A engenharia chinesa é conhecida por ser rápida para desenvolver produtos novos e tem experiência com eletrificação, isso chamou atenção em todo o mundo
As marcas japonesas tomaram o mundo com suas caminhonetes médias, que fizeram fama pela robustez. Mas a crescente busca pela eletrificação e a redução nos custos de desenvolvimento fizeram algumas montadoras a procurar os chineses na hora de fazer suas novas picapes.
A Nissan foi uma delas, ela lançou a Frontier Pro em alguns mercados usando como base a chinesa Dongfeng Z9. O modelo foi flagrado desembarcando no Brasil, dando indícios de que teremos o modelo para suceder o modelo que era produzido na Argentina.
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A Volkswagen está com um projeto similar, a nova geração da Amarok para a América Latina será derivada da Maxus Terron 9. Já a Stellantis herdou o projeto da Peugeot Landtrek, que foi feito em conjunto com a Changan e foi lançada no Brasil como Fiat Titano e Ram Dakota.








Um diferencia das picapes médias de origem chinesa é o porte maior. Algumas delas possuem a mesma largura de uma full-size norte-americana. Elas também já são preparadas para terem versões elétricas ou híbridas plug-in.
A Nissan Frontier Pro mantém o eixo traseiro com molas helicoidais da geração atual. Existe uma versão dela com o conhecido motor 2.3 biturbodiesel, mas a flagrada no Brasil é a híbrida plug-in.
Esse modelo combina um 1.5 turbo a gasolina com dois motores elétrico, totalizando em 416 cv. A bateria é de 32,85 kWh, com autonomia de 135 km no ciclo chinês NEDC.
Por dentro a Nissan Frontier Pro parece um carro de luxo, com duas telas grandes e acabamento esmerado. Se vier para o Basil nesse configuração, a picape deixará de ser um modelo generalista em seu segmento para se tornar um veículo de nicho, como a BYD Shark.
A Nissan possui outra Frontier nova no mundo, com origem japonesa. Ela é a sucessora direta da versão que era vendida aqui e utiliza a nova Mitsubishi Triton como base, compartilhando o motor, estamparias e até partes do interior.
Existem chances desse modelo vir caso seja produzido no México. Porém o mais certo é que teremos a picape chinesa.




A Volkswagen está desenvolvendo a nova Amarok usando a Maxus Terron 9 como base. Os protótipos flagrados apontam que a sessão central da picape será igual a da chinesa, mas o desenho da dianteira e da traseira serão exclusivos.
Assim como a Nissan Frontier Pro, a nova Amarok será bem maior que o modelo atual. A Maxus Terron 9 mede 5,50 m de comprimento, 1,99 m de largura, 1,86 m de altura e 3,30 m de entre-eixos.
Mas parece que a VW fez bem seu dever de casa e viu que o segmento de picapes não aceita bem a eletrificação, conforme o fracasso da BYD Shark mostrou. A nova Amarok seguirá com o motores turbodiesel, com o retorno do 2.0 TDI junto de um sistema híbrido leve.
Segundo o portal Autos Segredos esse motor será acompanhado de outro diesel sem eletrificação e de uma versão híbrida plug-in. Uma curiosidade da picape é ter a caçamba integrada a cabine, mesmo utilizando chassi. Assim como era na Chevrolet Avalanche.
O lançamento dessa Amarok com base chinesa será em 2027. A caminhonete será produzida na Argentina, como a atual. Junto virá uma van, também com origem chinesa e motor diesel da marca alemã.




A história da Fiat Titano é curta e cheia de reviravoltas. Ela começou em 2020 como uma parceria entre a PSA e a Changan, que resultou na Peugeot Landtrek.
A marca francesa trabalhava em colocar o seu motor 2.2 turbodiesel Blue HDI na picape para poder vendê-la no Brasil. Durante esse desenvolvimento a PSA se fundiu com a FCA, criando a Stellantis.
Sob nova gerência, viram que seria melhor vender essa picape chinesa como Fiat, já que a marca italiana possui boa fama com a compacta Strada e a intermediária Toro. Ela foi lançada com o motor francês mesmo, com um acerto de suspensão muito duro e baixo desempenho.
Nos bastidores uma atualização já estava a caminho, com a troca do 2.2 Blue HDI pelo 2.2 Multijet da Fiat, que é mais potente e econômico. A mecânica também recebeu um câmbio automático de 8 marchas e nova caixa de transferência.
A suspensão foi acertada pela engenharia brasileira para ficar mais confortável e até as fixações da cabine no chassi mudaram. De chinês só restou a estrutura básica do chassi.
A origem chinesa da Fiat Titano ainda aparece na cabine, com o layout da central multimídia e outros pormenores. A produção dela na Argentina ainda usa muitos componentes importados, mas a Stellantis está com um plano de nacionalização.

No final de 2025 foi apresentada a Ram Dakota, irmã mais luxuosa da Fiat Titano. Mecanicamente são idênticas, as mudanças são no estilo da dianteira e no painel.
No lugar de desenvolver uma peça toda nova, a Stellantis adotou o painel da Changan Hunter reestilizada, com tela da central multimídia integrada ao painel de instrumentos e acabamento melhora.
Ainda é possível notar a origem chinesa em detalhes como a pouca quantidade de botões no painel e no layout do quadro de instrumentos. Pelo menos conseguiram dar mais identidade a Dakota, enquanto a irmã possui alguns elementos que remete aos carros da Peugeot.
Por enquanto essas são as únicas caminhonetes com origem chinesa que são ou serão vendidas por marcas tradicionais no Brasil. Também teremos várias vendidas pelas próprias chinesas, mas aí já é outro assunto.
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