Autódromo foi o primeiro do Japão e foi palco de momentos históricos da Fórmula 1 e na carreira de Ayrton Senna
Um bom autódromo de Fórmula 1 precisa ser desafiador para explorar o talento dos pilotos e os limites dos carros. O circuito de Suzuka é um dos mais tradicionais na categoria e sempre rende corridas emocionantes.
Ele faz parte do calendário desde 1987 e foi palco para momentos históricos. O primeiro título de campeão de Ayrton Senna foi decidido na pista japonesa em 1988, que começou com o carro do brasileiro morrendo na largada. Para os brasileiros, Suzuka sempre significou o compromisso com a TV na madrugada de domingo.

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No ano seguinte ocorreu a controversa batida entre Senna e Alain Prost. Após o acidente, o brasileiro conseguiu voltar para os boxes e terminou a corrida em primeiro, mas teve a vitória anulada pela FIA por ter cortado uma chicane depois da batida, ajudando o francês a ser o campeão da temporada.
Esse autódromo só existe graças a Soichiro Honda, fundador do fabricante de veículos que leva seu sobrenome. O empresário disse em 1959 que os veículos não podem ser melhorados se não forem colocados em uma pista de corrida.
Na época a Honda produzia apenas motocicletas e queria construir um autódromo para poder testar modelos mais velozes. Ela também havia acabado de participar pela primeira vez do Tourist Trophy, na Ilha de Man.
Como o Japão não tinha um autódromo para ser usado como referência, a equipe responsável pelo projeto precisou visitar a Europa. Foi decidido que a pista deveria ter 6 km de extensão.
O local mais favorável para a construção foi a cidade de Suzuka, apesar da prefeitura ter interpretado o projeto das arquibancadas como um incentivo a apostas. Após algumas conversas a Honda convenceu as autoridades sobre a verdadeira intenção da pista.
O traçado do autódromo de Suzuka foi feito pelo holandês John Hugenholtz, que também criou a pista de Zandvoort. Ele foge do habitual por ter o formato de oito, é o único do tipo habilitado para a F1 atualmente.
A pista é marcada pelos longos trechos de alta velocidade, no traçado original a reta oposta após a curva Spoon terminava na curva aberta 130R e emendava na reta de largada. Em 1983 foi colocada a chicane Casio após a 130R para diminuir a velocidade.

Ela também possui seções bem únicas, como a sequencia de esses e o lento hairpin (grampo). A primeira curva possui raio decrescente e gera boas disputas.
O circuito de Suzuka foi inaugurado em 1962 com uma corrida que atraiu 100 mil espectadores. O local também começou a trabalhar como pista de testes da Honda. A fabricante japonesa é a proprietária da pista.
O entusiasmo de Soichiro Honda com a velocidade é visto também na forma como a marca começou a fazer carros. O primeiro modelo de produção seriada da marca foi o S500, um roadster esportivo com motor que chegava a 8 mil rpm.
Essa linhagem esportiva apareceu novamente em versões apimentadas do Civic e no cupê Prelude durante os anos 1970. O primeiro supercarro da Honda foi o NSX, que teve boa parte do desenvolvimento realizado em Suzuka e contou com a ajuda de Ayrton Senna.
A relação de Senna com Suzuka é tão intensa, que em 2013, os engenheiros da Honda reproduziram a volta perfeita do tricampeão em 1989. Eles utilizaram dados de telemetria para reproduzir com luzes de LED e o som do V10 Honda que equipava o McLaren MP4/5. O espetáculo tinha os exatos 1m38s041, que é o tempo de uma das melhores voltas de Senna no traçado.
Hoje essa é a única pista de testes de um fabricante a fazer parte do calendário da Fórmula 1.
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