As importações paralelas podem servir de termômetro para as montadoras, apontando a necessidade de trazer carros em alguns nichos
A legislação brasileira permite a importação independente de carros novos ou com mais de 30 anos. Isso criou um mercado paralelo com as importadoras, que trazem modelos que não são vendidos oficialmente aqui para quem deseja ter exclusividade.
As vendas de carros importados de forma independente podem servir como um termômetro para as montadoras. O Chevrolet Camaro, o Ford Mustang e as picapes grandes com motor V8 faziam sucesso com esse público antes de virem oficialmente.
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Utilizando os dados de emplacamentos de 2025, fornecidos pela K.Lume Consultoria, levantamos os 10 carros mais vendidos através da importação independente. Alguns fizeram mais sucesso que carros vendidos oficialmente.

A General Motors do Brasil adorava trazer o Corvette para o Salão do Automóvel e sempre comentava que estava testando a receptividade. O sucesso da oitava geração nas importadoras independentes mostram que o fabricante está perdendo tempo em não trazê-lo.
O Corvette emplacou 138 unidades em 2025, ficando como o sétimo esportivo mais vendido do Brasil. Ele é vendido com preços entre R$ 1,3 milhão e R$ 2,2 milhões, depende da versão. Oficialmente seria mais barato.
O grande apelo do Corvette atual é que ele é um supercarro com motor central que custa um terço dos rivais europeus. A Chevrolet também melhorou o acabamento do seu esportivo na oitava geração, uma crítica antiga do público.

A Cadillac vai finalmente chegar oficialmente no Brasil em 2026. A marca de luxo da General Motors está em um processo de expansão global, que inclui até uma equipe de Fórmula 1 para dar visibilidade.
Mas o Escalade não está na lista, segundo o portal Autos Segredos ela irá focar em carros elétricos como o Optiq e o Lyriq. O SUV topo de linha da Cadillac sempre esteve entre os carros mais populares trazidos por importadoras independentes.
O Cadillac Escalade possui chassi separado da carroceria e tem arquitetura compartilhada com a Chevolet Silverado. Atualmente ele está mais refinado, com suspensão traseira independente e uma tela gigante ocupando todo o painel. Sob o capô está o tradicional V8 6.2, em versão aspirada ou com supercharger.

O Dodge Challenger é rival do Ford Mustang e do Chevrolet Camaro, mas nunca veio para o Brasil oficialmente. 2025 foi seu último ano de vendas, marcado por várias edições especiais, e 83 unidades dele vieram para o Brasil.
Ele ainda segue a receita antiga dos muscle cars, lembrando mais um sedã esportivo, enquanto os rivais tentam brigar contra modelos europeus como o BMW M4. As milhares de edições diferentes do Hellcat possuem mais de 770 cv e são otimizadas para corridas de arrancadas.

A Tesla Cybertruck foi o carro mais polêmico da década. Por baixo do desenho poligonal está uma plataforma elétrica de alta voltagem que abandona a ligação física entre o volante e as rodas, por dentro ela é minimalista e a carroceria é feita em painéis planos de aço inox.
Em 2025 vieram 23 unidades através da importação independente. Boa parte delas já devem estar nas garagens de influencers e jogadores de futebol.

Em 2025 a Dodge lançou um novo Charger elétrico, com a nova plataforma STLA L. Ele é vendido como cupê e sedã, substituindo também o Challenger.
Apesar de toda a polêmica sobre a motorização elétrica, 15 pessoas se interessaram pelo carro. Ou menos, já que os emplacamentos também consideram carros antigos que foram importados.

Os supercarros da McLaren costumam ser importados de forma independente com frequência para o Brasil. O Artura, que é parte da nova geração da marca, vendeu apenas uma unidade a menos que o rival Ferrari 296 GTB.
Esse esportivo utiliza um novo motor V6 biturbo desenvolvido em casa pela McLaren, que substitui o antigo V8 que era derivado de um motor Nissan de corrida. Ele também é híbrido plug-in, podendo rodar 31 km apenas com eletricidade.

A Chevrolet Suburban é sucessora direta da nossa conhecida Veraneio. Ela costuma ser importada por pessoas que acham o Cadillac Escalade chamativo demais ou por embaixadas.
Como já temos a Silverado vendido oficialmente, não seria difícil homologar a Suburban. Porém o volume de 10 unidades no ano parece ser desanimador para um fabricante.

O Hummer civil foi uma febre nos anos 90 e ganhou uma versão menos extrema com o H2. Mas ele rapidamente virou piada, por ser muito grande e ter consumo exagerado.
Agora ele virou uma picape elétrica, igualmente gigante e pesada. Várias unidades chegaram ao Brasil desde o lançamento em 2022, mas o número vem caindo por causa da igualmente exagerada Tesla Cybertruck.

O mercado de minivans grandes no Brasil possui apenas a Kia Carnival como opção através de meios oficiais. A Chrysler Pacifica veio em uma quantidade considerável, mas em 2025 ela sumiu e passou a bola para a Toyota Sienna.
Essa minivan criada com foco nos EUA é vendida apenas com motorização híbrida, a mesma do RAV4 e do Lexus ES 300h. O preço beirando R$ 1 milhão de uma nas importadoras faz a Kia Carnival parecer uma pechincha.

O Toyota Land Cruiser é um sucesso global e vendido pela marca em praticamente todos os mercados onde atua, exceto no Brasil. O SUV possui desde versões simples para o trabalho até modelos de luxo, todos com muita robustez e capacidade off-road.
Essas 6 unidades emplacadas em 2025 podem ter vindo todas através de embaixadas. Vários países possuem frotas de Land Cruiser para diversos usos oficiais.
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