Lançado no fim dos anos 1960, o GT-R era a versão de alto desempenho do Skyline e se tornou a personificação do esportivo japonês
A Nissan anunciou o fim da produção do Nissan GT-R (R35), um supercarro lançado em 2007, que inclusive chegou a ser vendido pela marca no Brasil por um breve período. O modelo representava o ponto alto da marca japonesa e teve diversas versões em quase 20 anos de produção.
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Ao longo de seus 18 anos, o GT-R passou por metamorfoses, mas sem trocar de carroceira e muito menos de motor. O poderoso V6 biturbo 3.8 evoluiu de potência que variava de 480 cv a 720 cv. Ao longo de sua trajetória, a geração R35 vendeu aproximadamente 48 mil unidades, o que fez desse carro um sucesso no mercado de superesportivos.
Mas o GT-R é um carro com histórico bem mais amplo. Ele surgiu há 51 anos, como uma versão esportiva do pacato Skyline, dando início à dinastia de um carro que por décadas era exclusivo do mercado japonês e que ajudou ampliar a aura do modelo.
O Nissan Skyline nasceu nos anos 1950 como sedã familiar da Prince Motor Company, que foi incorporada pela Nissan em 1966. Em 1969, a marca decidiu criar uma versão de alto desempenho, dando origem ao Skyline GT-R (Gran Turismo Racer), que se tornaria um dos nomes mais icônicos da indústria automotiva japonesa.
O primeiro GT-R apareceu em 1969, equipado com o motor S20, um seis cilindros em linha 2.0 de 160 cv, derivado de motores de competição. Inicialmente lançado como sedã de quatro portas e, em 1971, também como cupê, o modelo conquistou mais de 50 vitórias em pistas japonesas, estabelecendo a reputação esportiva da sigla GT-R.
A segunda geração do esportivo foi lançada em 1973, com estilo fastback, pegando carona na moda dos muscle cars, como o Mustang, o cupê, mantinha o motor S20, mas sua produção foi interrompida após apenas 197 unidades, devido à crise do petróleo e novas normas de emissões. Tornou-se uma das versões mais raras da história do GT-R.
Apesar de ter tirado o GT-R de linha, a Nissan não aposentou o Skyline, que seguia firme no mercado, mas com opções mais pacatas e eficientes. Inclusive, a carroceria fastback continuou em linha até 1977, quando a família passou por nova reformulação.
Nas gerações seguintes, a Nissan buscou esportividade nas versões cupê do Skyline, como o 2000 GT-EX, da geração C210, o RS-X Turbo (da geração R30) e o 2000 GTS-R, da geração R31.
Após 16 anos sem GT-R, a Nissan retomou o projeto em 1989 com o R32, que revolucionou o segmento. Equipado com o motor RB26DETT, um seis cilindros 2.6 biturbo com cerca de 280 cv (limite informal do mercado japonês, para atender as exigências de emissões do governo), o modelo trazia tração integral ATTESA E-TS e direção nas quatro rodas Super-HICAS. Ou seja, há mais de três décadas a Nissan já utilizava uma tecnologia que ainda hoje é relegada a carros de luxo. O R32 dominou as pistas de turismo japonesas e ganhou o apelido de “Godzilla” pela imprensa australiana.
O R32 chegou numa época em que esportivos japoneses viviam seu auge. A Toyota tinha se tornado referência no WRC, ao lado da Mitsubishi e também da Subaru. A Honda vivia seus anos de ouro na Fórmula 1, equipando os McLaren de Ayrton Senna e Alain Prost.
Para não perder o embalo, em 1995, o GT-R evolui novamente. O R33 manteve o motor RB26DETT, mas trouxe melhorias em aerodinâmica, rigidez estrutural e segurança.
Embora fosse mais pesado que o R32, oferecia melhor estabilidade em alta velocidade. Foi também o primeiro GT-R a registrar tempos de volta oficiais em Nürburgring, consolidando sua reputação global.
A última geração do Skyline GT-R, antes da transição para o GT-R R35, ficou marcada pela evolução eletrônica. Mantinha o motor RB26DETT de 280 cv, mas contava com câmbio manual de seis marchas, painel multifuncional digital e controle avançado de tração. Seu design agressivo e sua presença em videogames e filmes, como Velozes e Furiosos, fizeram do R34 um dos carros japoneses mais cultuados da história.
O R34 era tão cobiçado que, em 2005, a própria Nissan resolveu recomprar exemplares em bom estado de conservação (e menos de 30 mil km rodados) e aplicar uma severa preparação, que foi batizada de Z Tune. Apenas 20 unidades foram produzidas, que receberam melhorias aerodinâmicas, de suspensão e no motor, que foi otimizado para entregar 500 cv e 55 kgfm de torque.
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