Ter a comodidade de não precisar trocar as marchas está cada vez mais desejável com o trânsito cada vez mais caótico das cidades
Há duas décadas que os carros com câmbio automático deixaram de ser vistos como bomba ou apenas como veículos para PcD no Brasil. Hoje eles são maioria nas vendas e até mesmo no mercado de usados são mais procurados.
Quem procura um carro novo não precisa mais desembolsar valores elevados para levar o câmbio automático em alguma versão topo de linha. Os carros de entrada já estão equipados dessa forma e com preços começando em R$ 100 mil.
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Listamos a seguir os 10 carros com câmbio automático mais baratos do Brasil. A lista surpreende pela diversidade, com hatches, sedãs e SUVs, podendo ter powertrain elétrico, turbo ou aspirado. A variedade existe até nos tipos de câmbio, com automático epicíclico tradicional, CVT e dupla embreagem, felizmente não há mais os automatizados.

A Renault atualizou o Kwid E-Tech para a linha 2026 no final do ano e manteve o preço de R$ 99.990. Junto do visual novo veio um painel mais moderno, o pacote ADAS, quadro de instrumentos digital e uma central multimídia melhorada.
O Kwid E-Tech é também a forma mais acessível de ter um carro elétrico e de ter os assistentes ADAS. Ele conta com seis airbags, ar-condicionado, vidros elétricos nas quatro portas, cruise control e regulagem elétrica dos retrovisores. A autonomia de 180 km e os 65 cv demonstram que esse é um carro essencialmente urbano.

Se um carro elétrico não atender ao seu uso, a forma mais acessível de ter um carro automático no Brasil é com o Citroën C3 You. Essa versão é a única do hatch com motor 1.0 turbo e seu câmbio é o CVT Aisin com simulação de 7 marchas.
Por pesar apenas 1.122 kg, ele é o carro mais rápido do Brasil até R$ 160 mil. A aceleração de zero a 100 km/h é feita em 8,2 segundos. Por ser a versão de topo do C3, o modelo You conta com ar-condicionado automático, central multimídia, painel digital configurável, faróis de neblina, rodas de liga leve, bancos em vinil, vidros elétricos nas quatro portas e cruise control.
O C3 tem espaço interno bom e porta-malas de 315 litros. Ele só peca na segurança, conta apenas com o que é exigido por lei.

O Fiat Argo é um hatch à moda antiga, com carroceria mais convencional que a do C3, motor 1.3 aspirado e visual comedido. O modelo Drive vem equipado com o essencial: ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros, cruise control, computador de bordo, central multimídia e faróis full LED.
Se quiser rodas de liga leve, vidros elétricos na traseira, retrovisores elétricos, chave presencial, faróis de neblina e ar-condicionado automático será preciso pagar R$ 4 mil a mais pelo pacote S-Design. O motor 1.3 aspirado do Argo é famoso pela confiabilidade e pela economia de combustível, seu desempenho não faz feio, mas não empolga como os 1.0 turbo.

O Peugeot 208 sempre foi um carro bonito, bem equipado e bom de dirigir, mas o motor 1.6 aspirado não empolgava. O 1.0 turbo da Fiat que equipa o modelo agora caiu como uma luva e aproveita melhor o excelente conjunto que os franceses criaram.
Na linha 2026 o compacto teve as versões reorganizadas e a Active agora conta com motor turbo. Ela vem com rodas de liga leve, central multimídia, sistema de som com seis alto-falantes, vidros elétricos nas quatro portas e quatro airbags. O espaço interno é apertado para que vai no banco de trás, mas para quem não for levar passageiros pode ser uma boa pedida.

O Citroën Basalt é o SUV automático mais barato do Brasil e tem o conjunto que lembra muito os sedãs. Os seus principais atrativos são o espaço interno e o porta-malas com 490 litros de capacidade.
Essa versão é equipada com o mesmo 1.0 turbo do C3 You e do Peugeot 208. O pacote de equipamento é simples, mas já traz ar-condicionado, vidros elétricos nas quatro portas, quatro airbags, painel digital e central multimídia. Ele deve o cruise control.

A Volkswagen enxugou a oferta de versões do Polo com a chegada do Tera. Acima do modelo Track “pé de boi” está o Sense, com econômico motor 170 TSI e câmbio automático de seis marchas.
Essa versão traz um pacote de equipamentos até interessantes para o preço: ar-condicionado, quatro airbags, painel digital personalizável, central multimídia VW Play, chave presencial, saídas de ventilação para o banco traseiro, faróis full-LED, cruise control, apoio de braço dianteiro com porta objetos e sensor de ré. O único opcional é o jogo de rodas de liga leve.

A versão Autentic do Renault Kardian estreou em 2025 como a opção para PcD após a Evolution AT passar dos R$ 120 mil. Ela perde o protetor de cárter, o tampão do porta-malas, a iluminação do porta-luvas e as calotas passam a ser em preto brilhante para chegar nesse valor. Tudo isso pode ser recuperado junto da câmera de ré com um pacote opcional.
Apesar dos cortes estranhos, a versão automática mais barata do Kardian já traz seis airbags, ar-condicionado automático, cruise control, painel digital, central multimídia, ajuste elétrico dos retrovisores, vidros elétricos nas quatro portas, sensor de ré, faróis full-LED e banco traseiro bipartido.

O Fiat Pulse Drive completa a oferta de SUVs de entrada com câmbio automático abaixo dessa lista, o Volkswagen Tera ainda cobra um valor elevado para ter essa opção. O modelo da marca italiana se difere do rival Renault Kardian por ter uma opção de motor aspirado, o 1.3 Firefly.
O desempenho fica atrás do 1.0 turbo, mas ele compensa na economia de combustível. O pacote de equipamentos já inclui quatro airbags, painel analógico com computador de bordo, ar-condicionado automático, vidros elétricos nas quatro portas, apoio de braço dianteiro, cruise control e bloqueio do diferencial TC+.

A Chevrolet foi uma das responsáveis pela popularização do câmbio automático no segmento de carros compactos. O Onix de primeira geração trazia uma caixa de seis marchas que se destacava diante das automatizadas da concorrência e da famigerada AL4 das marcas francesas.
Hoje para ter esse equipamento no Onix é preciso levar a versão AT Turbo. Ela já traz a central multimídia MyLink com serviços conectados e roteador WiFi, seis airbags, chave presencial, cruise control e sensor crepuscular.

Com o fim do Toyota Yaris, o carro japonês do Brasil passou a ser o Honda City, que é vendido apenas com câmbio automático. Tanto o hatch quanto o sedã partem de R$ 117.500 na versão LX, cabe ao comprador escolher se prefere o porte mais compacto e os bancos modulares, ou o grande porta-malas de 519 litros.
O Honda City LX é o único sem o pacote ADAS Honda Sensing, sem o freio de estacionamento eletrônico, sem o cruise control e com rodas de 15 polegadas. A chave presencial, os seis airbags, a câmera de ré, o sensor crepuscular, o apoio de braço traseiro e a central multimídia foram mantidos.
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Parabéns à Honda, que manteve a linha City (sedan e hatch) pra quem não quer a modinha-“suv”.
Quem vacilou foi a Toyota ao tirar de linha os Yaris sedan e hatch, pra nos empurrar um novo “suv” e com preços de Corolla.