Clássico americano, Kenworth W900L dá adeus após 63 anos em produção
Além do 'gigante', os modelos T800 e C500 também são retirados da linha devido a novas normas de componentes é emissões
Além do 'gigante', os modelos T800 e C500 também são retirados da linha devido a novas normas de componentes é emissões
Existem carros, motos e caminhões que são excelentes, a ponto de querermos que os mesmos sejam produzidos quase que eternamente. Alguns, de fato, parecem seguir esse caminho, e um belo exemplo é o Kenworth W900, que está em produção há mais de 60 anos. No entanto, agora chegou a hora de dar adeus.
No final do mês de fevereiro, um documento interno destinado às concessionárias da marca Kenworth já informava que os modelos W900, T800 e C500 seriam retirados de linha. O que vazou foi apenas parte do documento confidencial, sem muitas outras informações.
VEJA TAMBÉM:
Entretanto, na última semana, a Kenworth divulgou oficialmente o encerramento da produção dos três modelos citados, devido a novas normas de emissões e outros aspectos regulatórios de materiais que entrarão em vigor em 2027. Ou seja, assim como a Kombi saiu do Brasil por novas normas, a Kenworth perdeu três modelos.
O W900, modelo mais famoso da lista, entrou em produção em 1963 e teve mais de 280 mil unidades vendidas. Além de conquistar as estradas americanas, também ganhou espaço na televisão, sendo um dos astros do filme “Smokey and the Bandit”, conhecido no Brasil como “Agarre-me se Puderes” ou “Os Bons e os Maus”.
Em 1982, o W900 recebeu sua segunda geração, com poucas mudanças visuais, o que ajudou a manter sua popularidade. Essa nova fase recebeu o nome “B”, tornando seu nome técnico W900B.
Pouco mais de 10 anos depois, em 1993, o modelo ganhou uma nova cabine, chamada AeroCab, que tinha um design mais aerodinâmico e conferia um toque extra de modernidade ao modelo. Além disso, o interior foi renovado, mas sem se distanciar muito do desenho original. Nos anos 2000, o modelo ganhou o que pode ser considerado sua terceira geração, mantendo a mesma cabine, mas com novas opções e um interior atualizado, que persiste até os dias de hoje.
Durante a MATS 2025, a Kenworth anunciou a série limitada Legacy, que presta um verdadeiro tributo ao W900. Serão apenas mil unidades numeradas de 1000 a 0001, em uma contagem regressiva simbólica. O modelo contará com um para-choque frontal cromado mais fino, remetendo às versões dos anos 60.
Vídeo da série limitada Legacy:
O modelo terá um acabamento interno exclusivo chamado Diamond VIT. O volante, revestido em couro, exibirá o logotipo “Legacy”, assim como os bancos. O painel e as portas também contarão com o logotipo “Legacy”. Não menos importante, os pedais serão cromados e também trarão o logotipo.
Como opção de cabine, o modelo será oferecido nas versões Extended Day Cab, Flat Top 72 e Studio Sleeper 86.
Na parte de pintura, a Kenworth remete ao passado e oferecerá 11 opções de cores, todas inspiradas em edições limitadas lançadas nos 63 anos de produção. As opções são: Vit 63, Yukon, Comet, ICON900, Yosemite, Liberty, VIT 200, Shasta, OH Canada, Midnight Sun e Golf Nugget.
Na parte mecânica, a Kenworth também preparou uma surpresa: o motor Cummins será pintado de bege e será padrão nas mil unidades produzidas. Outros acessórios também estarão disponíveis para o modelo.
A retirada dos modelos ocorre devido ao novo pacote de normas de emissões, conhecido como GHG3 (Greenhouse Gas Emissions Standards for Heavy-Duty Vehicles-Phase 3), que exige que uma porcentagem das vendas totais de uma fabricante seja convertida em modelos de emissões zero a cada ano. Com isso, era esperado que, até 2032, 40% dos caminhões vendidos fossem de emissões zero.
Para a American Trucking Associations e outros críticos, a GHG3 basicamente obriga as montadoras a venderem cada vez mais modelos zero emissões, mesmo sem uma infraestrutura adequada para tal modelo de negócio.
No início do mês, foi anunciada uma revisão total das metas de emissões, o que foi amplamente comemorado pelas associações de caminhoneiros.
Embora o fim do W900 possa causar certo espanto e melancolia para muitos, a Kenworth já planejava encerrar sua produção. Em 2018, a montadora apresentou o W990, modelo que deveria ser seu substituto. No entanto, a recepção do mercado não foi das melhores. Entre as reclamações, destacava-se a cabine de 2,1 metros de largura, que era integrada ao dormitório.
O W900, por sua vez, possuía uma cabine de 1,9 metros, separada do dormitório, o que facilitava manutenções severas e a implementação de diferentes configurações de dormitório. Com isso, é possível que o W990 receba kits de modificação para deixá-lo mais próximo do W900.
👍 Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:
![]() |
![]() |