Rodamos 1.000 km com a Renault Oroch Iconic em uma semana
Mesmo com um motor aspirado 1.6 o modelo se apresentou valente para fazer o básico e até levar algumas tralhas em viagem
Mesmo com um motor aspirado 1.6 o modelo se apresentou valente para fazer o básico e até levar algumas tralhas em viagem
A Renault Oroch abandonou a alcunha Duster depois da chegada da segunda geração do SUV. Mas na prática ela continua o mesmo Duster com caçamba, lançado em 2015. Porém, para atacar o mercado das picapes, num momento em que a categoria está a todo vapor, a francesa decidiu lançar uma intermediária 1.6 localizada abaixo da top de linha. Batizada de Iconic, a versão custa R$ 20 mil a menos e é uma opção para quem ainda opta por um motor aspirado.
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A topo de linha, versão Outsider de motor 1.3, se destaca na motorização e no câmbio CVT, além de receber um acabamento mais sofisticado, faróis de longo alcance, santantônio e detalhes estéticos na lataria.
De fato, o motor 1.6 aspirado e o cambio manual da Iconic não se comparam ao conjunto da topo de linha, mas por um preço de R$ 132.450, em relação com os R$ 157.200 cobrados pela Outsider, ela se faz uma opção bem interessante para quem precisa de caçamba farta, mas não pode esticar o valor do cheque.
Nesta faixa de preço ela concorre também com a Fiat Strada e com a Chevrolet Montana. E diante das duas, ela leva vantagens e desvantagens no tamanho, na motorização e na capacidade de carga.
No tamanho ela é a maior de todas, com um entre-eixos de 2,82 m e um comprimento de 4,71 m. Já no quesito capacidade de carga da caçamba, ela ganha da estadunidense, que carrega apenas 600 kg, enquanto a francesa leva 680 kg, mas perde para italiana, capaz de 720 kg. Porém, a Oroch se vinga da Strada na motorização, já que ela utiliza unidade 1.6 de 120 cv e 16,2 kgfm, enquanto a Fiat tem – nas versões de entrada – um propulsor 1.3 de até 109 cv e 14,3 kgfm.
Colocando tudo isso na prática, o modelo se apresentou bem valente para quem busca uma picape intermediária. Ao longo de 1.000 km de estradas, ela se comportou como esperado para o modelo.
Sua acomodação é simples, mas honesta e a posição de dirigir tem um conforto que se destaca dentre modelos com poucos ajustes. Quem vai no banco da frente pode desfrutar do ar-condicionado automático e do painel multimídia conectado com o smartphone. No entanto, quem vai no banco de trás não recebe o mesmo afago gelado e sem opção de carregar o celular já que as zonas de saída e portas USB estão apenas na frente. Mas tudo isso é compensado com o espaço na segunda fileira que acomoda tranquilamente mais de um adulto, diferente de muitos SUVs e picapes da categoria.
Falando do desempenho, a francesa mais uma vez cumpre o que promete e se comporta muito bem na cidade, estrada e até nos terrenos arenosos mais leves. A transferência de vibrações dos pneus para a cabine é mínima e o domínio do carro é fácil para qualquer condutor. O motor também cumpre o que promete e mesmo com a caçamba carregada com cerca de 300 kg somado a três pessoas na cabine, nenhuma mudança nas estabilidade e performance foi percebida.
Claro que ainda estamos falando de um carro intermediário, de motor 1.6, então os 120 cv não são os melhores para uma ultrapassagem com mais exigência ou para rodar em velocidades mais elevadas, além de ter uma aceleração gradativa diferente dos modelos turbo. Motoristas mais “pacientes” podem se dar melhor com estas características.
Fechando os pontos negativos, podemos destacar o câmbio, que apresenta engates ásperos, principalmente nas marchas longas. Os vidros sem função um toque e o sistema de travamento deixam a desejar. O seu consumo também está longe de ser uma referência. Segundo o Inmetro a Oroch 1.6 tem classificação D, em sua tabela de eficiência. Na estrada, abastecido com gasolina, sua máxima é de 11 km/l.
Em uma tocada bem tranquila, de 6ª a 70 km/h, o modelo chegou a fazer 12 km/l, mas em uma aceleração mais forte a média caia para 9,5 km/l.
Por fim, o Renault “Duster” Oroch é um modelo bem valente e honesto para o que propõe, com preço e recursos bem competitivos com seus concorrentes diretos. Ela pode ser uma boa opção para quem procura uma picape menor e mais mansa.
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Eu tenho uma Oroch e ela tem sim elevação dos vidros de 1 toque, no etanol eu consigo fazer 10km na cidade e uns 13 na estrada com modo eco ligado.
Rodei quase 2 mil em três dias
Sério q rodou tudo isso ? Mil km em uma semana..já foi pra revisão, né trocar óleo dentada filtros,pastilhas discos etc..etc..
Eu tenho uma Iconic 2024/2025 e ao contrário do que diz na matéria tem de fábrica controle com um toque em todos os comandos dos vidros, também possui travamento dos vidros traseiros, tem travamento central das portas e é automático ao se atingir os 20 km/l, na parte traseira não tem tomadas USB mais tem a tomada.12v onde se pode plugar um carregador veicular e assim carregar os celulares de quem vai atrás. Estou na minha segunda Oroch e entre as caminhonetes “pequenas” é sem dúvida a melhor opção,
Falta de faróis de longo alcance, e o que eu já esperava, ultrapassagem dificultada pela pouca potência são dois motivos para não comprá-la.