As montadoras criam soluções para problemas que não existiam na necessidade de deixar o carro com aparência mais moderna
A ergonomia é um assunto que deveria ser sempre levado a sério nos carros. O ideal é acessar os comandos com facilidade e sem tirar tirar a atenção do trânsito. Mas hoje isso nem sempre é seguido, muitas marcas tentam reinventar as coisas ou colocam tudo em telas para economizar.
Isso é bem perceptível nos carros chineses, muitos trazem uma grande central multimídia que comanda tudo e não há botões físicos. Isso piora quando é preciso ficar alternando entre telas e menus para achar algo que poderia ser posicionado de forma mais simples.
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Sabemos que seria impossível ter botões para tudo nos carros modernos devido a quantidade de funções que possuem, principalmente em modelos mais caros. Mas os cinco comando que vamos listar a seguir não deveriam ser reinventados.

A ergonomia dos comandos do ar-condicionado chegou ao auge quando passaram a usar botões giratórios. Eles podem ser operados facilmente e servem tanto para os sistemas simples quanto para os automáticos.
Nos anos 2000 algumas marcas começaram a complicar, como a Honda, a Ford e a Volkswagen com os botões capacitivos. São aquelas teclas como as de um micro-ondas, sem feedback tátil. Hoje a Nissan entrou nessa onda com o novo Kicks.
Agora a situação piorou com o ar-condicionado sendo comandado pela central multimídia. Algumas marcas colocam atalhos ou deixam eles fixos na tela, porém existem modelos que exigem sair do espelhamento ou de outra função para acessar a tela da climatização.
Felizmente tem marcas que ouviram as criticas e estão voltando a usar botões físicos e fora da tela, como a Volkswagen e a BMW. Nesse ponto os carros de entrada irritam menos o motorista que os modelos de luxo.

O governo chinês proibiu as maçanetas eletrônicas e as embutidas por questões de segurança. Em casos de acidentes elas podem não funcionar, deixando os passageiros presos na cabine.
Abrir as portas sempre foi algo simples. Tanto a maçaneta interna quanto a externa puxam um caço de aço que libera a trava da porta. As eletrônicas trocam isso por atuadores.
Ou seja, além de poderem ser inseguras em caso de acidente, as maçanetas eletrônicas adicionam complicação. Existem outras formas de fazer o carro parecer moderno.

Desde a invenção dos vidros elétricos na década de 1940 os seus botões ficam nas portas, com o motorista podendo comandar todas as janelas. Ou eles ficam no console central, para facilitar a conversão em carros vendidos com volante à direita ou apenas para economizar fios.
Nos últimos anos a Volkswagen e a Volvo decidiram que os botões dos vidros eram simples demais e resolveram complicar. Nos elétricos da alemã e no EX30 existe apenas um par de botões, se quiser descer os vidros traseiros é preciso apertar um botão escrito “rear” para que os comandos passem a acionar as janelas posteriores.
Ou seja, o que era feito ao toque de apenas um botão passou a ser feito com dois. A Volkswagen pelo menos parece ter se arrependido disso e mostrou alguns conceitos com mais botões na cabine e quatro para os vidros elétricos.
Os chinesas criaram outra invencionice com esses comandos: alguns carros como o Jaecoo 7 e o Leapmotor C10 utilizam botões que precisam ser empurrados ou puxados na horizontal. Atualmente o padrão são de puxar ou apertar na vertical por causa de uma legislação dos EUA, mas como não existem carros chineses lá, esse tipo novo apareceu.

Os carros com regulagem elétrica dos retrovisores possuem um botão dedicado a isso, que pode ficar nas portas ou no painel. Ele permite um ajuste rápido, para o motorista encontrar a posição de dirigir sem ter muito trabalho, assim como as regulagens do banco e do volante.
Porém a Tesla decidiu eliminar praticamente todos os botões de seus carros e incluiu o dos retrovisores. A regulagem passou a ser feita pelos comandos do volante após acessar um menu de ajustes na central multimídia.
Isso foi copiado por marcas chinesas e pela Volvo no EX30, que é produzido na China. Isso possui diversas desvantagens, como não poder fazer um ajuste rápido com o carro em movimento.
Existe o lado positivo dessa regulagem ser salva junto da regulagem dos bancos em diferentes perfis. Porém carros com os botões tradicionais também podem salvar a posição dos retrovisores junto da memória.

A BMW fez uma alavanca de seta que voltava ao centro depois de ser acionada. Para cancelar era preciso dar um leve toque nela, mas se errar a mão o motorista sinalizava para a outra direção.
Isso gerou mais reclamações que elogios, tanto que a marca voltou a usar comandos tradicionais em seus carros. Porém esse fiasco dos alemães não serviu de lição para outras marcas, os chineses estão adotando esse esquema em peso.
Se você ver um carro dando seta sem necessidade ou alternado entre as direções, pode ser apenas um motorista “brigando” com essa alavanca.
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