5 vezes que a Chevrolet vendeu carros de outras marcas no Brasil
A General Motors do Brasil sempre seguiu uma linha lógica em sua gama, mas as vezes ela quebrou isso com importados bem aleatórios
A General Motors do Brasil sempre seguiu uma linha lógica em sua gama, mas as vezes ela quebrou isso com importados bem aleatórios
A Chevrolet do Brasil sempre vendeu carros de passeio com projeto da alemã Opel e a linha de pesados tinha origem nos modelos dos EUA. Na virada para a década de 2010 isso mudou com a adoção de projetos 100% locais e alguns modelos da filial coreana do grupo.
Atualmente ela vende alguns projetos que vieram da China, mas foram criados para serem vendidos como Chevrolet. É o caso do Onix e do Tracker. Já os importados são da matriz norte-americana.
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Em janeiros de 2025, durante as comemorações do centenário da General Motors do Brasil, foi anunciada a vinda do novo Spark EUV. Ele é um projeto da chinesa Baojun, que recebeu a gravatinha. E não é a primeira vez que a Chevrolet vendeu carros de marcas diversas por aqui com sua marca. Confira os casos:
O Spark EUV será lançado ainda em 2025. Ele é o Baojun Yep Plus com os emblemas trocados para os da Chevrolet e virá para brigar diretamente contra outros elétricos chineses, como o BYD Dolphin.
A Baojun é uma subsidiária da SAIC-GM-Wuling, a joint-venture que a General Motors possui na China. Apesar desse parentesco, o novo Spark EUV não compartilha componentes com os carros ocidentais do grupo, nem mesmo os botões do interior.
Ele virá como opção de carro elétrico mais competitivo, já que o Bolt não emplacou e a dupla Equinox EV e Blazer EV são modelos de nicho. Essa estratégia de importar chineses é a bola da vez entre as marcas tradicionais.
Antes de ser usado por um SUV compacto de tração dianteira, o nome Tracker foi estampado em um verdadeiro jipinho. A Chevrolet possuía uma relação com Suzuki, que incluía a produção do Grand Vitara em sua fábrica em Rosário, Argentina.
O Chevrolet Tracker derivado do Suzuki Grand Vitara foi vendido no Brasil de 2001 a 2004 com motor turbodiesel da Mazda. O desempenho era decepcionante e muitos compradores preferiam ir à concessionária da marca japonesa comprar a versão com motor a gasolina.
Em 2011 o Tracker voltou, dessa vez com motor 2.0 16v a gasolina com origem Suzuki. Aqui ele já não contava mais com a concorrência do Grand Vitara e conseguiu vendas melhores. O motor ajudou nisso.
Ele era um jipinho de verdade, com chassi separado da carroceria, tração 4×4 com reduzida e eixo rígido na traseira. Essas características fazem dele muito valorizado até hoje.
O Omega nacional era um carro da Opel com mudanças para aguentar as condições brasileiras, assim como o Corsa, o Vectra e o resto da linha nacional da época. Em 1998 ele saiu de linha por já estar datada, principalmente diante dos importados que já eram duas gerações à frente.
A Chevrolet não quis nacionalizar a segunda geração do Opel Omega e deu continuidade ao nome importando o Holden Commodore. Ele era feito pela filial australiana da GM e atravessava metade do planeta para figurar como topo de linha no Brasil.
O Holden Commodore era um carro mais adequado para encarar o Brasil, pois na Austrália também existe calor extremo, muita poeira e os motoristas não pegam leve com o carro. Os carros desenvolvidos por lá são famosos por serem robustos e com o Omega não foi diferente.
Tivemos duas gerações do Omega importadas da Austrália, a segunda veio em 2006 e foi vendida até 2011. Ele sempre foi equipado com motores V6, primeiro o 3.8 com origem Buick e mais tarde um moderno 3.6 desenvolvido em parceria entre a Holden e a Cadillac.
Hoje essa origem australiana é um desafio para os donos de Omega. As peças são difíceis de achar e muitos vendedores se recusam a despachar componentes para o Brasil. Nos modelos mais recentes é possível trazer algumas peças dos EUA, já que o Commodore foi vendido lá como Pontiac G8.
A General Motors só desenvolveu vans por conta própria nos EUA. São modelos grandes, com chassi derivado de picape, motores V8 e muito diferentes do que estamos habituados no Brasil.
Em 1992 ela começou a vender a Renault Trafic com os emblemas da Chevrolet, não mudaram nem o nome. Ela era equivalente às vans médias de hoje, como o Citroën Jumpy e o Fiat Scudo.
A produção do Chevrolet Trafic era na fábrica da Renault na Argentina. Ele foi o primeiro carro importado da marca após a abertura de nosso mercado.
O primeiro veículo nacional da General Motors no Brasil foi um caminhão. A marca tinha tradição nesse segmento desde os tempos que montava veículos em CKD.
Nos anos 90 ela decidiu separar a Chevrolet dos carros da Chevrolet que vendia caminhões, introduzindo a marca GMC. Isso veio junto de alguns investimentos no setor, como uma linha de produção dedicada aos pesados na fábrica de São José dos Campos (SP).
A linha da GMC no Brasil consistia em modelos menores derivados da Silverado, como o 6-100 e o 6-150 e os médios 12-170, 14-190 e 16-220 derivados do Topkick norte-americano.
A linha leve também incluía o 7-110, um caminhão de cabine avançada feito pela japonesa Isuzu. Essa família incluía um modelo maior, o 15-190. Eles eram montados no Brasil em regime CKD, com a cabine já vindo pintada do Japão.
Apesar da origem japonesa, no Brasil era usado um motor Caterpillar. Mesmo com bons atributos, a GMC não conseguiu recuperar o sucesso que a Chevrolet fazia no setor de caminhões e teve as operações encerradas em janeiro de 2001.
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