Renault Boreal é eleito Carro do Ano pelo juri da Autoesporte, enquanto Geely detalha plano de produção local e Ram revive sucesso dos anos 2000
A segunda revista de automóveis mais antiga do Brasil (desde 1964) revelou que o júri de jornalistas da redação e de convidados de várias partes do País elegeu o novo SUV Renault Boreal como Carro do Ano 2026. Em outras categorias venceram A5, X3, A6 e-tron, 911, Maverick Tremor, motor de combustão do BMW 3.0, motor híbrido do 911 e motor elétrico do Zeekr 001. No total, 26 jurados este ano.

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A partir de investimento de R$ 3,8 bilhões a Geely adquiriu participação de 26,4% no capital da filial brasileira da Renault. Este aporte permitirá que a fábrica da marca francesa em São José dos Pinhais (PR), inaugurada em 1998, inicie a produção, já no segundo semestre de 2026, dos dois primeiros veículos da fabricante chinesa. O argentino Ariel Montenegro, presidente da Renault do Brasil, ressaltou que haverá mais conteúdo local, ou seja, acima de SKD (semidesmontado) e CKD (completamente desmontado).

Um dos modelos será elétrico e o outro, híbrido. Embora não anunciados oficialmente, as escolhas deverão recair sobre o EX2 (hatch compacto elétrico do mesmo porte do Dolphin Mini) e EX5 EM-i (SUV híbrido plugável). Ambos têm a mesma distância entre-eixos (2,65 m), embora destinados a compradores distintos.
Para 2026, a Renault prepara a renovação do Duster e em 2027 seu primeiro elétrico nacional que deve ser mais uma versão do seu modelo de entrada Kwid.
Prevista para chegar ao mercado no primeiro trimestre de 2026, a Dakota resgata o nome já utilizado nesta picape média entre 1998 e 2001. Apesar de compartilhar chassi, conjunto motor/câmbio e suspensões com a Fiat Titano, mantém conceitos dos produtos Ram a exemplo de capô, para-choques, sistema de iluminação e grade reformulados, além do interior exclusivo.

Dimensões: comprimento, 5,35 m; entre-eixos, 3,18 m; altura, 1,82 m; largura, 1,88 m; ângulo de entrada, 28°, ângulo de saída, 27°; ângulo central, 24°; vão livre, 228 mm. Capacidade de carga, 1.020 kg. Motor diesel, 2.2, 4 cilindros, 200 cv, 45,9 kgfm. Câmbio automático, oito marchas, modos 4×2, 4×4 Auto, 4×4 Low e diferencial traseiro autobloqueante. Freios a disco nas quatro rodas.
No interior, tela multimídia de 12,3 pol., carregador de celular por indução com resfriamento, câmera 540° (enxerga ao redor em 360° e carroceria transparente em mais 180°), bons materiais de acabamento, comando de câmbio por joystick, freio de estacionamento eletromecânico (contudo sem autoimobilização nas paradas) e pacote de segurança ativa Adas.
Primeiro contato foi apenas em fora de estrada e mostrou boa capacidade de tração, mesmo no modo “4×4 Auto”. Bloqueio do diferencial traseiro bastante funcional e resposta rápida em todos os acionamentos. Controle eletrônico de tração não conseguiu distribuir adequadamente a tração entre as rodas de menor e maior aderência, sendo necessário acionar o bloqueio do diferencial traseiro. A suspensão traseira do tipo eixo rígido e molas helicoidais de ótimo curso. Motor mostrou boa entrega de torque em baixas rotações.
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