Capital de Minas Gerais lançou serviço de compartilhamento em região central, que possui trânsito pesado em horário comercial
O uso do carro como meio de transporte primário dos brasileiros cresceu nos últimos anos. Segundo o Censo Demográfico 2022, o meio de transporte mais utilizado no deslocamento para o trabalho é o carro, podendo ficar 1 hora por dia no trânsito. Com isso, soluções de mobilidade individuais e ágeis voltaram a ser populares, como os patinetes elétricos compartilhados.
Esses veículos são usados para o transporte chamado de “last mile“, que é aquela locomoção rápida para chegar ao destino. Por exemplo, no lugar de pegar dois ônibus a pessoa pode descer do primeiro e finalizar o trajeto em um patinete.

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O serviço de patinetes elétricos compartilhados da empresa JET começou a funcionar em Belo Horizonte na última quarta (18). A operação começou após a abertura de uma concorrência realizada pela prefeitura da capital mineira.
De início serão 1.500 patinetes elétricos na cidade. 1.100 deles estão disponíveis na região do centro, dentro da Avenida do Contorno. Os outros 400 ficam na região Oeste, que abrange do Prado ao Buritis.

De acordo com a JET, os patinetes atuais são mais robustos e seguros que aqueles que já foram usados no passado. O peso é de 32 kg. Um diferencial é ter geolocalização em tempo real.
O monitoramento é responsável por limitar a velocidade conforme a via. Em ciclofaixas e ciclovias o limite é de 20 km/h, em parques, calçadas e praças é de 6 km/h. Para usuários iniciantes o limite fica em 12 km/h.
Inicialmente os patinetes só estão disponíveis na região central e na oeste de Belo Horizonte, podendo rodar apenas em vias públicas com limite de velocidade de até 40 km/h. Locais como a Avenida Amazonas e a Raja Gabáglia são proibidas, pois o tráfego de carros é mais rápido.
Outras medidas de segurança são: farol em LED, placa de identificação, freio dianteiro e traseiro, campainha, sistema antifurto e a proibição de passageiros ou animais. O capacete é recomendado, mas não é obrigatório.
O uso é limitado para pessoas com mais de 18 anos e o CPF é exigido para o cadastro. Se o veículo for vandalizado por um usuário ele será banido da plataforma.
Questionamos um representante da JET sobre os patinetes elétricos estarem prontos para a topografia de Belo Horizonte. A resposta foi que eles conseguem encarar as subidas, mas o principal é que utilizam os freios de forma automática nas descidas para não ultrapassar a velocidade limite da região.

Para usar um da JET em Belo Horizonte é preciso ler um QR code desbloquear o patinete, por um valor entre R$ 2 e R$ 3. Depois ele é cobrado R$ 0,49 por minuto.
Depois de desbloquear é preciso prender o celular em um suporte e levantar o descanso. Para começar a rodar é preciso dar um impulso com o pé, só aí que o acelerador pode ser acionado.
Os patinetes da JET possuem freios na dianteira e na traseira, cada um acionado por um dos manetes. Nas instruções é dito que o usuário deve sair do veículo e empurrá-lo na hora de atravessar as ruas.

Enquanto os patinetes tiveram um pico, depois sumiram das ruas e agora estão voltando, as bicicletas compartilhadas seguiram no mercado. De início a proposta era de serem usadas para passeios ou na rotina diária, mas elas foram ressignificadas nos últimos anos.
Com o aumento dos pedidos em delivery de comida, também cresceu a demanda por entregadores. Em algumas capitais era comum utilizar essas bicicletas para as entregas.
Diante disso, a Tembici, que opera as bicicletas laranjas do Itaú, fez uma parceria com o iFood focado nos entregadores. O diferencial é que o veículo é alugado em planos semanais ou quinzenais.
É uma alternativa mais acessível que os alugueis de motocicleta e não exige habilitação. Essas bicicletas também são elétricas.
Essas pequenas mudanças na mobilidade urbana podem não aliviar o trânsito de imediato, mas apontam que existem alternativas.
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Finalmente estão investindo em last mile. Agora basta investir na qualidade do transporte público em si, para que se torne uma alternativa válida de locomoção ao invés de ser algo forçado a quem não tem veículo à disposição.