As medidas externas não são tudo, existe um fator mecânico que faz alguns carros serem mais fáceis de manobrar que seus rivais
A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) formulou um novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular e retirou o teste de baliza. Agora o examinado precisa estacionar o carro ao final do percurso como algo mais natural, sem a exigência pesada que era feita anteriormente.
Muitos motoristas acharam essa mudança positiva nas redes sociais. O exame de baliza costuma ser um dos que mais reprovam, junto do controle de embreagem.
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Ainda assim, os motoristas precisarão realizar a manobra da baliza no cotidiano. No mundo real isso pode ser mais fácil graças a tecnologia, o sensor de estacionamento e a câmera ajudam, principalmente em carros maiores.
Mas não é só isso que faz o carro ser fácil de estacionar, uma olhada na ficha técnica já ajuda a saber sobre isso. O dado mais importante sobre isso é o diâmetro de giro, que representa o espaço necessário para dar uma volta completa com o volante totalmente esterçado.
Essa informação também pode ser encontrada como raio de giro, que é a metade do diâmetro de giro. Existem carros grandes que são fáceis de manobrar pois esterçam muito as rodas.

O comprimento do carro e seu entre-eixos são importantes para ter uma noção da facilidade de manobrar, mas isso pode ser compensado. O mais determinante acaba sendo o quanto que as rodas esterçam.
Esse ângulo é determinado no projeto do carro pelo sistema de direção e, nos carros de tração dianteira, pelas juntas homocinéticas. Geralmente carros com tração traseira esterçam mais, porém isso não é regra.
Um exemplo disso são as vans médias da Stellantis, como a Fiat Scudo. Elas esterçam as rodas em um ângulo grande para facilitar as manobras. O diâmetro de giro delas é de 12,4 metros, apenas 20 cm maior que o da Fiat Toro — que é mais curta.
E falando na picape da Fiat, ela é conhecida por se difícil de manobrar por causa do diâmetro de giro grande. Ela compartilha a plataforma com os Jeeps Renegade, Compass e Commander, que possuem o mesmo sistema de direção.
Carros com tração traseira são os que mais se destacam. O Chevrolet Omega nacional, mesmo medindo 4,73 m de comprimento, tem diâmetro de giro de 10,1 m. Como comparação, o Chevrolet Onix hatch atual precisa de 10,6 m para dar uma volta completa.
Alguns carros elétricos possuem o motor no eixo traseiro e aproveitam isso para permitir um esterçamento maior. O novo Geely EX2 é um exemplo disso, com diâmetro de giro de 9,9 m.
Vamos listar aqui alguns carros nacionais recentes que possuem diâmetro de giro pequeno. Essa informação é útil para quem tem vaga pequena em casa ou não quer ter trabalho na hora de estacionar.

Apesar de serem os preferidos para o uso urbano, muitos hatchbacks compactos possuem diâmetro de giro maior que 10 metros. Perceba na lista abaixo como modelos mais espaçosos como o o Nissan March e o Honda Fit são mais fáceis de manobrar que o diminuto Renault Kwid.

Apesar de parecerem mais volumosos, muitos SUVs compartilham comprimento, largura e entre-eixos com os hatches. Para quem sai de um sedã pode ser até mais fácil manobrar, mas é preciso tomar cuidado com apliques e estribos.
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