Modelo fabricado na Coreia do Sul utiliza plataforma da Volvo e mira segmento de luxo para reduzir dependência da Europa
A Renault deu a largada em seu “plano de ação internacional” com um aporte de € 3 bilhões (aproximadamente R$ 18 bilhões) para reduzir sua dependência do mercado europeu. O pilar central dessa estratégia é o lançamento do Renault Filante, um SUV de luxo batizado em homenagem ao histórico conceito recordista de velocidade da marca, o Étoile Filante de 1956.
O modelo chega com a missão de disputar mercado na Coreia do Sul e no Oriente Médio, posicionando-se como rival de utilitários premium consolidados, como o Volvo XC90 e o Audi Q7. A escolha da Coreia do Sul como palco inicial não é aleatória. Diferentemente da Europa, onde os compactos têm maior volume, o mercado sul-coreano concentra cerca de 60% de suas vendas em veículos dos segmentos D e E (médios e grandes).
A estratégia da montadora francesa é capturar essa demanda por sofisticação, oferecendo um produto que, segundo Laurens van den Acker, chefe de design do grupo, une a imponência de um SUV à elegância de um sedã em seus 4,92 metros de comprimento.

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Mecanicamente, o Filante é fruto direto da parceria industrial com a Geely. O modelo é construído sobre a plataforma modular CMA, a mesma utilizada pelo Volvo XC40 e outros veículos do grupo chinês. O conjunto motriz, embora leve o selo E-Tech da Renault, combina um motor 1.5 turbo a gasolina a propulsores elétricos, entregando uma potência combinada de 247 cv e 56,5 kgfm de torque.
Para atender às exigências do consumidor de luxo, a engenharia focou no refinamento acústico, implementando sistemas de cancelamento ativo de ruído. O interior segue a tendência de digitalização total, com um painel dominado por três telas de alta resolução.






















































O Filante é apenas a ponta de lança de uma ofensiva mais ampla. O plano de expansão já contemplou ainda modelos como o Kardian e o inédito SUV médio Boreal para a América Latina, além de novas variantes do Duster destinadas à Turquia e Índia. O objetivo da Renault é replicar globalmente a estratégia de “valor sobre volume” aplicada na Europa, buscando maior rentabilidade por unidade vendida em mais de 80 países.
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