Além do radar de velocidade, existem diferentes tipos de equipamentos que utilizam imagens e inteligência artificial para detectar infrações de trânsito
O cinto de segurança é um dos equipamentos de segurança mais básicos e importantes do veículo, mas ainda tem gente que insiste em não usá-lo. Esse descuido, de acordo com o artigo 167 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é uma infração grave que normalmente é identificada por agentes de trânsito. Mas, será que um radar também pode multar quem não está usando esse dispositivo?
A resposta para esse questionamento envolve os diferentes tipos de equipamentos de fiscalização, quais ações infratoras são capazes de detectar e questões de infraestrutura.
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Independente do tipo de via ou situação, o cinto é obrigatório e a responsabilidade pelo uso dele é do motorista, que deve garantir que todos os ocupantes estejam devidamente seguros. Mas, para identificar alguém que não está utilizando esse equipamento não basta qualquer radar.
Os radares de velocidade, que são os mais comuns nas vias brasileiras, não têm, por si só, a função de identificar a falta do cinto de segurança. Eles são programados para verificar infrações como: excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho, parada sobre a faixa de pedestre, entre outras relacionadas à circulação.
No entanto, em determinadas regiões do país, esses dispositivos passaram a atuar em conjunto com câmeras de vigilância equipadas com inteligência artificial (IA). Esses equipamentos conseguem reconhecer automaticamente comportamentos irregulares, como:
Isso mostra que a tecnologia já viabiliza a aplicação de multas com base em registros de imagem. No entanto, é importante destacar que essa fiscalização não é realizada pelo radar isoladamente, mas pelas câmeras integradas aos sistemas de monitoramento.
Esse tipo de fiscalização é permitido pela Resolução 909/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que autoriza a autuação de diversas infrações por meio de sistemas de videomonitoramento.
As câmeras, instaladas em pontos estratégicos das rodovias, têm resolução ultradefinida e conseguem identificar detalhes mesmo com veículos muitos rápidos, com velocidades chegam a 300 km/h. Elas operam sem interferência de reflexos ou baixa luminosidade e a IA analisa as imagens em tempo real e sinaliza possíveis infrações. As informações captadas pela ferramenta são confirmadas por agentes humanos antes da autuação.
Dessa forma, a autoridade de trânsito pode aplicar a penalidade pela falta do cinto desde que exista uma imagem nítida e incontestável que comprove a irregularidade. Assim, ao transitar por locais que contam com câmeras de monitoramento dotadas dessa tecnologia, o condutor pode, sim, ser multado caso esteja sem o cinto de segurança.
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