Alguns são bem úteis e já fazem falta, mas outros viraram anacronismo e são poucos os fãs que sentirão a falta
Nos últimos 10 anos os carros nacionais ganharam muito conteúdo. O Renault Kwid, o carro mais barato do país, já vem com vidros elétricos, ar-condicionado, direção assistida e quatro airbags. Mas durante essa evolução, alguns equipamentos foram removidos dos carros e você nem percebeu.
Alguns cortes podem ser justificados com a vinda outras alternativas ou com a mudança nos hábitos do público. O ganho em confiabilidade também permitiu a eliminação de alguns itens. Porém o corte de custos segue afetando, a mesma mão que dá um painel digital pode tirar outro item.
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A tomada de 12 volts é algo antigo nos carros, mas seu uso era para ser usada como acendedor de cigarros. A conscientização contra o tabagismo provocou o fim do cinzeiro e desse acendedor, mas a tomada foi mantida para energizar equipamentos.
Ela era muito útil antes das centrais multimídias, para ligar aparelhos de GPS, carregadores de celular, transmissores Bluetooth e outros acessórios. A conectividade no sistema de som trouxe junto as entradas USB, que diminuiu o uso da tomada 12 volts.
Nos últimos cinco anos algumas marcas começaram a remover o equipamento em seus carros. Ela não existe mais nos Fiat Pulse, Fastback e Toro, Ram Rampage, Jeep Compass, Renegade e Commander, Renault Kwid 2026 e Chevrolet Onix 2026.
Consultamos a Fiat sobre a eliminação da tomada de 12 volts, confira a resposta na íntegra:
A Fiat segue acompanhando a evolução do mercado, que tem priorizado soluções mais práticas, funcionais e conectadas ao estilo de vida atual dos consumidores. Atendendo às demandas dos nossos clientes, as entradas USB, tanto tipo A ou C, suprem a maioria das necessidades do dia a dia, oferecendo carregamento mais rápido e suporte a dados, eficiente e compatível com a maioria dos dispositivos eletrônicos.
Esse momento não é universal, muitas marcas seguem com a tomada de 12 volts junto das entradas USB. O Renault Boreal, por exemplo, mantém ela no porta-malas, enquanto a Honda colocou duas no novo WR-V, um para fileira de assentos. Picapes norte-americanas trazem um na caçamba.
A falta da tomada de 12v traz um problema para motoristas que possuem acessórios como geladeiras portáteis, navegadores e compressores de pneus que usam essa fonte de energia.

O superaquecimento do motor já foi uma preocupação mais frequente dos motoristas brasileiros. Ver vários carros parados soltando fumaça branca no acostamento era algo frequente em subidas de serra.
Nos carros modernos, onde o sistema de arrefecimento possui circuito fechado e controle eletrônico mais preciso, é mais difícil do motor ferver. Por isso, muitos fabricantes removeram o equipamento do painel, substituindo por uma luz que avisa o superaquecimento.
Mas sabemos que nem todos os motoristas confiam nessa luz, há a crença de que ela só acende quando a situação tá feia. A Chevrolet havia retirado o medidor, mas nos modelos atuais com painel digital o recurso voltou e mostrando a temperatura do líquido de arrefecimento.
Em carros que não tem o termômetro é possível adaptar um com facilidade utilizando a entrada OBD2. Mesmo sem mostrar no painel, a central do carro sabe a temperatura do líquido de arrefecimento.

Aquelas alças que ficam no teto dos carros são popularmente chamadas de “PQP”, em relação a uma expressão de susto. Elas são úteis para o acesso dos passageiros ou para se apoiarem.
Os primeiros carros a remover esse equipamento foram os populares. Na Volkswagen o equipamento foi retirado em quase toda a linha, até modelos médios e importados.
A Mercedes-Benz justificou que as alças foram removidas em seus elétricos pois o teto dos carros ficou mais baixo para ajudar na aerodinâmica. Mas nos carros compactos nacionais foi apenas corte de custos.
Felizmente a alça PQP está voltando nos carros da Volkswagen, começando pelo novo Tera. O SUV compacto trouxe algumas melhorias de acabamento como esse equipamento e uma porção em tecido nas portas.

Existem modernidades que começam em carros de marca premium e depois vai se popularizando. Há 20 anos a BMW eliminou a vareta de óleo em seus motores, colocando um sensor no lugar para o motorista conferir o nível pelo painel.
A Stellantis usou esse recurso em seu novo motor 2.2 turbodiesel, que equipa a Ram Rampage, Fiat Scudo, Fiat Toro, Jeep Commander, Peugeot Expert e Citroën Jumpy. No computador de bordo é possível verificar o nível do óleo lubrificante. As picapes com chassi, Ram Dakota e Fiat Titano, usam esse motor e possuem o equipamento.

Quer comprar um carro zero km com CD-player? A única alternativa é comprando o luxuoso Lexus ES 300h, por R$ 360.990. Até o início do ano tinha o Subaru Forester como alternativa.
O que ceifou a carreira do CD-player foi a conectividade dos sistemas de som modernos. Nem precisa ser uma central multimídia, o Volkswagen Polo Track traz um rádio FM com Bluetooth e entrada USB, podendo reproduzir o streaming dos smartphones ou conectar um pen-drive com milhares de músicas.
Os últimos carros produzidos no Mercosul a trazerem esse equipamento foram a Nissan Frontier S e a Volkswagen Amarok anterior ao face-lift atual. A Lexus tinha o CD-player em outros carros, mas removeu o item conforme foi atualizando eles. A nova geração do ES, apresentada no exterior, já está sem.
Algumas marcas possuem centrais multimídias que permitem instalar aplicativos de forma nativa. Dessa forma não é mais necessário espelhar o smartphone.
Carregar um porta CDs no console ou ter um disqueteira ficou no passado. Os audiófilos argumentam que a qualidade de reprodução da mídia física é superior, mas isso é contornado usando um pen-drive com arquivos de alta qualidade.
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Me pergunto, por que a foto de abertura da reportagem é de um carro da Fiat se os exemplos de carros “pelados” exibidos na reportagem são da GM e da Volkswagem. Aliás, até minha samambaia sabe que na Volkswagem o espelho retrovisor direito e a echadura na tampa de combustível eram itens OPCIONAIS.