Consolidação das marcas chinesas no mercado brasileiro impactou o segmento de novos, mas também alterou o panorama de usados
Sem alarde, os carros chineses estão redesenhando os gráficos de vendas do mercado automotivo brasileiro, seja na categoria de novos quanto na de usados. Marcas ainda pouco familiares, e, mesmo assim, cada vez mais desejadas, vão ganhando as ruas das cidades, deixando no retrovisor o tempo em que carro chinês era visto com desdém e até um certo preconceito.
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Com design moderno, tecnologia embarcada e preços competitivos, marcas como BYD, GWM, Chery e JAC Motors já fazem parte da decisão de compra de milhares de brasileiros, ocupando o topo dos rankings de mais vendidos.
Esse avanço aparece nos números. Veículos chineses já representam 7,8% do mercado brasileiro, segundo dados de emplacamentos de agosto da Anfavea. Nas importações, a liderança é ainda mais evidente: de acordo com a Análise Setorial de outubro, do Data OLX Autos, as importações de veículos chineses responderam por 44,3% do share entre janeiro e setembro deste ano, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os veículos argentinos ficaram em segundo lugar (23,7%), os mexicanos em terceiro (8,2%), os alemães em quarto (7,9%) e os Eslováquios em quinto (3,3%).
O movimento faz sentido. As montadoras chinesas estudam ampliar presença física no Brasil porque encontram aqui um ambiente mais favorável do que EUA e Europa: tarifas mais baixas, regulação um pouco menos politizada, demanda crescente por veículos eletrificados (sobretudo híbridos) e logística estratégica para atender o Mercosul. Hoje, já são mais de 12 fabricantes chineses operando no país, com expectativa de chegar a 16 até o fim do ano, segundo especialistas do setor automotivo.
As projeções indicam avanço consistente. A Bright Consultoria estima que a participação das marcas chinesas nas vendas do mercado brasileiro chegará a 8,8% em 2025, subirá para 10,3% em 2027 e deve alcançar 12,5% em 2030.
Do lado do consumidor, o cenário também mudou. As novas gerações se mostram mais abertas às tecnologias inovadoras e menos fiéis às marcas tradicionais. E a agenda ambiental é um aspecto importante nesse movimento.

No ranking por marcas, a Fenabrave aponta que a BYD lidera entre as chinesas e ocupa a 7ª posição geral em licenciamentos entre janeiro e agosto de 2025, com 5,49% de participação. A Caoa Chery aparece em 11º lugar, enquanto a GWM figura na 13ª posição. Segundo dados da Fenabrave e ABVE, os modelos chineses mais vendidos no período foram: Caoa Chery Tiggo 7, BYD Dolphin Mini, GWM Haval H6, BYD Song Pro e Caoa Chery Tiggo 8.
Na OLX, maior marketplace de classificados para automóveis do país, esse movimento já aparece de forma clara. No primeiro trimestre deste ano, o Caoa Chery iCar foi o carro elétrico usado mais vendido na plataforma, evidenciando a busca crescente por veículos compactos, eficientes e de fácil manutenção.
Com vendas em alta, valorização no mercado de usados e crescente aceitação do consumidor, as marcas chinesas estão redefinindo o jogo. Na OLX, acompanhamos essa mudança com atenção e fornecemos dados que ajudam consumidores e parceiros a tomarem decisões mais assertivas.
Os carros chineses já não são ponto fora da curva: viraram escolha concreta e disputada. Se antes o mercado era dominado por europeus, japoneses e americanos, agora o horizonte se abre para uma nova geração de veículos que une inovação, tecnologia avançada e um compromisso crescente com a sustentabilidade.
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Por enquanto os preços dos chineses estão ganhando, daqui a dois anos mesmo os usados não terão mais atrativos…