jeep Commander Blackhawk 2026 custa cerca de R$ 336,5 mil, posicionando-se entre SUVs mais acessíveis, como o Tiggo 8, e modelos mais caros e robustos, como SW4 e Trailblazer, que ultrapassam facilmente os R$ 400 mil. O concorrente mais parelho é o Haval H9, com preços entre R$ 310 mil e R$ 350 mil.

O Commander se consolida como uma opção intermediária para quem busca alto desempenho, sete lugares e bom nível de conforto, sem necessariamente precisar da arquitetura de veículos voltados ao uso severo.
O Commander Blackhawk atende a uma demanda antiga do mercado por mais desempenho na linha. O motor Hurricane 4 entrega exatamente isso, mas cobra um preço elevado. Para quem prioriza performance e refinamento em um SUV de sete lugares, ele se apresenta como uma alternativa única no segmento nacional.
Para quem busca apenas espaço e custo-benefício, versões mais baratas do próprio Commander ou concorrentes diretos podem fazer mais sentido. Já quem exige estrutura de uso extremo fora de estrada terá de migrar para modelos maiores e mais caros, assim como o novato chinês.
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