Quem está disposto a não gastar mais dinheiro com gasolina ganhou várias opções novas em 2025, principalmente abaixo de R$ 200 mil
Os carros elétricos estão caindo no gosto do brasileiro, principalmente por terem o custo por km rodado baixíssimo para quem roda apenas na cidade. Antes de 2023 era preciso desembolsar mais de R$ 150 mil para ter o carro elétrico do Brasil, hoje eles estão bem mais acessíveis.
A porta de entrada para esse mundo é com carros subcompactos de vocação urbana. Mas eles se diferenciam dos 1.0 populares por trazem um ambiente mais tecnológico e algumas soluções mais criativas.
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Esses carros elétricos mais baratos podem ser ferramentas úteis para quem usa o veículo como ferramenta de trabalha. O gasto com energia para quem roda muito é menor que o com combustível,
Os carros elétricos também possuem a vantagem da manutenção ser menor, já que o seu motor não exige ajustes periódicos. Os serviços consistem em checar a suspensão, o filtro de cabine e o único fluído que precisa ser trocado é o de arrefecimento da bateria, que pode durar mais de 100 mil km.
No final de 2025 tivemos o lançamento de novos carros elétricos no Brasil, muitos com preços acessíveis. Confira a tabela atualizada:

O carro mais barato do Brasil é o Renault Kwid e o elétrico mais barato é o Kwid E-Tech. Apesar de compartilharem a carroceria e o nome, eles são bem diferentes em outros aspectos.
O modelo elétrico foi atualizado para a linha 2025 com desenho atualizado e um interior novo. Com isso vieram equipamentos como o painel 100% digital e personalizável, central multimídia com tela de 10 polegadas e pacote ADAS.
Além dessas novidades, o Kwid E-Tech também traz seis airbags, vidros elétricos nas quatro portas e porta-malas de 290 litros. Sua bateria de 26,8 kWh é pequena, menor que a de alguns híbridos, resultando em apenas 180 km de autonomia. O lado positivo disso é que ela é recarregada rapidamente.

O BYD Dolphin Mini é o carro elétrico mais vendido do Brasil. No final de 2025 foi lançada a versão de entrada GL, com bateria menor e preço reduzido em R$ 1.000.
O comprador perderá 30 km de autonomia no ciclo do Inmetro levando essa versão, mas o pacote de equipamentos não muda. A grande vantagem do Dolphin Mini GL é que apenas ele poderá receber descontos para taxistas e PcD dados pela BYD, enquanto no GS o consumidor só tem as isenções garantidas por lei.
Apesar de ser pequeno, o BYD Dolphin Mini conta com bom espaço para os ocupantes e agora é homologado para 5 ocupantes. Ele traz banco do motorista com regulagem elétrica, carregador de smartphone por indução, central multimídia giratória, câmera 360°, 6 airbags, freios a disco nas quatro rodas e rodas de liga leve.

Apesar do preço similar ao do BYD Dolphin Mini, o novo Geely EX2 é rival do Dolphin. Seu porte é de hatch compacto tradicional, com bom espaço para cinco ocupantes e um porta-malas 375 litros, complementado pelo dianteiro de 70 litros.
O Geely EX2 conta com um motor elétrico mais eficiente no consumo de energia e peso baixo, de 1.300 kg, por isso consegue a autonomia de 289 km mesmo com bateria menor que o rival. Sua tração é traseira, ajudando nas arrancadas em subidas e também permite um diâmetro de giro menor .
A versão de entrada do Geely EX2, a Pro, vem com rodas de aço com calotas, faróis full-LED, sensor crepuscular, saídas de ventilação para o banco traseiro, câmera de ré, chave presencial e 6 airbags.

O JAC E-JSI1 já foi o carro elétrico mais barato do Brasil, até a chegada de rivais conterrâneos com preços agressivos. Hoje ele caiu algumas posições na tabela, seguindo com o mesmo conjunto oferecido desde o lançamento.
Ele segue a fórmula de carro subcompacto urbano, com bateria pequena e autonomia de 181 km. Quando comparado ao Renault Kwid E-Tech e ao BYD Dolphin Mini há uma vantagem no torque, mas a potência é menor.
O JAC E-JS1 traz ar-condicionado, banco traseiro bipartido, central multimídia, chave presencial, cruise control, airbag duplo, câmera de ré, sensor de estacionamento traseiro e rodas de liga leve.

