Equipe da Aston Martin começou 2026 tendo problemas com o motor Honda, veja cinco vezes que algo similar ocorreu no passado
A Honda é um dos fornecedores de motores mais tradicionais da F1 e já contribuiu no sucesso de vários campeões. Mas o fabricante começou a temporada 2026 muito mal: o seu V6 turbo está tornando a vida da Aston Martin difícil nesse início de temporada.
O novo motor V6 turbo da Honda para a Fórmula 1 sofre com vibrações excessivas, isso causa problemas com a bateria e colocou os pilotos em risco de correr danos permanentes nos nervos. A Aston Martin gastou todas as suas peças sobressalentes durante os treinos do GP da Austrália.
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O piloto Fernando Alonso completou apenas 21 das 58 voltas da corrida até parar por falha mecânica. Já seu companheiro Lance Stroll parou por problemas, mas conseguiu terminar a corrida completando 43 voltas.
Esse infortúnio da Honda pode ser temporário, já que a marca está trabalhando para resolver os problemas. A Aston Martin já cogitou procurar outro fornecedor caso não resolvam.
Outras fábricas tradicionais de carros já forneceram motores para a F1 no passado. As cinco abaixo não tiveram sucesso, passando dificuldades como as da Honda.

A Porsche coleciona troféus nas 24 Horas de Le Mans, competições de turismo e até mesmo rem ralis. Mas na F1 ela só foi bem com o V6 turbo feito com a TAG, uado pela McLaren. Quando fez uma incursão solo não teve tanta sorte.
Ela fez um motor V12 aspirado para a temporada de 1991, projetado pelo lendário Hans Mezger. Ele foi projetado para ser usado pela Arrows Footwork.
O motor V12 Porsche participou de seis corridas na temporada de 1991. Nenhum dos três carros equipados com ele terminaram as corridas não foram classificados.
Ele era mais pesado que os outros V12, era 30 kg mais pesado que o da Honda por exemplo. E ele não cabia no carro, a Arrows Footwork precisou começar a temporada com um Arrows da temporada anterior modificado até o modelo novo ser reprojetado para caber o motor.
No lugar de ter o volante do motor em uma das extremidades, ele ficava no centro. Ou seja, eram dois V6 unidos. Isso resultou em problemas com a pressão do óleo.
Com tantos problemas, a Arrows Footwork abandonou o V12 Porsche no meio da temporada. A partir da sétima corrida o carro passou a usar o V8 Cosworth-Ford DFR. A equipe conseguiu finalizar apenas quatro corridas da temporada. No ano seguinte ela passou a usar motores Honda, com resultados melhores.
A Porsche tentou fazer um motor V10 para suceder esse V12, mas desistiu da categoria. O projeto dele foi reaproveitado para um protótipo de Le Mans, que também foi abandonado. O V10 da F1 não foi descartado e foi adaptado para o Carrera GT.

O italiano Ferruccio Lamborghini começou a fazer carros pensando em esportivos para as ruas, verdadeiros grand tourers. Ela entrou em competições com participações esporádicas.
Na Fórmula 1 a Lamborghini entrou como fornecedora de motor em 1989, com um V12 aspirado. Ele começou a ser usado pela Larrousse e depois foi adotado pela Lotus, Ligier e Minardi. Também existiu apenas em 1991 a equipe oficial da marca, chamada oficialmente de Modena.
O motor Lamborghini da F1 foi um dos menos confiáveis dessa época. Mas quando tudo funcionava os pilotos conseguiam boas posições, a melhor foi com Aguri Suzuki chegando em 3º no GP do Japão de 1990.
A McLaren testou o motor Lamborghini em 1993. Ayrton Senna criticou a falta de força em rotações médias, já Mika Häkkinen quebrou o V12 nos testes. O projeto não foi para a frente.

A Peugeot foi um fabricante que fez sucesso nas corridas de longa duração. Em 1988 um carro com seu motor quebrou o recorde de velocidade do circuito de La Sarthe, durante as 24 de Le Mans, ela foi campeã em 1992 e ficou na terceira posição em 1993.
Para 1994 a Peugeot decidiu mudar o foco no automobilismo e entrou na Fórmula 1. Seu motor V10 3.5 das corridas de longa duração foi adaptado para o regulamento dos monopostos.
A primeira equipe a usar o motor Peugeot foi a McLaren, que preferiu o fornecedor francês a Lamborghini. O chefe da equipe, Ron Dennis, acreditava que a rivalidade entre a marca e a Renault resultaria em um motor competitivo.
O resultado foi o oposto dos anos anteriores, onde Ayrton Senna estava sempre colocando o carro da equipe no topo da pódio. O piloto Mika Häkkinen só conseguiu terminar oito das 16 corridas da temporada, já Martin Brundle só terminou sete delas.
O V10 Peugeot era comparado com uma granada, pois falhava de formas espetaculares. No GP da Grã-Bretanha o motor do carro de Martin Brundle pegou fogo segundos após a largada.
No ano seguinte a McLaren passou a usar motores da Mercedes-Benz, parceria que durou muito. O V10 Peugeot seguiu em uso até o ano 2000, com a Jordan usando até 1997 e a Prost pelos três últimos anos. Depois desse fracasso a marca francesa focou no campeonato mundial de rali, onde conquistou muitas vitórias com o 206.

Poucos se lembram disso, mas a Subaru já fez um motor de F1. Como de costume, o fabricante japonês fez um bloco horizontal. Mas aqui era um V12 com ângulo de 180°.
A diferença dessa configuração é que cada pistão fica em um moente, enquanto no boxer cada moente traz dois pistões. Em ambos existe a vantagem do centro de gravidade ficar mais baixo.
O motor Subaru de Fórmula 1 era interessante no papel, mas na prática não rendeu. A potência de 567 cv era uma das menores do grid e o 12 cilindros pesava mais que o V8 Cosworth de potência similar.
A Subaru comprou 51% da equipe italiana Colani no lugar de virar fornecedora de motores. O carro era uma derivação do modelo usado no ano anterior e só terminou de ser montado no final de semana da primeira corrida, realizada em Phoenix nos EUA.
Ele foi montado no Paddock e rodou pela primeira vez em um teste realizado no estacionamento de um supermercado. Havia apenas um piloto na equipe, o belga Bertrand Gachot.
A Colani correu apenas por oito corridas na temporada de 1990. O piloto não conseguiu classificar o carro para nenhuma delas. Além do desempenho ruim o motor não era confiável. A Subaru desistiu da empreitada, no meio do campeonato a equipe passou a usar motor V8 Cosworth. E seguiu sem classificar para começar as corridas.

A história da Toyota com automobilismo foi marcada por vitórias em Le Mans, nos ralis e em campeonatos de turismo. A chegada na F1 foi tardia quando comparada com a rival Honda, estreou em 2002 com uma equipe própria.
Diferente das outras marcas que listamos aqui, a Toyota conseguiu fazer um motor confiável e até teve bons resultados. Na temporada de 2005 ela conseguiu uma quarta posição no campeonato de construtores, com seus pilotos garantindo três pódios.
O problema da Toyota na Fórmula foi o processo de espionagem industrial sofrido em 2004. A Ferrari acusou que o TF104 da equipe japonesa era idêntico ao seu F2003-GA.
A Toyota não quis divulgar os dados do carros, pois as informações da Ferrari estavam misturadas com os seus dados próprios. A equipe tinha engenheiros italianos, que vieram da Ferrari. Eles foram presos por espionagem industrial.
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