Pneu de emergência é equipamento obrigatório no Brasil e exige alguns cuidados para não deixar o motorista em apuros
Muitos motoristas só lembram do estepe do carro quando precisa. E se não tiver tomado alguns cuidados simples, corre o risco do pneu sobressalente não ser útil na emergência.
Muitos desses cuidados são os mesmos que devemos ter com os pneus de rodagem. Mesmo se você não fura o pneu há alguns anos, vale a pena ter o estepe em dia, pois só precisamos dele quando menos esperamos.
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O estepe é o nome dado ao pneu sobressalente do carro, para ser usado caso algum dos quatro principais fure. Ele é chamado popularmente de “step”, mas esse termo é errado.
O pneu reserva costuma vir sob o assoalho do porta-malas. Na maioria dos carros ele fica dentro do habitáculo, mas existem modelos onde fica na parte externa sob o piso e exposto. Um carro que foge do habitual é a primeira geração do Uno e seus derivados, onde o pneu está dentro do cofre do motor.
Ele geralmente fica junto das ferramentas para realizar a troca, como o macaco, a chave de roda e uma alavanca para operar o macaco. Também pode vir junto alguma chave de fenda ou Philips para retirar as calotas.

Existem dois tipos de estepe: o de rodagem e o temporário. O primeiro utiliza uma medida similar a das outras rodas, podendo ser usado normalmente a qualquer velocidade.
O mais comum é ser uma roda de aço estampado, mesmo se as outras forem de liga leve. Ele também pode usar uma roda de menor diâmetro, mas com pneus de mesmo diâmetro dos outros. Estepe com roda de liga leve e pneus iguais aos de rodagem é comum em veículos fora de estrada.
Já o estepe temporário utiliza um pneu bem mais fino que o comum para ocupar menos espaço no porta-malas. Esse tipo ficou comum pois as rodas dos carros modernos cresceram, antigamente aros de 14 e 15 polegadas eram comuns, hoje existem SUVs compactos com rodas de 18 e 19 polegadas.
Um estepe de uso com essas medidas seria grande e pesado, roubando espaço no porta-malas e dificultando a troca para motoristas com menos força no braço. Por isso que os temporários ficaram populares.
O estepe temporário exige cuidado do motorista, pois não pode rodar em velocidades elevadas. Ele foi feito para rodar a até 80 km/h e permitir que o carro chegue a um borracheiro para reparar ou trocar o pneu furado.

O estepe é uma preocupação maior em países emergentes, onde o asfalto não é bem cuidado e os riscos de furar o pneu é maior. Na Europa e na China, por exemplo, esse componente caiu em desuso.
Esse fator junto do crescimento das rodas fez o equipamento cair em desuso nos carros importados. No lugar dele vem um kit de emergência composto por um selante e um compressor, que resolvem o problema em casos de furos pequenos na banda de rodagem.
Mas se o dano sofrido for maior, como um corte na lateral ou furos grandes, o selante será inútil. Aí só chamando o guincho até um borracheiro.
A Resolução 14/1998 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) dispõe que os carros precisam ter um pneu sobressalente, macaco, chave de roda e uma chave de fenda para poder rodar em vias públicas. Sem esses itens ele estará descumprindo o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Isso é considerado como infração grave, rendendo multa de R$ 195,23, 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo para regularização. Ou seja, rodar sem estepe rende multa.
Existe uma exceção para os carros que já saem de fábrica sem o estepe ou usam pneus run-flat. Eles precisam ter o kit de reparo com selante e compressor a bordo.

Quando for calibrar os pneus, lembre-se de calibrar também o estepe. Se ele for difícil de acessar, pode fazer a calibragem uma vez por mês, mas coloque 5 libras a mais para garantir que ele estará inflado quando precisar.
Se ele for idêntico as outras rodas é recomendável colocá-lo no rodízio de pneus. Dessa forma todos os pneus se desgastarão por igual.
Mesmo sem usar, o estepe pode envelhecer. A borracha do pneu resseca com o tempo e perde suas propriedades, prejudicando a aderência em todas as situações.
Os pneus de uso duram, em média, cinco anos, podendo variar conforme as condições. Quando o estepe fica guardado dentro do carro ele pode durar mais, pois sofre menos com o calor.
Mas se ele tiver 10 anos ou mais, troque-o. O argumento de ter um estepe que nunca rodou já foi muito usado no passado para valorizar os carros, mas ele significa que há um pneu velho que pode ser perigoso quando for usado.
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