O BYD Dolphin foi o carro que popularizou os elétricos no Brasil. Seu preço segue o mesmo desde o lançamento, mas o volume de vendas caiu após a chegada do Dolphin Mini.
Ele se destaca pelo espaço interno digno de sedã médio, graças ao entre-eixos de 2,70 m. O porta-malas tem 345 litros de volume, valor bom para um hatch.
A linha 2026 do hatch ganhou regulagem elétrica no banco do motorista, retrovisores com rebatimento elétrico, carregador por indução, regulagem de profundidade do volante e função um-toque nos vidros elétricos. Ele manteve o ar-condicionado automático, faróis full-LED, 6 airbags e câmera 360°.

A GWM entrou no segmento de carros elétricos com uma proposta mais premium. O Ora 03 possui estilo retrô e um interior bem caprichado, buscando um apelo mais passional do público.
Seu conjunto mecânica conta com um potente motor de 171 cv, que faz ele acelerar de zero a 100 km/h em 8,2 segundos. Devido a essa força maior, ele consome mais energia, por isso a autonomia fica em 232 km na versão Skin.
A versão de entrada já vem bastante recheada, contando com pacote ADAS, teto solar panorâmico, faróis full-LED, 7 airbags, sensor de chuva, rodas de 18 polegadas e câmera 360°. A linha 2026 ganhou estepe, serviços conectados, atualizações remotas e o teto solar deixou de ser opcional.

A MG Motor é uma marca que nasceu na Inglaterra em 1924, mas hoje é chinesa. Ela chegou oficialmente no Brasil em 2025, após uma passagem rápida através de uma importadora independente.
O modelo de entrada é o MG4 Comfort, lançado durante o Salão do Automóvel. Ele é um hatch médio com motor no eixo traseiro e oferece a maior autonomia dentre os carros listados aqui: 364 km.
Seu desempenho também está entre os melhores, com a aceleração de zero a 100 km/h sendo cumprida em 7,2 segundos. Essa versão conta com faróis full-LED, sensor de estacionamento, câmera de ré, serviços conectados, central multimídia com espelhamento sem fio, navegador nativo e porta-malas de 350 litros.

A Chevrolet traz dois carros elétricos luxuosos do México, o Equinox EV e o Blazer EV, já o seu modelo mais barato é o Spark EUV montado no Ceará em SKD. Apesar da gravatinha na dianteira, ele é um modelo chinês, da Baojun.
A filial brasileira realizou a calibração do powertrain, da suspensão e dos sistemas ADAS para agradar mais ao gosto local. Diferente dos carros elétricos chineses dessa faixa de preço, o Spark EUV é um SUV.
Esse formato de carroceria garante um pouco mais de espaço interno e o porta-malas fica em 355 litros. Ele traz seis airbags, pacote ADAS, câmera 360°, sensores de chuva e crepuscular.

O GAC Aion ES é o sedã elétrico mais barato do Brasil e um dos raros carros com essa combinação de carroceria e motorização fora das marcas premium. O seu foco é nas vendas diretas para taxistas, motoristas particulares e empresas.
Isso explica o conjunto que combina motor fraco, de apenas 136 cv, com uma bateria grande. O pacote de equipamentos é estranho, contando com apenas quatro airbags, painel analógico, central multimídia apenas com espelhamento para Apple Carplay e dois alto-falantes.
Mesmo sendo o carro mais barato da GAC, o Aion ES emplacou apenas 38 unidades em 2025.

A Leapmotor é uma startup chinesa de carros eletrificados que hoje pertence a Stellantis. O grupo europeu dono de Fiat, Jeep, Ram, Peugeot, Citroën e outras trouxe essa marca com dois SUVs: o médio B10 e o médio-grande C10.
O Leapmotor B10 é o carro mais barato da marca no Brasil hoje e vem em versão única, 100% elétrica. Ele é também o mais acessível em seu segmento, onde as opções rondam a faixa de R$ 200 mil.
O seu motor de 218 cv é montado no eixo traseiro e a bateria é generosa. Ele traz de série um pacote bem completo, com assistentes ADAS, rodas de 20 polegadas, central multimídia com tela de 14,6 polegadas, teto solar panorâmico, 7 airbags, serviços conectados e porta-malas dianteiro.
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