A novidade japonesa chegou com atraso no mercado e alguns de seus pontos negativos foram bem evidenciados por isso
Apesar de ter um público bem fiel, o conservadorismo da Toyota pode jogar contra em segmentos mais concorridos. O novo Yaris Cross chegou na faixa de preços mais aquecida do mercado e não pode dar bobeira se quiser repetir o sucesso do Corolla e do Corolla Cross.
Os pontos positivos já foram listados aqui, com a marca apostando em sua boa fama e no sistema híbrido para se diferenciar. Agora vamos falar onde o Yaris Cross pisa na bola.
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A Toyota inaugurou uma nova identidade visual em 2022 com a atual geração do Crown. O Yaris Cross nacional foi apresentado na Ásia em 2023 ainda com o estilo antigo, inspirado pelo RAV4 de 2018, o Highlander de 2019 e o Corolla Cross antes do face-lift.
Por dentro isso fica mais evidente, com a moldura grande na central multimídia e a alavanca do câmbio grande. A vantagem disso é ter vários botões na cabine para comandar as funções do veículo, com a tela cuidando apenas do sistema de som e navegação.

O segmento superior dos SUVs compactos, posicionados ente R$ 150 mil e R$ 200 mil possui modelos com acabamento similar ao de carros médios. Honda HR-V e Nissan Kicks possuem soft-touch no painel e nas portas, enquanto o Jeep Renegade tem esse esmero apenas no tablier.
O Toyota Yaris Cross utiliza plástico duro nestas superfícies, com uma faixa em vinil no centro do painel e na base do console. As portas têm revestimento apenas nos puxadores dianteiros, sem o tecido nas nas laterais.

Os SUVs compactos tomaram dos sedãs, das peruas e das minivans o papel de ser o carro familiar. Por isso, um porta-malas volumoso é algo positivo para o público.
O Toyota Yaris Cross nas versões apenas a combustão possui porta-malas de 400 litros, o modelo híbrido possui 391 l de volume. É pouco mais que alguns hatchbacks e fica na média negativa do segmento, existem rivais com 450 litros ou mais.

SUV compacto não é para ser esportivo, mas precisa atender a uma família com segurança. O motor 1.5 de 122 cv e o híbrido com 111 cv são os mais fracos do segmento.
Apenas com o motorista o desempenho fica ok, mas com passageiros e malas começa a complicar. Outro agravante é não ter uma alternativa mais forte como existe nos rivais Honda HR-V, Volkswagen T-Cross e Hyundai Creta.

Os japoneses nunca foram adeptos de tanques grandes em seus carros compactos. O Yaris Cross a combustão pode levar apenas 42 litros de combustível, enquanto o modelo híbrido tem volume para 36 litros.
O carro é econômico com gasolina, com autonomia que pode chegar a 601 km no modelo sem eletrificação na estrada. O híbrido faz 644 km na cidade com gasolina. Porém com etanol esses números caem e os abastecimentos são mais frequentes.
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6 – A Toyota extinguiu as opções sedan e hatch do Yaris, ao invés de mantê-las como opções pra quem busca praticidade e não quer saber de “suvs”.
A concorrente Honda manteve a sua linha City, independente dos SUVs e “suvs” que ela oferece. E com isso ela vem conquistando vários “toyoteiros” que a própria Toyota deixou sem opções.